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quinta-feira, 24 de julho de 2014

JP na Copa (parte 5): Virada belga com (grande) ajuda dos reservas

Fala, pessoal!

Sem muito descanso, menos de 24 horas depois de encerrar a primeira parte das minhas viagens na Copa do Mundo já estava na estrada, ou melhor, no ar, para o início da segunda etapa. O destino final era novamente a cidade de Belo Horizonte, local da minha primeira partida no Mundial em que "mataria" duas equipes: Bélgica x Argélia.

O bom é que dessa vez tudo o que envolveu o jogo foi muito mais sossegado do que no sábado anterior, quando estive no Mineirão para Colômbia x Grécia. O voo de ida até a capital de Minas Gerais foi tranquilo e durou menos de uma hora. Antes das oito e meia da matina já me encontrava no aeroporto de Confins, tempo mais do que suficiente para não passar nenhum perrengue.


Detalhe de um bar no aeroporto de Confins repleto de belgas já enchendo o caneco antes mesmo das oito da manhã. Foto: Fernando Martinez.

Logo encontrei o amigo Luciano Claudino e sua esposa Camila, ambos animados com a chance de ver pela primeira vez um joguinho de Copa. Minutos depois foi a vez do seu Natal chegar lá, também para sua estreia. Detalhe que foi a primeira vez que o amigo taxista viajou de avião na vida. Claro que também não posso deixar de citar a presença da Van, companheira fiel em (quase) todas as partidas em que marquei presença a partir dessa.

Fizemos um café da manhã super natural - uma constante nos dias mais do que corridos da Copa - e dali seguimos para o jogo. A organização local criou uma linha especial de Confins até o Mineirão por apenas 10 reais a ida e mais 10 a volta. Uma grande alternativa em se tratando de locais tão distantes entre si. Melhor ainda, o busão nos deixava literalmente na porta do estádio.


Mais um jogo no Mineirão na Copa do Mundo e mais uma vez o JP esteve presente. Foto: Fernando Martinez.

O único problema de tudo acabou sendo o tamanho absurdo das filas. Ficamos uma hora e quarenta minutos fritando no emaranhado de grades debaixo do sol de 29 graus até finalmente conseguirmos entrar ali (menos mal que foi a última grande fila que peguei na Copa). Quando entramos, o relógio já marcava meio dia e meia, e sem muito tempo para fazer algo, fomos para nossos lugares.


Times perfilados para os hinos nacionais. Foto: Fernando Martinez.

Felizmente o lugar escolhido pela FIFA era na sombra e numa posição muito boa, mesmo sendo no anel superior. Dali pude ver a peleja na boa. Essa foi a primeira partida do Grupo H, que também reuniu Rússia e Coreia do Sul (o jogo entre essas duas seleções também teve cobertura do JP graças ao Estevan). Essa foi a terceira vez que belgas e argelinos se enfrentaram em todos os tempos, a primeira numa Copa do Mundo.

O maior atrativo para mim nesse jogo - além de colocá-las na Lista, claro - foi que ambas as seleções me trazem lembranças da Copa de 1986. A Bélgica fez um dos jogos mais espetaculares daquele Mundial, vitória de 4x3 na prorrogação contra a URSS nas oitavas, e terminou a competição na quarta posição. Já a Argélia deu trabalho para o Brasil, que venceu no sufoco com um gol de oportunismo do atacante Careca.


Grande presença de argelinos na capital mineira. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral de um Mineirão com belo público para Bélgica x Argélia. Foto: Fernando Martinez.

Voltando para 2014, a "badalada geração belga" teve enorme trabalho para vencer os argelinos. A seleção africana mostrou grande qualidade defensiva e complicou as coisas para os europeus. O selecionado comandado pelo meia Hazard pouco fez para justificar o enorme favoritismo.


Cobrança de falta perigosa para a Bélgica. Foto: Fernando Martinez.


Ataque belga pela esquerda com o camisa 22 Chadli. Foto: Fernando Martinez.

Para piorar, o primeiro terminou com a vantagem parcial da Argélia. Feghouli marcou de pênalti aos 25 minutos, fazendo a festa da enorme torcida, sem dúvida uma das mais animadas do Mundial. No segundo tempo o técnico belga Wilmots mudou o seu time e a situação ficou um pouco mais favorável.


De pênalti, Feghouli abriu o marcador em BH. Foto: Fernando Martinez.


Vacilada do goleiro argelino no tempo final. Quase a Bélgica marcou. Foto: Fernando Martinez.


Raro ataque africano no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Fellaini deixou tudo igual aos 25 com um belo gol de cabeça, apenas cinco minutos depois de sair do banco de reservas. Aos 35, Mertens, que também havia começado a peleja no banco, fez o segundo e virou o marcador. Mesmo não mostrando um futebol vistoso, os Diabos Vermelhos marcaram seus primeiros três pontos na Copa.


Jogadores belgas comemorando o segundo gol. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o primeiro jogo do Grupo H ficou em Bélgica 2-1 Argélia. A classificação europeia estava encaminhada, enquanto os africanos ainda teriam que suar bastante a camisa para conseguiram a inédita classificação para as oitavas de final. Antes do término a primeira fase ainda vimos mais jogos dessas duas seleções.


Torcedor da Bélgica fazendo a festa nas arquibancadas. Foto: Fernando Martinez.


A Argélia se mandou para o ataque no fim da partida, mas não conseguiu empatar. Foto: Fernando Martinez.

Ficamos um bom tempo nas arquibancadas para todo aquele cerimonial pós-jogo da Copa. Na saída nos juntamos ao casal Luciano/Camila, ao Luiz, que estava em Curitiba no dia anterior, e ao companheiro de The Jenniffers Daniel Leal (o seu Natal saiu correndo para pegar seu voo às cinco horas). A meta agora era arranjar algum lugar para ver a peleja entre Brasil x México.

Todos os bares em torno do Mineirão estavam apinhados de gente, então a melhor opção foi sacrificar o primeiro tempo, pegar o ônibus para Confins e ver de algum telão qualquer no aeroporto o tempo final. Chegamos rapidinho e da Fun Zone - local criado pela Caixa em vários aeroportos das cidades-sede - vimos os 45 minutos finais. Pena que o jogo do time brasileiro nem foi tudo isso (como todos os outros).


Luciano Claudino e Luiz Fôlego mandando ver no futebol de botão. O amigo campineiro, derrotado no mini-torneio, agora joga contra o Nílton, campeão potiguar do esporte, fora de casa. Foto: Fernando Martinez.

Ainda passamos um tempo zanzando por ali antes de pegarmos outro voo, agora para Campinas. Lá nos hospedamos no confortável apartamento da família Claudino e na fria madrugada de terça para quarta-feira partimos para mais uma viagem, a primeira para o Sul do país.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Briosa vence e convence no retorno da Segundona

Salve amigos!

Sem deixar a peteca cair, logo após a final da Copa voltei aos estádios para acompanhar uma peleja, das bem perdidas, do jeito que a gente gosta. A escolha da vez foi o duelo entre a AA Portuguesa e o centenário CA Pirassununguense, em Ulrico Mursa, pela primeira rodada do Grupo 11 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Foi minha 22ª partida do time profissional santista e a terceira do alvinegro caipira.


AA Portuguesa - Santos/SP. Foto: Estevan Azevedo.


CA Pirassununguense - Pirassununga/SP. Foto: Estevan Azevedo.


Os capitães Magno (APP) e Fabiano (CAP), com o trio de arbitragem composto por Ilber Estevam da Silva, auxiliado por Bruno Salgado Rizo e Leandro Fernandes Rodrigues, e o quarto árbitro, Rudnei Ferreira de Medeiros.

E a bela manhã de domingo inspirou as duas equipes, que fizeram um bom jogo, bastante movimentado, com domínio do time da casa. Logo no primeiro minuto Esquerdinha ajeitou para Marcos Nunes bater de primeira levando muito perigo ao gol de Elton, que se esticou todo para impedir que a bola entrasse no seu canto direito. Mantendo a pressão, a Briosa chegou a abrir o placar aos 10 minutos, após uma cobrança de falta, mas foi bem assinalado o impedimento.


Disputa de bola pelo alto acompanhada de perto pelo capitão do CAP. Foto: Estevan Azevedo.


Zaga do CAP tira a bola de dentro da área. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 19 minutos Marcos Nunes fez fila pelo lado esquerdo e cruzou, mas a finalização foi travada pelo defensor alvinegro. O Pirassununguense mal chegava ao campo adversário.


Dessa vez Artur (5) e Leandro (9) observam o lance. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 34 minutos, Édson Pio, que seria eleito pelos 383 pagantes como o melhor em campo, cobrou falta da esquerda, e Elton mandou para escanteio. Na cobrança, a Portuguesa perdeu mais uma chance de abrir o marcador.


Edson Pio (10) observa a bela defesa de Elton após sua cobrança de falta. Foto: Estevan Azevedo.

No último minuto do primeiro tempo a torcida chegou perto de ver a concretização do ditado “quem não faz toma”: Pablo salvou o time da casa ao fazer uma excelente defesa após uma cobrança de escanteio e cabeçada de Douglas. Wesley ainda desperdiçou o rebote.


Detalhe da importante defesa de Pablo. Foto: Estevan Azevedo.

Com tanta movimentação, e a grande criatividade demonstrada pelo time lusitano, o 0x0 não tirou a alegria do torcedor que apoiou o time, e aproveitou a pausa para degustar as diversas guloseimas comercializadas no estádio da Avenida Pinheiro Machado.


Protesto contra o preço dos ingressos na Segundona. Foto: Estevan Azevedo.

Se o treinador do Gigante do Vale, Ricardo Lingue, havia preparado uma tática especial para a segunda etapa, os planos rolaram morro abaixo logo no segundo minuto. Diego Nunes recebeu na área o lançamento de Édson Pio e tocou fraco na saída do goleiro, que vacilou e se atrapalhou com o zagueiro. Os três assistiram abola mansamente cruzar a linha de fundo e balançar timidamente as redes. 1 a 0 Briosa.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 11 minutos Elton fez nova defesa importante, após chute perigoso de Édson Pio em seu canto inferior esquerdo. O treinador sacou o estreante Netinho e Mutuca, e colocou Batistella e Igor, buscando dar mais ofensividade à equipe. Mas o time rubro verde continuou criando melhores chances.


Mais um ataque da Briosa. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 26 minutos, Marcos Nunes fez boa jogada individual pela esquerda e chutou com muito perigo ao gol de Elton. A bola passou pela frente da meta, e Diego Nunes tentou ampliar no arremate, mas o chute foi cortado pela zaga do CAP.


Pela direita, a Briosa buscou ampliar o placar. Foto: Estevan Azevedo.

Euzébio Gonçalves tirou Diego Nunes e Esquerdinha e colocou Mike e Stanly, pra dar novo fôlego ao time praiano, enquanto no CAP Leandro deu lugar a Almir. As alterações foram favoráveis aos visitantes, que passaram a criar boas chances de empate, apertando a Briosa em seu campo de defesa. Houve tempo para Fabiano ganhar o bicho, substituindo Marcos Nunes, mas o placar não foi mexido.


Um dos poucos lances de perigo em favor dos visitantes. Foto: Estevan Azevedo.


383 pagantes foi o público em Ulrico Mursa. Foto: Estevan Azevedo.

Final de jogo, Portuguesa 1x0 Pirassununguense, resultado justo, que coloca a Briosa no bom caminho rumo à terceira fase. O Ceapezão mostrou bastante qualidade e tem tudo para se recuperar e aproveitar que o grupo pode ter somente um time eliminado. E o VOCEM, seu próximo adversário, foi derrotado em casa pela grande força do grupo, o Primavera.


Detalhe do placar final da partida. Foto: Estevan Azevedo.

Após o apito final, reencontrei o amigo Esequias Pierre, torcedor fanático do Santa Cruz. Nos conhecemos no saudoso Uruguai 8x0 Taiti, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Grande abraço pra ele e seus amigos paulistanos.


Terceiro da esquerda para a direita, o amigo Pierre deleitou-se com a nossa Segundona. Foto: Transeunte.

Até a próxima!

Estevan Azevedo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

JP na Copa (parte 4): Suíça vira em cima do Equador em Brasília

Opa,

Sem medo de errar, posso dizer que meu terceiro jogo na Copa do Mundo, o duelo entre Suíça e Equador em Brasília, foi minha verdadeira "estreia" no certame. A presença da seleção brasileira na abertura e toda a bagunça que vivi no sábado em Belo Horizonte me deixaram longe do famoso "clima de Copa".

Tudo mudou quando cheguei na capital federal para acompanhar o primeiro jogo do Grupo E, marcado para o Estádio Nacional de Brasilia Mané Garrincha. A recepção foi sensacional, e o amigo Raul, do ótimo Campo de Terra, e sua família me ajudaram no quesito hospedagem, algo fundamental para ficar bem nas 32 horas que passaria na cidade.


A belíssima fachada do Estádio Nacional de Brasilia Mané Garrincha para o primeiro jogo de Copa do Mundo na cidade. Foto: Fernando Martinez.

Depois de não dormir da sexta para o sábado, consegui descansar perfeitamente na madrugada do domingo, ficando zerado para "matar" um estádio e colocar a Schweizer Nati na Lista. De todas as seleções que se classificaram para essa Copa, a Suíça era um dos meus maiores "alvos".

Desde criança ouvi histórias sobre tudo que rolou no clássico Brasil 2-2 Suíça realizado no Pacaembu na Copa de 1950. Meu saudoso avô foi testemunha in loco daquela peleja, assim como de todas partidas realizadas em São Paulo naquele Mundial, e do nada criei uma grande simpatia pelo time alvirrubro.

O jogo estava marcado para as 13 horas, e chegamos nas redondezas do Mané Garrincha faltando pouco menos de duas horas para o apito inicial. Um ponto alto que vivi ali foi a facilidade de se chegar de carro no estádio. Conseguimos estacionar bem perto e andamos apenas cerca de 10 minutos até chegar nos portões de entrada.

Logo eu, o Raul e seu pai Ronaldo, gente finíssima, fomos para uma das várias filas formadas ali. Por sorte elas não estavam tão grandes assim. Se tivéssemos chegado meia hora depois, teríamos enfrentado um verdadeiro inferno. Essas filas se tornaram absurdamente gigantes por conta da revista local e ouvimos vários relatos de pessoas que entraram somente no final do primeiro tempo. Um absurdo.


Grande rampa que dá acesso às arquibancadas do estádio com suas gigantescas colunas. Foto: Fernando Martinez.


Visão das enormes filas antes do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, já dentro do Estádio Nacional pude conferir o motivo de muitos considerarem esse o campo mais bonito da Copa. Os acessos às arquibancadas são bastante espaçosos e há muito espaço para o escoamento do público. A maior surpresa porém acontece quando finalmente chegamos ás cadeiras. O lugar é simplesmente colossal.

A percepção que temos é de estar num daqueles estádios monumentais da Copa de 1986. Do lugar que fiquei, lá no alto, a visão foi completa de todo o complexo. O local é tão íngreme que há um ferro separando cada degrau e também corrimões nas escadarias. Impossível não se impressionar com a grandiosidade novo Mané Garrincha.


Seleções da Suíça e do Equador entrando em campo para a estreia na Copa do Brasil. Foto: Fernando Martinez.

Após conhecer bem as instalações do local fui procurar meu lugar. A cadeira de lá é confortável, mas o espaço entre as fileiras é um tanto quanto apertado. Nesse jogo tive a companhia de uma simpática mineira, um brasiliense e de John, um simpaticíssimo inglês torcedor ferrenho do Chelsea que via seu primeiro jogo em Copas.


Confusão dentro da área do Equador. Foto: Fernando Martinez.


Ataque europeu pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Dali vimos um belo jogo de futebol. Suíça e Equador eram enormes incógnitas antes dessa partida e eu não sabia o que esperar. Empurrado pela grande torcida equatoriana presente, o time azul e amarelo começou melhor e o camisa 13 Valencia deixou a equipe sul-americana em vantagem no tempo inicial com um gol aos 22 minutos.


Primeiro gol do jogo, marcado por Valencia. Foto: Estevan Mazzuia.


Jogadores aguardando cobrança de escanteio dentro da área do Equador já no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque sul-americano pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Para o tempo final tive também a companhia do Estevan, no primeiro dos três jogos - cada um numa região diferente do país - que o encontrei. Nem bem a peleja havia recomeçado e Mehmedi deixou tudo igual com um belo gol de cabeça no seu primeiro toque na pelota.


Valencia, autor do gol do time azul, armando mais uma jogada de ataque. Foto: Fernando Martinez.


Ótima defesa do goleiro Benaglio. Foto: Fernando Martinez.

O jogo continuou muito bem disputado e os 68.351 pagantes presenciaram uma série de ataques perigosos dos dois times. Só que as maiores emoções ficaram para os acréscimos. Aos 47, o Equador perdeu um gol feito por puro preciosismo. Na sequência, a Suíça conseguiu armar um belíssimo contra-ataque que terminou com a conclusão certeira de Seferovic aos 48 minutos.


Visão geral do Mané Garrincha completamente lotado para Suíça x Equador. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração do segundo gol suíço no último lance da partida. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Suíça 2-1 Equador acabou praticamente definindo a sorte do grupo já na rodada inicial. O time europeu, mesmo perdendo para a França na segunda rodada, se classificou para as oitavas-de-final após vencer Honduras no terceiro jogo. O onze equatoriano venceu o time da América Central na sua segunda partida - a qual também estive presente - e depois empatou sem gols com os franceses.

O "pós-jogo" foi sensacional e participamos de uma enorme confraternização de suíços, equatorianos e um sem número de pessoas de várias nacionalidades. Era camaronês pra cá, dominicano pra lá, numa interação que só eventos como a Copa do Mundo pode proporcionar. Muito tempo depois saímos do estádio e fomos fazer uma boquinha num shopping da cidade.


Confraternização entre todas as torcidas após o jogo em Brasília. Sempre um dos pontos altos nos jogos da Copa. Foto: Fernando Martinez.


A alucinada torcida da Suíça comemorando a grande vitória nas escadarias do estádio. No meio dos europeus, uma bandeira do União Barbarense. Só na Copa você vê algo assim. Foto: Estevan Mazzuia.

Deu tempo ainda de assistir Argentina x Bósnia na casa dos grandes amigos antes de cair no sono. Voltei para São Paulo na segunda-feira bem cedinho para um raro momento de descanso no meu lar. Na manhã de terça começou a segunda parte das viagens, com mais uma peleja realizada em Belo Horizonte.

Até lá!

Fernando!

sábado, 5 de julho de 2014

JP na Copa (parte 3): Grande vitória colombiana em BH

Opa,

Dia 13 de junho foi o segundo dia de jogos na Copa do Mundo do Brasil, e também foi meu último dia "tranquilo" na primeira fase do Mundial. Acompanhei direto do meu sofá os jogos entre México e Camarões e o sensacional Espanha x Holanda. Enquanto Chile e Austrália entravam em campo na cidade de Cuiabá, comecei a arrumar minhas coisas para dar partida no meu cronograma de viagens. O destino era o Mineirão, com o genial Colômbia x Grécia na abertura do Grupo C.

Saí de casa por volta das 20 horas e segui até a Rodoviária do Tietê. Lá encontrei Paulo "Shrek" e o casal Luiz e Juliana. Depois de algumas confusões, cortesia do confuso serviço da Viação Cometa, conseguimos entrar no busão das 20h45 para Belo Horizonte no laço.

Esse acabou sendo meu primeiro e único trecho percorrido via rodovia. Antes do campeonato começar, tinha planos de fazer minhas viagens apenas via ônibus, porém no decorrer do tempo isso se tornou absolutamente inviável e fui obrigado a bater cartão em diversos aeroportos. Uma alternativa arriscada várias pessoas com quem conversei graças ao "caos aéreo" que, na visão dos especialistas, tinha 100% de chance de acontecer.

Bom, oito horas após pegarmos o busão no Tietê chegamos na capital mineira. A grande questão agora era o que faríamos até chegar o horário da peleja: 13 horas. Primeiro rolou uma soneca amassada nas cadeiras da horrorosa rodovíaria local (fica a pergunta: como uma cidade como Belo Horizonte pode ter uma rodoviária tão ruim?).


Pessoal quebrado na chegada em Belo Horizonte. inda faltavam mais de oito horas para Colômbia x Grécia. Foto: Muro.

Três horas depois e com um torcicolo causado pela falta de conforto começou de vez a correria. Após alguns encontros e desencontros, fomos deixar nossas coisas na casa de um amigo do Luiz e depois ele nos deixou nas redondezas do Mineirão. Bom, "redondeza" é uma grande licença poética nesse caso, pois tivemos que percorrer quase quatro quilômetros de subidas e descidas debaixo de um sol fortíssimo.

Aos poucos já fomos percebendo que a partida teria um grande número de torcedores colombianos, fato recorrente em todas as cidades-sede. A caminhada ainda teve o bônus de termos encontrado o ônibus da delegação da Colômbia praticamente incógnito, vários minutos antes de ser completamente envolvido pelos seus alucinados compatriotas.


A bela fachada do Mineirão. Foto: Fernando Martinez.

Toda a animação tinha completo sentido, pois além de voltar à Copa depois de 16 anos - a última participação foi em 1998 na França - a Colômbia foi vice-líder nas eliminatórias sul-americanas, ficando atrás apenas da grande Argentina e gerando uma expectativa de boa campanha, mesmo com a ausência do grande nome da equipe, o atacante Falcao Garcia.

Mas como eu já tinha visto o onze colombiano em campo - no famoso jogo das bandeirinhas no Morumbi em 2000 - meu lance ali era ver pela primeira vez o escrete helênico, eterna campeã da Euro 2004. Os gregos se classificaram para esse Mundial após terem eliminado a Romênia na repescagem das eliminatórias europeias. O time ficou em segundo lugar no Grupo G, chave em que a Bósnia ficou com a vaga direta.


Times perfilados para os hinos nacionais. Foto: Fernando Martinez.

Chegando no estádio naturalmente fomos para nossos assentos, e então vi que tinha sido "premiado" com um lugar debaixo do forte sol das 13 horas. Não fiquei ali nem dez minutos e então fui ver se existia alguma cadeira disponível na sombra. Por sorte o anel de baixo do Mineirão ainda tinha alguns (poucos) locais vazios e, livre do astro-rei, pude ver o jogo na boa.


Cobrança de falta para a Grécia. Foto: Fernando Martinez.


Zaga grega mostrando serviço. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi animado dentro das quatro linhas, mas para mim o destaque mesmo foi a presença avassaladora da torcida da Colômbia. O público oficial foi de 57.174, e desses, pelo menos 45 mil eram oriundos do país vizinho. A onda amarela cantou sem parar e incentivou demais os 11 atletas em campo.


Destaque para o Mineirão tomado pelos colombianos. Foto: Fernando Martinez.


James Rodriguez, um dos maiores nomes da Copa, se preparando para bater escanteio. Foto: Fernando Martinez.


Saída colombiana para o ataque. Foto: Fernando Martinez.

A peleja foi bastante animada e a Grécia me surpreendeu atacando mais vezes do que eu poderia imaginar, criando até boas oportunidades. Só que a Colômbia abriu cedo o placar com o gol de Armero e teve a cabeça no lugar para não sofrer maior pressão. Téo fez o segundo aos 13 do segundo e pouco tempo depois o time europeu perdeu um dos gols mais feitos da Copa, quando um dos avantes acertou uma cabeçada na trave mesmo sem goleiro. Se a equipe faz o 2x1 ali, a coisa poderia complicar para os "locais".


Sob o forte calor, mais um ataque sul-americano. Foto: Fernando Martinez.. Foto: Fernando Martinez.


Outra visão aberta do belo estádio. Foto: Fernando Martinez.

No finalzinho James Rodriguez, para muitos o grande nome da Copa do Mundo, fechou a fatura aos 48 minutos. O placar final de Colômbia 3-0 Grécia confirmou a maior vitória colombiana na história dos Mundiais em todos os tempos (recorde quebrado dias depois na goleada contra o Japão).

No decorrer da primeira fase, a Colômbia ainda venceu seus dois jogos restantes e foi para as oitavas com 100% de aproveitamento. Depois ganhou do Uruguai e perdeu nas quartas para o Brasil, fechando sua melhor performance numa Copa do Mundo. A Grécia ainda conseguiu um milagre e também conquistou a vaga para as oitavas, para depois ser eliminada nos penais pela Costa Rica.


Aeroporto de Confins tomado por colombianos. No telão, Itália x Inglaterra. Foto: Fernando Martinez.

A saída do Mineirão foi complicada e levamos muito tempo para sair dali. Com um sono absurdo, fomos buscar nossas coisas na casa do amigo do Luiz e dali seguimos para o centro de BH. Enquanto os amigos voltaram para São Paulo, eu me dirigi ao aeroporto de Confins para a minha primeira viagem de avião durante o Mundial. Às 23 horas embarquei para Brasília, local do meu jogo de domingo.

Até lá!

Fernando