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terça-feira, 28 de julho de 2015

Red Bull derrota o Inter de Lages e vence a primeira na Série D


O Campeonato Brasileiro da Série D chegou à sua terceira rodada, com certeza a que eu mais esperava de toda a primeira fase, no sábado e domingo passados. A ansiedade se explica, já que fazia tempo que não tinha a chance de colocar dois times profissionais na minha Lista num mesmo fim de semana. A primeira missão era num daqueles confrontos absolutamente imperdíveis que só a quarta divisão pode nos proporcionar: Red Bull x Internacional de Lages no Estádio Moisés Lucarelli.

Todo moleque que cresceu nos anos 80 começou a expandir o mundo futebolístico lendo a Placar. Como a maioria dos leitores sabe, a genial revista trazia toda semana escudinhos e times de botão, e numa das edições por volta de 1987 ou 1988, eles publicaram o jogo do genial Colorado Lageano. Montei a equipe para a minha coleção pessoal e desde então o time passou a ser um dos preferidos da casa.

A equipe passou por maus bocados nos anos 90 e nos anos 2000, e somente nos últimos anos o cenário mudou, muito por conta do bom trabalho realizado por toda a diretoria da agremiação. O ápice chegou nessa temporada com o quarto lugar no campeonato catarinense e a classificação para a Série D. Vale registrar que esse é um dos principais momentos da história do time.

É a primeira vez que a equipe joga qualquer nível do Brasileirão em todos os tempos e apenas a segunda vez que o clube participa de uma competição nacional até hoje. A primeira foi a longínqua Copa Brasil de 1966, certame em que fez apenas duas partidas - empate por 3x3 e derrota por 2x0 - contra o falecido Ferroviário do Paraná.

Por vários fatores nunca tive a oportunidade de colocar o Inter na minha Lista. Um deles, claro, o fato do time nunca ter jogado por aqui. Já suspeitava que a equipe faria sua estreia no estado nesse compromisso e durante a semana passada confirmei que o time, além de nunca ter vindo para São Paulo, nunca tinha saído da região Sul para um jogo oficial.

Assim como seu rival do sábado, o Red Bull também debuta num Brasileiro nesse ano. A equipe se classificou por conta da bela campanha no estadual - sexto lugar - e fez nessa pugna sua primeira apresentação como mandante (a estreia foi com uma derrota por 2x1 para o Operário em Ponta Grossa). Vi alguns compromissos marcantes do clube desde sua fundação e não tinha como ficar de fora dessa.

A chuva da sexta-feira permaneceu forte durante toda a manhã do sábado, indo parar apenas na hora do almoço. Deu tempo certinho de sair de casa e ir para a Rodoviária do Tietê sem me molhar. Ali encontrei todo o grupo de amigos que me fez companhia na viagem - o sumido $eu Natal, Renato, Rodrigo, Bruno e Mário - e sem demora logo estávamos no possante busão da Cometa com destino a Campinas.

Chegando lá o fotógrafo das estrelas campineiras Luciano Claudino surgiu para fornecer aquela carona esperta até a casa ponte-pretana. Logo fui ao campo e por cerca de quarenta minutos conversei com os presidentes das duas agremiações antes dos times irem a campo. Aquele papo social repleto de informações ótimas que não podem ser registradas no post.



O Red Bull posou direitinho para sua primeira imagem como mandante numa competição nacional, mas não dá pra dizer o mesmo do Internacional. Dois atletas apressados meio que estragaram a imagem histórica, mas tá valendo. Fotos: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o árbitro mineiro Wanderson Alves de Sousa e os assistentes paulistas Leandro Matos Feitosa e Fábio Rogerio Baesteiro. Foto: Fernando Martinez.

Falei da chuva e juro que imaginei que ela estava fora do cenário da tarde em Campinas. Me enganei redondamente, pois não deu nem cinco minutos e São Pedro colocou as manguinhas de fora mandando na cabeça de todos um temporal absurdo. O que me salvou foi uma pequena parte coberta que fica ao lado do vestiário local. Fiquei com a visão um tanto quanto limitada durante todos os 45 minutos iniciais, mas pelo menos não perdi muita coisa.

Dali vi um jogo truncado e bastante prejudicado pelo estado do gramado (a rima foi inevitável). O Inter até começou bem, mas faltou objetividade para seus atacantes. O Red Bull teve mais a bola nos pés mas nem chegou perto do gol do Colorado. Aos 21 minutos Schwenk, camisa 9 do onze lageano, foi expulso depois de dar uma cotovelada em Luan. A visão geral foi que os dois deveriam ter sido expulsos, mas o árbitro não pensou assim. O panorama mudou após desse lance.

Aos 25 minutos o onze campineiro teve um pênalti a seu favor, marcação que foi muito contestada pelos atletas catarinenses. Marcelo Cordeiro foi mal na cobrança e chutou a penalidade na trave direita de Renan. O arqueiro foi responsável direto pelo marcador não ter sido aberto no tempo inicial com uma belíssima defesa nos minutos finais.


Marcação firme de atleta do Inter. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando na área do Red Bull. Foto: Fernando Martinez.


Marcelo Cordeiro chuta e perde a chance de abrir o marcador para o time da casa. Foto: Fernando Martinez.


Dilúvio e disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


O onze campineiro iniciando mais uma ofensiva. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a chuva deu uma trégua e o Red Bull foi melhor, se aproveitando muito do fato de ter um jogador a mais. Romão, aquele mesmo ex-Capivariano, entrou e marcou o primeiro gol aos 12 minutos após completar um cruzamento da direita. Aos 14 Júnior Fell foi expulso e deixou o Inter com dois a menos, complicando em definitivo a situação alvirrubra.

Aí a situação local ficou mais tranquila do que nunca e foi relativamente fácil segurar a vantagem no placar. O Red Bull chegou perto de ampliar por mais de uma vez mas o gol aconteceu somente aos 47 minutos com um golaço de Wellington, que também havia entrado durante o tempo final. Ele invadiu na área, deu um corte na zaga e chutou no ângulo com extrema categoria.


Ataque do Red Bull já dentro da área do Colorado no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída do goleiro do Inter. Foto: Fernando Martinez.


Futebol submarino no Moisés Lucarelli. Foto: Fernando Martinez.


Com dois a menos, o Inter não conseguiu arranjar forças para chegar no setor ofensivo. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma chance de gol para o time paulista. Foto: Fernando Martinez.

Fim de jogo: Red Bull 2-0 Inter de Lages. Acabei vendo a primeira vitória dos touros vermelhos num campeonato brasileiro em todos os tempos, com certeza uma data importante para a (ainda) curta história da equipe. O triunfo colocou o time paulista na terceira colocação do Grupo A7 com três pontos, à frente do onze catarinense no saldo de gols. Tempo há de sobra para todos ainda buscarem um espaço nas oitavas-de-final.

Após todo aquele mise-en-scène comum que rola dentro e fora de campo, saímos do Moisés Lucarelli e emendamos um tradiconalíssimo Dia do Gordo no Gordão, lanchonete sensação para todos que curtem uma culinária nada saudável. Entre porções de fritas e sanduíches monstro, demos muitas risadas já armando a rodada do domingo. Teve mais time novo na Lista.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bernô joga mal e vence o lanterna ECUS na base do sufoco


Assim como faço desde o começo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, na sexta-feira fui até o ABC paulista para continuar com os 100% de aproveitamento nos jogos do líder São Bernardo no Baetão. Nesse que foi o penúltimo compromisso em casa na primeira fase, o adversário foi o ECUS, lanterna isolado do Grupo 3.

A expectativa para o confronto era de goleada e imagino que até o torcedor mais ferrenho do time suzanense não imaginava outro cenário. Os 23 pontos de diferença entre os dois eram motivos mais do que suficientes para crer que a noite seria cheia de gols. Nada melhor do que uma chance dessas para o Bernô igualar o pequeno histórico de confrontos entre os dois: foram duas vitórias do ECUS em 2001 e uma do alvinegro, mais precisamente no primeiro turno desse ano.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Antes da aguardada "chuva de gols" a chuva de verdade chegou forte no Baetão. Confesso que não esperava o verdadeiro dilúvio que caiu momentos antes do apito inicial. O temporal foi tão surreal que nem tive chance de fazer as fotos dos times posados. Bom, chance até tinha, mas como iria ficar ensopado, preferi permanecer no meu lugar na parte coberta do estádio.

Para um público ridículo e completamente decepcionante - 22 pagantes - o time local não jogou nada bem, principalmente no tempo inicial. Os primeiros 45 minutos foram terríveis e muito, mas muito abaixo do esperado. Repleto de reservas, o Bernô não foi nem sombra do time que chegou à liderança da chave.

O ECUS, emendando o segundo ano consecutivo com uma péssima performance na Segundona, conseguiu segurar a bronca com raça e levou a peleja para o intervalo sem a abertura do marcador. No tempo final o time fez ainda melhor e conseguiu abrir o placar aos oito minutos com o gol do camisa 9 Wedisley. Ele recebeu grande passe do goleiro Bruno, avançou pela esquerda e tocou na saída do arqueiro local.

Esse gol fez com que a partida finalmente pegasse no breu, principalmente por conta do onze local. Não demorou nem cinco minutos e o São Bernardo deixou tudo igual com o gol de pênalti de Washington. Jogando pro gasto, o Bernô virou o placar aos 26 minutos, novamente com Washington, agora de cabeça.


Ataque do Bernô pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do ECUS afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.


Washington deixando tudo igual na cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Lance perigoso para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


A chuva marcou presença durante quase todo o jogo no Baetão. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto a chuva voltou a cair muito forte a peleja foi seguindo animada, mas sem emoções irresistíveis. No fim o marcador parou no São Bernardo 2-1 ECUS. A vitória veio e com ela também a classificação com três rodadas de antecedência, mas é fato que o Bernô precisa agora arrumar o time para a difícil fase decisiva do certame. A torcida é para que o pessoal volte a mostrar aquele futebol do primeiro turno.

A sorte estava do nosso lado e o temporal terminou no momento em que a peleja foi encerrada. Voltei para São Paulo já ansioso para o final de semana. Como há muito não acontecia, vi dois times novos em dois dias, algo raro por essas bandas.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Brasil campeão do Torneio Internacional feminino sub17 na Javari


Um dos campeonatos mais "perdidos" dos últimos tempos, o Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17, teve a sua rodada final realizada na tarde da última segunda-feira. Rodada que contou com a grande decisão e também com a sempre legal decisão de terceiro lugar. O Estádio Conde Rodolfo Crespi teve como primeiro jogo o confronto entre a Venezuela, atual campeã sul-americana da categoria, e o Chile.

Na primeira fase do genial torneio, as chilenas já haviam derrotado suas rivais nessa decisão de terceiro lugar, mas depois perderam para Brasil e Paraguai. As venezuelanas terminaram a fase com 0% de aproveitamento e sem fazer nenhum gol. Essa campanha ruim foi uma surpresa, já que elas foram campeãs do sul-americano em 2013 com uma performance inesquecível de seis vitórias e apenas um empate. O título veio com um sensacional 7x1 em cima do Paraguai, que jogava em casa.

E foram as chilenas que fizeram o primeiro logo no primeiro ataque com a camisa 10 Javiera Grez. Yerlanis, camisa 22 da Venezuela, fez o primeiro gol da sua seleção no certame aos 27 minutos em cobrança de pênalti. Antes do primeiro tempo terminar, Muriel colocou novamente o Chile em vantagem aos 39 minutos.



Dois lances da decisão de terceiro lugar do Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17 entre Chile e Venezuela. Fotos: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo foi aberto e com boas chances de gol para os dois lados, mas as atacantes não estavam tão inspiradas assim e o marcador do tempo inicial se confirmou: Chile 2-1 Venezuela. As chilenas, que até hoje tiveram como melhor campanha no sul-americano da categoria o vice de 2010, ficaram em terceiro e as meninas que representaram a Federación Venezolana de Fútbol terminaram em último com quatro derrotas em quatro jogos.

No jogo de fundo aconteceu a grande decisão entre Brasil e Paraguai. Na primeira fase as paraguaias fizeram 3x1 nas garotas tupiniquins e não há como negar que o favoritismo era da seleção guarani por conta das boas atuações e também pelos 100% de aproveitamento.




Seleção brasileira, paraguaia e a foto oficial do quarteto de arbitragem da grande decisão. Fotos: Fernando Martinez.

Só que a goleira Natasha Martínez resolveu dar uma forcinha para o time verde e amarelo e falhou clamorosamente aos dois minutos de jogo. A bola foi cruzada na área e na tentativa de fazer a fácil defesa, ela soltou a pelota nos pés da camisa 10 Ana Vitória. Com o gol aberto, ela só teve o trabalho de tocar e sair para comemorar.

Depois de fazer 1x0 o Brasil não chegou mais com perigo até o apito final. Isso mesmo, o time da casa não conseguiu criar uma chance clara de gol durante todo o tempo. O Paraguai não se abateu com o tento sofrido e mandou no jogo. No último lance do tempo inicial o empate aconteceu com a camisa 8 Fanny Godoy.

No segundo o jogo foi ríspido e com algumas jogadas violentas, algo bem difícil de acontecer quando falamos de futebol feminino. Embora mais perigosas e com mais qualidade nos pés, as paraguaias não conseguiram virar a peleja e ao final dos 80 minutos, o título acabou sendo decidido na marca de cal.


Exato momento em que a goleira Natasha Martínez soltou a pelota no lance do primeiro gol do Brasil. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração tupiniquim pelo gol de abertura. Foto: Fernando Martinez.


Paloma lançando a bola na área paraguaia. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para as donas da casa. Foto: Fernando Martinez.



Enquanto a brasileira marcou, a atleta do Paraguai mandou a bola longe do gol. Fotos: Fernando Martinez.


Gol que deu o título ao Brasil. Foto: Fernando Martinez.

As brasileiras foram mais precisas nas cobranças e marcaram três vezes nas quatro cobranças. As adversárias fizeram apenas um e desperdiçaram outros três. No fim, o Brasil 1 (3) - 1 (1) Paraguai deu o título do Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17 para a seleção verde e amarelo.

A comemoração das meninas no gramado da Rua Javari foi enorme, pois o título foi conquistado jogando contra uma seleção paraguaia que foi melhor durante todo o certame (o time terminou a competição invicto, com a artilheira, o melhor ataque e a melhor defesa). Independente disso, todo o grupo merece os parabéns por essa conquista importantíssima.

A festa que distribuiu medalhas e os troféus para as três primeiras colocadas aconteceu com a casa juventina já praticamente no escuro, mas poucos arredaram o pé dali. Título é título, e o estádio estava com um belo público na hora que finalmente a capitã Farinon levantou a taça.


Chilenas levantando a taça pela terceira colocação na competição. Foto: Fernando Martinez.


Capitã paraguaia levantantando a taça pelo vice-campeonato. Foto: Fernando Martinez.


As meninas sub17 do Brasil comemorando no pódio com a taça de campeão. Foto: Fernando Martinez.


Todo o elenco e a comissão técnica com a taça do título no gramado da Javari. Foto: Fernando Martinez.

Como já disse no post anterior, é sensacional ter um torneio desse aqui "perto de casa". Torço para que cada vez mais torneios assim sejam realizados por essas bandas. Para coroar a belíssima tarde, fui junto com os amigos que marcaram presença por lá bater aquela famosa xepa na esfiharia da região. Futebol de novo, só no final de semana.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 21 de julho de 2015

Barcelona não se livra da má fase e perde mais uma na Segundona


A primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão entrou na sua reta final nesse último final de semana. Agora falta menos de um mês para o término dessa etapa e a luta pela classificação está acirrada nas três chaves. Entre tantos jogos decisivos, rolam também alguns "amistosos" entre equipes que nada mais tem a fazer no certame. No domingo fui ver um desses encontros, o genial Barcelona x Amparo no Estádio Nicolau Alayon.


Barcelona ECL - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Amparo AC - Amparo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times com o árbitro Rogério dos Santos Laranjeira, os assistentes Alex Ang Ribeiro e Márcio Jacob e o quarto árbitro Daniel Carlos Fernandes. Foto: Fernando Martinez.

Essa foi a oitava e penúltima partida do Elefante como mandante nessa Segundona. Como todos vem acompanhando aqui no Blog do Fernando no Jogos Perdidos, o time paulistano ainda não venceu em casa em 2015 e via nessa peleja uma chance para quebrar esse tabu. Nos sete jogos anteriores a equipe acumulou seis derrotas e apenas um empate.

Do outro lado estava o genial Amparo Athlético Club. Há trinta anos o time acumula apenas participações bissextas nas mais diversas divisões de acesso do estadual (Nesse século o clube participa apenas pela quarta vez), todas sem muito destaque. Tanto que eu não acompanhava uma peleja do time desde a famosa disputa do Troféu Retorno que o JP organizou no final de 2006. Já um jogo de campeonato do Leão da Montanha, eu não via desde o longínquo 2001.

Como vem acontecendo regularmente nos jogos do Elefante na casa nacionalina, um grande grupo de amigos esteve comigo em mais essa jornada. O jogo foi bem melhor do que os últimos compromissos do Barcelona por ali e não deixou ninguém com sono. Durante o primeiro tempo o time visitante, comandado pelo ex-jogador Rubens Cardoso, foi melhor e ficou mais tempo dentro da área local.

Os visitantes dominaram a peleja, mas não foi aqueeeeeele domínio sensacional. Tanto que o gol saiu apenas aos 38 minutos e ainda assim numa jogada de puro oportunismo de Matheus. Ele se antecipou ao goleiro Rafa e completou um chute torto da esquerda para o fundo das redes. Com esse solitário gol o tempo inicial terminou.


Torcida do Leão da Montanha marcando presença no Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.


Amparo (com seu belo uniforme) atacando o Barcelona. Foto: Fernando Martinez.


Du Amparo levantando a bola na área local. Foto: Fernando Martinez.


Barcelona saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Rubens Cardoso, técnico do Amparo. Foto: Fernando Martinez.

Tendo em seu elenco os geniais Feijão, Vareta, Cantor e Papa Léguas, o Barcelona voltou a campo com mais vontade e no segundo minuto deixou tudo igual com o belo gol de Eduardo. Com o 1x1 no marcador logo os torcedores passaram a se perguntar "será que a virada chega?", "será que hoje a zica como mandante vai realmente embora?".

Não demorou muito para as respostas dessas perguntas aparecerem: NÃO. Aos 20 minutos o Barcelona sofreu um gol bizarro, típico de equipes que estão sem o mínimo de sorte. Matheus chutou da entrada da área, e um dos zagueiros locais conseguiu cortar. Só que a bola, ao invés de sair da área, bateu em João, volante local, e foi morrer dentro do gol. O árbitro acabou dando gol para o jogador amparense.

Sofrer o segundo dessa forma derrubou psicologicamente o onze local e os atletas não conseguiram forças para lutarem por um resultado mais positivo. O Leão da Montanha foi jogando na boa, mantendo o seu adversário em banho-maria, e garantiu o triunfo após seis partidas sem vencer.


Lucas cruzando dentro da área paulistana. Foto: Fernando Martinez.


Vareta cortando cruzamento amparense. Foto: Fernando Martinez.


Atleta local dominando a bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do time da capital no final do jogo. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Barcelona 1-2 Amparo manteve o Elefante sem vencer em casa e também sem nenhum resultado positivo há onze partidas. A equipe ocupa a penúltima colocação do Grupo 2 com oito pontos. O alvinegro ultrapassou seu adversário do domingo e ocupa a sétima posição da chave, agora com dez pontos. Junto com Palmeirinha e Desportivo Brasil, os dois apenas cumprem tabela nas quatro rodadas finais.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 20 de julho de 2015

JP no Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17 na Javari


Na terça-feira passada começou aqui na capital paulista um torneio de futebol quase clandestino. Pior que não falo de uma competição de várzea, de um futebolzinho entre funcionários de uma empresa qualquer ou de amigos que se reúnem de final de semana. Falo de uma competição feminina reunindo seleções nacionais, o Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17.

Mas pior do que ser um torneio fantasma aos olhos da mídia "especializada", algo que já estamos acostumados, é ser uma competição que praticamente não existe para a própria CBF. Na manhã de estreia do certame nem havia tabela e as informações no site eram esparsas e vazias. Bom, mas para quem acha que o 7x1 foi apenas uma obra do acaso, podemos esperar algo diferente?

Enfim, o que eu sei é que não dava pra deixar passar a chance de ver um campeonato tão legal aqui perto de casa, já que o Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, é a sede do quadrangular. Além das meninas do Brasil, Chile, Paraguai e Venezuela completam a lista de participantes. Todas estão se preparando para o Sul-Americano da categoria que ainda não tem data ou local definido (aliás, a última informação disponível sobre essa competição no péssimo site da Conmebol é de agosto de 2013, antes do torneio daquele ano. Dá pra medir o quanto ridículo é isso?)

Na primeira rodada o Chile venceu a Venezuela pela contagem mínima e o Brasil foi derrotado pelo Paraguai por 3x1. Na quinta, tivemos a vitória paraguaia por 3x0 contra as venezuelanas e o sofrido triunfo tupiniquim contra as chilenas por 4x3. Como as duas melhores colocadas garantem vaga na final, as meninas da terra de Chilavert estavam com um pé na decisão antes da jornada derradeira e que Brasil e Chile (a chance da Venezuela era remota) definiriam a outra vaga.

Apesar da ausência completa de divulgação, um público legal foi até a Javari para ver a rodada final da primeira fase. O primeiro jogo foi entre Paraguai e Chile, e como as primeiras estavam com 100% de aproveitamento, nada mais natural do que eu acompanhar bem de perto o ataque da seleção guarani.



Paraguaias e chilenas posadas para a abertura da terceira rodada da primeira fase do certame. Fotos: Fernando Martinez.

Dentro de campo não houve surpresa e as paraguaias foram superiores às suas adversárias na maior parte da peleja. O time, muito bem armado e com jogadoras de boa qualidade, jogou o tempo todo no campo de defesa do adversário. Na base da pressão, o primeiro gol saiu meio sem querer aos 27 minutos do tempo inicial.

Limpia Fretes recebeu passe pela direita e cruzou na área. A pelota pegou um efeito absurdo e seguiu em direção ao gol. A arqueira Camila Cazor não conseguiu voltar a tempo e acabou sofrendo o primeiro. Atrás no placar, o Chile sabia que a vaga na final ficaria distante caso saísse derrotada de campo.

No tempo final as chilenas tentaram mas não conseguiram superar o bom time do Paraguai, e ainda por cima sofreram mais dois gols, o segundo com Lorena Alonso aos 15 e o terceiro de Jessica Martinez - mais uma parente perdida por aí - aos 27 minutos. A equipe ainda criou chances para ampliar a vantagem, mas o marcador não foi mais alterado.


Ataque paraguaio no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Arqueira chilena saindo pra fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Camila Cazor vendo a bola passar por ela no primeiro gol do Paraguai. Foto: Fernando Martinez.


Bola no fundo das redes no segundo gol da seleção guarani. Foto: Fernando Martinez.


Raro ataque chileno no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Placar final de Chile x Paraguai no marcador híbrido da Javari. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Paraguai 3-0 Chile colocou as vencedoras na final com 100% de aproveitamento. Por conta da diferença de gols, as chilenas já estavam eliminadas e restava agora saber se a decisão teria a presença de Brasil ou Venezuela, as adversárias do jogo de fundo.

Jogando contra uma seleção que tinha saído de campo derrotada por duas vezes e que também não tinha marcado nenhum gol, o Brasil era amplo e incontestável favorito. Para facilitar mais ainda a missão canarinho, logo aos três minutos a goleira Alexa Castro resolveu dar uma força e soltou uma bola fácil nos pés da atacante Farinon, atleta do Veterano de Novo Hamburgo. Mesmo sem ângulo ela só teve o trabalho de tocar pro fundo das redes.



As meninas sub17 do Brasil e da Venezuela posados antes da partida que fechou a primeira fase da competição. Fotos: Fernando Martinez.

A vantagem deu uma exagerada tranquilidade para a seleção local, que passou o restante do primeiro tempo melhor, mas pecando demais nas finalizações. Tanto foi que a partida chegou a seu intervalo ainda com o magrinho 1x0 estampado no placar.

No tempo final a Venezuela abdicou completamente de atacar e chamou as brasileiras para o seu campo. Mesmo com o toque final bastante falho, o coletivo de "ataque contra defesa" deu resltado. Andressa, jogadora do Centro Olímpico, fez o segundo aos 21 minutos e Ana Vitória, do Rondonópolis, fechou a fatura dois minutos depois.


Só deu Brasil no gramado da Rua Javari. Foto: Fernando Martinez.


Ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando dentro da área venezuelana. Foto: Fernando Martinez.


Ataque perigoso das donas da casa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


A capitã Farinon tocando com estilo. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração pelo terceiro gol brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

O Brasil 3-0 Venezuela colocou as meninas locais na decisão do Torneio Internacional Cidade de São Paulo contra as paraguaias. Chile e Venezuela farão a decisão de terceiro lugar. Os dois jogos serão realizados na Rua Javari nessa segunda-feira na parte da tarde.

O restante do sábado foi reservado para curtir os Jogos Panamericanos pela televisão e dormir pensando na oitava e penúltima partida do Barcelona Capela como mandante na Segundona Paulista.

Até lá!

Fernando