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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

JP na Copa (parte 21): A melancólica despedida brasileira da sua Copa

Fala, pessoal!

Depois de ver meu 12º jogo na Copa do Mundo finalmente aproveitei o restante das minhas férias para o sentido real delas: descansar. Foram dez dias em casa ainda ligadaço em tudo relacionado ao Mundial. Quando voltei ao batente no dia 10 de julho, nem parecia que faltava ainda minha despedida definitiva do certame.

Sempre gostei de assistir pela televisão a decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo e quando tive a chance de adquirir o ingresso para essa peleja, marcada para o belíssimo Estádio Nacional Mané Garrincha, não pestanejei. O cenário ideal para mim seria ver qualquer duelo envolvendo uma das 31 seleções estrangeiras que vieram ao país.


Fachada do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha no penúltimo jogo da Copa do Mundo 2014. Foto: Fernando Martinez.

Só que o Brasil não quis colaborar comigo e, depois do maior vexame da história do futebol mundial em todos os tempos, os comandados pelo superado Felipão "se classificaram" para definir o bronze da Copa contra a Holanda, seleção que já tinha visto contra a Austrália em Porto Alegre e contra o Chile em São Paulo, e que foi derrotada pela Argentina na outra semi. Graças a essa peleja, o selecionado laranja se tornou o time que mais vi no Mundial.


Faixa de boas-vindas entre as colunas do estádio. Foto: Fernando Martinez.

Para essa minha última escala na maior Copa de todos os tempos vivi 24 horas intensas em três capitais com dois voos com uma escala cada de duas companhias aéreas diferentes. Como a partida foi realizada na capital federal, contei, como sempre, com a prestativa ajuda do amigo Raul, dono do ótimo blog Campo de Terra.

Cheguei em Brasília por volta das onze e meia da matina depois de sair de São Paulo às oito e de passar rapidamente em Belo Horizonte. Passeamos por vários pontos turísticos antes de seguimos para o apartamento da simpaticíssima família Dias. Reencontrei o pessoal gente boa e logo estávamos em trânsito de novo, agora para o palco de mais um jogo entre Brasil e Holanda em Copas do Mundo.


Grande público para a decisão do terceiro lugar da Copa 2014. Foto: Fernando Martinez.

Para minha surpresa a torcida estava até que bastante animada mesmo depois do 7x1. Apostava que o pessoal estaria indignado e que muitos devolveriam o ingresso, mas não foi isso que aconteceu. Mais de 68 mil pagantes marcaram presença na partida. Pra variar um pouquinho, fiquei um tempo perambulando pelos vários stands no famoso pré-jogo curtindo cada segundo.

Faltando cerca de meia hora para o apito inicial fui para o meu lugar reservado junto com a Van, que naquela tarde completou sua nona partida no Mundial. Dessa vez a FIFA armou uma pegadinha e nos colocou no penúltimo (!) lugar atrás de um dos gols, lááááá no alto. O lugar era tão longe, mas tão longe, que ficamos acima da própria cobertura do Estádio Nacional.


Seleções do Brasil e da Holanda entrando em campo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, a programação estava seguindo como se fosse um jogo "normal" do Brasil. Pessoal aplaudindo os atletas, hino nacional cantado a plenos pulmões, gritos de incentivo e tudo mais. Mas bastou o jogo começar para tudo ir pro ralo e pra galera lembrar do massacre acontecido dias antes em Minas Gerais.


Van Persie se preparando para bater o pênalti que abriu o placar em Brasília. Foto: Fernando Martinez.


Ataque brasileiro no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com pouco mais de um minuto de jogo a Holanda teve penal a seu favor. Van Persie bateu bem e abriu o placar, ampliado aos 17 com o gol de Blind. O clima mudou por completo. As vaias surgiram como que num passe de mágica e chegamos a ver vários figuras indo embora do estádio (amadores que não gostam de futebol, mas mesmo assim vale o registro).


Cobrança de falta para o time da casa. Foto: Fernando Martinez.


Tentativa (frustrada, claro) de ataque brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Mostrando uma completa incapacidade em reagir e com o enganador Jô comandando o ataque (de risos), o Brasil não foi páreo para o ótimo time holandês. A sorte foi que os europeus seguraram a one tiraram o pé do acelerador. Se apertassem, o selecionado da CBF tomaria outra bucha.


David Luiz tentou imitar o que fez contra a Colômbia nesse lance... Mas não deu certo. Foto: Fernando Martinez.


Lance de Brasil x Holanda em Brasília. Foto: Fernando Martinez.

Confesso que eu nem me preocupava direito com o que estava acontecendo dentro das quatro linhas, pois estava triste por fazer minha despedida na Copa. O que passei antes, durante e depois dos jogos foi tão legal, tão incomum e tão eletrizante que eu queria que o Mundial não acabasse mais. A cada minuto que passava ficava mais próxima a hora de dizer adeus para o campeonato mais espetacular de futebol que já tive o prazer de acompanhar em toda minha vida.


O pôr-do-sol de 12 de julho entre as colunas monumentais do estádio. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do Estádio Nacional na capital federal. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração holandesa com o terceiro gol. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi seguindo de forma melancólica para muitos, e o gol de Wijnaldum aos 46 do tempo final, fechando a grande vitória holandesa, foi o último prego no caixão da seleção nacional. O placar final de Brasil 0-3 Holanda deixou a Laranja Mecânica como terceira colocada invicta, numa grande Copa de Robben, Van Persie e companhia.


Placar final da despedida ridícula do Brasil no Mundial. Foto: Fernando Martinez.


Pódio montado para a entrega das medalhas ao selecionado holandês, terceiro colocado da Copa 2014. de forma vergonhosa, o Brasil saiu de campo e foi um péssimo anfitrião durante a cerimônia. Foto: Fernando Martinez.


A genial volta olímpica holandesa após a premiação. Foto: Fernando Martinez.

Já o time canarinho terminou a competição de forma vergonhosa, vexatória, ridícula, péssima, etc, etc, etc. O time venceu apenas três dos sete jogos e enumerou uma série bizarra de recordes negativos que serão difíceis de serem batidos. O quarto lugar serviu ao menos para limpar a história dos grandes vice-campeões de 1950, injustamente rotulados de "perdedores" por 64 anos.

Quatro meses depois do fim da Copa a seleção tem novo (velho) técnico e já venceu os quatro amistosos que disputou. Muitos acham que a mancha da derrota nem foi tão grande assim, enquanto a maioria (eu incluído) acham que isso nunca será apagado, a não ser que o time vença uma eventual terceira Copa realizada aqui, isso daqui a uns 80 anos, se acontecer.

Voltando ao 12 de julho de 2014, não queria de jeito nenhum sair do colossal estádio para poder curtir o clima da Copa até o último momento possível. Fiquei com a Van ali mais de uma hora, até um simpático steward pedir minha saída, isso quando o Mané Garrincha já estava completamente vazio. Triste, mas realizado, fui literalmente o último torcedor a sair do estádio.

Para celebrar tudo que fizemos no Mundial saímos dali e fomos até uma sensacional pizzaria próxima ao Plano Piloto. A turma toda ficou por aqui por muito tempo degustando a deliciosa iguaria num bate -papo simplesmente incrível antes de seguirmos até o aeroporto da capital federal.


Noite de despedida da Copa do Mundo com a presença do amigo Raul Dias e sua família sensacional na capital federal. Ô pessoal gente boa! Foto: carro parado no estacionamento.

O voo atrasou um pouco e antes de pousarmos em São Paulo fiz uma genial escala em Cuiabá, com direito a ver do alto a Arena Pantanal, uma das sedes da Copa. Cheguei em casa por volta das nove da matina e dormi bastante antes de acompanhar pela televisão os últimos 120 minutos de futebol da vigésima edição da competição que teve a Alemanha como merecida campeã.

Vivi momentos inesquecíveis na presença de tantos amigos, conhecidos e afins que não tenho como citar todos por aqui. Cada um deles teve participação na minha história pessoal na Copa do Mundo, construída em meio a treze jogos vistos ao vivo, mais de vinte trechos percorridos de avião, alguns trechos de ônibus, visitas a seis estádios - com direito e onze times novos na Lista num total de 18 seleções vistas entre as 32 participantes - e um número de histórias tão genial que caberiam somente num livro.

Falando em legado, não o do país (que não existiu) e sim do meu pessoal a respeito do Mundial, fica a certeza que mudou algo na minha percepção do futebol. Alguns velhos conceitos não existem mais, e o olhar clínico adquirido em anos de "jogos perdidos" foi modificado. Nem melhor, nem pior, mas bastante diferente. Quem viu pelo menos um joguinho da Copa sabe bem do que estou falando.


Minha última imagem na Copa do Mundo no estádio vazio após curtir 1.200 minutos de futebol ao vivo. Se pudesse, teria feito ainda mais. Foto: Van.

E com esse 21º capítulo, tenho o prazer de encerrar a série "JP na Copa" trazida basicamente por mim e pelo Estevan. Esperamos que todos tenham curtido essa sequência histórica de posts de jogos nada perdidos, mas que mostraram uma visão de quem assistiu o Mundial das arquibancadas e sentiu o clima único da competição. A certeza que fica é que não foi a última Copa do Mundo que vimos de perto... Ah, não foi mesmo.

Até 2018!

Fernando

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cobra Coral dá bote certeiro e mata bacalhau na Série B

Salve amigos!!

Um inesperado final de semana em Recife, para conhecer minha recém nascida afilhada, não poderia deixar de fora a passagem por um estádio de futebol. Infelizmente, uma partida nada perdida, mas quando se está entre os fanáticos torcedores do Santa Cruz, o contentamento de um amante de futebol beira a plenitude.

Agradeço aqui ao amigo Esequias Pierre, que muito amavelmente me ciceroneou pela Veneza Brasileira, e ainda me agraciou com o CD de uma Troça Carnavalesca organizada por torcedores do Santinha, e três simpáticas cobrinhas, mascotes da equipe.


Detalhe do carinho recebido por Pierre. Foto: Estevan Azevedo.

Depois de me buscar em Olinda, passamos pelos arredores do Arruda, coletando outros torcedores tricolores e rumamos à Arena Pernambuco, palco de cinco pelejas na última Copa, e estádio já visitado por mim em duas oportunidades na Copa das Confederações 2013. O jogo? Santa Cruz x Vasco da Gama pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

Dessa vez, deixei o esquema metrô-ônibus e aproveitei a carona do amigo, que lamentava o fato de o Santa não jogar no Arruda, estádio central e de fácil acesso. Realmente, chegar a Arena tem sido um martírio para os pernambucanos. No meu caso, o jogo era um sábado à tarde, e pegamos muito trânsito por conta de diversas pessoas que se dirigiam para diferentes destinos no interior do estado.


Arena Pernambuco, versão pós-Copa. Foto: Estevan Azevedo.

Já próximo ao palco da partida, a organização do trânsito não é das melhores. A impressão que fica é a de que os (des)organizadores realmente se reúnem na véspera a fim de descobrir um meio de causar o maior transtorno possível. Bom, pelo menos o estacionamento é amplo e pertinho do acesso às arquibancadas. Embora não haja segurança nenhuma no local, apesar do salgado valor pago pela vaga.


Nossa visão durante a partida. Foto: Estevan Azevedo.


Papai Joel observando atentamente a equipe. Foto: Estevan Azevedo.

Entramos minutos antes do apito inicial, e nos posicionamos na direção de um dos córneres, a fim de fugir dos raios solares. A primeira etapa foi amplamente dominada pelo Santa Cruz, que manteve a posse de bola no campo de ataque e criou boas chances, mas sem conseguir abrir o placar. O Vasco mal respondia, apenas conseguiu conter o ímpeto pernambucano após os 30 minutos. Mas nesses quinze minutos finais apenas cozinhou o galo, mal chegando próximo do gol pernambucano.


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Zaga vascaína cortando cruzamento. Foto: Estevan Azevedo.

No intervalo provei uma saborosa paleta mexicana de paçoca, espécie de sorvete fabricado na Bahia e vendido na Arena. Com pedaços enormes de paçoca no corpo da guloseima, ganhou fácil o selo JP de qualidade. Uma especiaria requintada, das que raramente podem ser encontradas em canchas nacionais.


Uma das raras subidas do Vasco ao ataque na primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.


O segundo tempo foi jogado com iluminação artificial. Foto: Estevan Azevedo.

A partida mudou na segunda etapa. O Santa Cruz demonstrava cansaço, e o Vasco se aproveitava de sucessivas falhas na saída de bola pernambucana, e levava bastante perigo. Os donos da casa pareciam fadados a sucumbir a qualquer momento, e o gol vascaíno amadurecia.



O arqueiro do Santinha teve muito trabalho na etapa final mas conseguiu cumprir bem seu papel. Fotos: Estevan Azevedo.

Eis que, aos 40 minutos de jogo, a estrela de Osvaldo Canindé, o técnico pé-quente com grande experiência por clubes nordestinos, brilhou com força. Dois jogadores que entraram na segunda etapa deram novos rumos à partida. Renatinho, no campo de defesa, viu Cassiano sozinho pela direita do ataque e fez um lançamento perfeito. Cassiano deslocou o zagueiro vascaíno, centrando a bola, penetrando na área e tocando no canto direito do goleiro vascaíno, para delírio da fanática torcida coralista.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Ataque tricolor no segundo tempo. Foto: Estevan Azevedo.

Fim de jogo, Santa Cruz 1x0 Vasco, resultado que deixou o Santinha em sétimo lugar, e o Vasco em terceiro, ao final da rodada. O acesso ainda está muito difícil para os pernambucanos, mas o momento do time é bom, e se a sequência de bons resultados continuar, o clube pode surpreender, após um início muito ruim.

O Vasco, apesar da irregular temporada, deve confirmar o acesso. O título, porém, está custando muito caro para o clube, que talvez não tenha garrafas vazias pra vender em número suficiente. Os adversários já estão falando que o bacalhau será vice.


Com Pierre a direita, a rapaziada presente se reuniu pra registrar o momento. Foto: Transeunte.


Escultura “O Artilheiro”, de Abelardo da Hora, valorizando o entorno do estádio. Foto: Estevan Azevedo.

Se chegar no estádio foi complicado, a saída não foi diferente. Com as cerca de 20 mil pessoas presentes se retirando praticamente ao mesmo tempo, os poucos acessos ficam congestionados rapidamente, num verdadeiro caos.

Com a sabedoria de um “Jurandyr”, Pierre se embrenhou por entre caminhos de São Lourenço da Mata e Camaragibe, e com segurança retornamos a Recife, a tempo de visitar o largo onde, há 100 anos, começou a história do Santinha. Um delicioso arrumadinho de bacalhau (não poderia ser outro o prato do jantar) e algumas biritas depois, Pierre ainda me levou até o meu QG, em Jaboatão dos Guararapes.

Foi isso! Até a próxima!

Estevan

domingo, 19 de outubro de 2014

Portuguesa perde mais uma na B, agora para a líder Ponte Preta

Fala, pessoal!

Fechando a semana de futebol, cravei meu sexto jogo seguido no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte no Campeonato Brasileiro da Série B. Cada vez mais próxima da terceirona, a Portuguesa recebeu nada menos do que a Ponte Preta, líder e sensação do certame. Foi o oitavo Lusa x Macaca que vi em todos os tempos.

No meu extenso rol de jogos vistos ao vivo, é muito raro ir para algum estádio com a certeza que o time "a" ou o time "b" vai vencer. Sem querer desmerecer a Lusa, na sexta eu tinha a absoluta certeza que a Macaca conquistaria os três pontos. Tudo bem, a chance de errar o palpite sempre existe, mas ela era tão pequena que nem dava pra ser levada em conta.

Tanta certeza tem fundamento. A Portuguesa atualmente tem seu pior time em todos os tempos, e as ridículas três vitórias nos 29 jogos disputados fazem a equipe ter um dos piores aproveitamentos da história da competição até hoje. Sem ganhar em casa desde antes da Copa - nove jogos com quatro empates e cinco derrotas - e sem vencer no segundo turno, o rebaixamento é certo, restando saber em qual rodada isso irá acontecer.

Por conta de todo esse cenário o clima no Canindé era extremamente tenso. A ficha da torcida caiu agora e as ameaças passaram a ser mais diretas a todos que jogaram a Portuguesa nesse lastimável lamaçal. Aliás, repito a pergunta já feita aqui: quando os responsáveis diretos pela queda do time serão punidos?

Já tinha tudo planejado para ir no jogo, só que a correria na sexta foi forte e quase que o cronograma vai por água abaixo. Cheguei no estádio no exato minuto em que o árbitro trilhou pela primeira vez seu apito no gramado rubro-verde. Quando vi os times, pensei que estava vendo um Cruzeiro x Vasco da Gama.


Cruzeiro x Vasco ou Portuguesa x Ponte Preta? Foto: Fernando Martinez.

A estreia da camisa que lembra do glorioso passado lusitano (o fardamento lembra as três fitas-azul conquistadas pelo clube) não adiantou nada. Como não há nada tão ruim que não possa piorar, a Lusa fez talvez seu pior jogo em casa no certame. A equipe não deu NENHUM chute no gol defendido por Roberto e não conseguiu apresentar absolutamente nada de positivo.


Goleiro se esticando todo para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe da peleja com o gramado ainda com marcação das jardas do futebol americano. Foto: Fernando Martinez.

A Ponte se contaminou com essa apatia lusitana e também nada fez no tempo inicial. No segundo o favoritismo entrou em campo e a equipe marcou três gols. O primeiro com Rafael Costa aos 8 minutos e o segundo e o terceiro através de Alexandro aos 38 e 45 minutos.


A Portuguesa não mostrou absolutamente nada de positivo contra a líder Ponte Preta. Foto: Fernando Martinez.


Festa no terceiro gol ponte-pretano. A torcida da Macaca fez bonito nas arquibancadas do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 0-3 Ponte Preta. Com o triunfo, o onze campineiro mantém a liderança da Série B com 57 pontos ganhos em 30 jogos disputados. O time tem chances enormes de voltar para a Série A um ano depois da queda. Já a Portuguesa... Quanta diferença.

Os outros resultados da rodada deixaram a equipe paulistana ainda mais afundada na lanterna do certame. Agora o time está 14 pontos atrás da primeira equipe fora da zona de rebaixamento (Oeste, com 35 pontos) e somente com um milagre absoluto dos céus e dos deuses do futebol que a salvação chegará. Na boa? O time já caiu, faltando apenas a confirmação matemática da tragédia. E mais uma para o rol de notícias ruins: o "salvador" Vágner Benazzi pegou seu boné e se mandou no sábado cedo.

Por conta da correria da semana, da incerteza das caronas prometidas e do fortíssimo e cretino calor que assola o estado de São Paulo passei o final de semana na maior moleza, apenas descansando. O futebol volta durante a semana com, se tudo der certo, Brasileiro Feminino e mais Série B.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Massacre santista pela Copa do Brasil no Pacaembu

Fala, pessoal!

A semana futebolística seguiu a mil e na quinta-feira tive a chance de ver mais um jogo da Copa do Brasil 2014. Quase, mas quase mesmo, desisti da jornada, mas no último minuto da prorrogação decidi ir ao Estádio Paulo Machado de Carvalho muito por conta do forte apelo saudosista do encontro entre Santos e Botafogo.

Clássico dos anos 60, a peleja já reuniu a nata do futebol tupiniquim e foi base de seleções brasileiras antológicas. Hoje a realidade é outra, principalmente pelo lado do time carioca. A equipe vem capengando na disputa do Brasileirão e somente com uma bênção muito forte dos deuses do futebol o time teria chance de passar para as quartas-de-final da Copa.

Dando aquela pesquisada básica nos meus alfarrábios, vi que o Peixe carregava uma longa escrita negativa enfrentando o Bota no Pacaembu, já que a última vitória santista ali em jogo válido por qualquer campeonato oficial aconteceu em 1963. Nos últimos 51 anos aconteceram nove jogos oficiais ali, com oito (!) empates e uma vitória botafoguense, justamente no último duelo em 2010.

É, só que em pouco menos de dez minutos de bola rolando já deu pra perceber claramente que esse tabu iria para o espaço com juros e correção monetária. O Santos não deu a menor chance para o moribundo time visitante e chegou aos 2x0 com a maior facilidade do mundo. Gabriel aos 5 e David Braz aos 9 complicaram ainda mais o Fogo.


O Santos começou com tudo e fez 2x0 antes dos dez minutos. Foto: Fernando Martinez.


Raro ataque do Botafogo. Foto: Fernando Martinez.

A boa atuação do time "da casa" animou demais os quase 15 mil santistas e deixou os botafoguenses acabrunhados. Uma virada igual a que aconteceu contra o Ceará era praticamente carta fora do baralho, e para fechar a fatura já no tempo inicial Lucas Lima fez uma jogada individual sensacional aos 37 e marcou 3x0.


Torcida santista tirando um sarro dos botafoguenses. Foto: Fernando Martinez.


Time paulista se preparando para se lançar ao ataque. Foto: Fernando Martinez.

Jogo definido. Classificação liquidada. A partir do terceiro o time da baixada diminuiu o ritmo e jogou só na boa. Mesmo assim a equipe ainda marcou mais duas vezes no tempo final. David Braz (de novo) e Geuvânio fecharam a goleada aos 17 e aos 23. Se o time tivesse forçado um pouco mais, uns 8x0 não seria exagero. A pergunta que ficou no ar: como que esse catado do Bota conseguiu ganhar do Corinthians?


Comemoração de mais um gol do Peixe. Foto: Fernando Martinez.


Placar final do massacre no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Santos 5-0 Botafogo/RJ quebrou o imenso tabu e também marcou a maior vitória santista contra o time carioca num jogo oficial jogando como mandante. Além disso, igualou a maior goleada da história do duelo em jogos oficiais. É pouco ou querem mais? Agora o alvinegro da Vila Belmiro luta pra uma vaga na final contra o Cruzeiro.

Saí do Pacaembu quase onze e meia da noite e demorei demais para chegar em casa por conta da longa espera pelo ônibus. Mesmo com uma madrugada ruim demais para dormir por conta do absurdo calor, na sexta teve mais uma rodada noturna em outro capítulo da contagem regressiva para o rebaixamento lusitano na Série B.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Festa adiada na Rua Comendador Souza

Fala, pessoal!

Quarta-feira aconteceu a penúltima rodada da quarta fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e o JP foi, de novo, ao Estádio Nicolau Alayon para ver de perto um jogo que poderia ser histórico. O Nacional, líder isolado do Grupo 19, recebeu o bom time do Primavera precisando vencer para subir e também se garantir na final do certame.

Apesar de todo mundo saber que a peleja não seria nada fácil, o clima de esperança estava fortíssimo no ar. Muitos dos amigos e conhecidos que batem cartão na Comendador Souza sabem que dificimente a equipe terá uma chance tão grande voltar para a A3 como essa.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Fernando Martinez.

O time ferroviário fez um campeonato magistral na primeira fase e mediano na duas fases seguintes. Na fase atual a equipe superou adversários dificílimos e, ainda sem perder, dependia de um "meio a zero" para subir de divisão após cinco anos. Só que o Primavera prometia jogar água no chopp ferroviário.


Capitães dos times junto com o trio de arbitragem da partida (o árbitro Marcelo Aparecido de Souza e os assistentes Alberto Poletto Masseira e João Edilson de Andrade). Foto: Fernando Martinez.

Mais de 300 pessoas (um ótimo público para os padrões nacionalinos) pagaram ingresso e viram um jogo tenso, nervoso e com aquele gostinho forte de decisão de divisão de acesso que gostamos tanto. O time de Indaiatuba começou a mil e, se aproveitando de certo nervosismo local, criou boas oportunidades.


Bruno Silva fazendo pressão na zaga do Primavera. Foto: Fernando Martinez.

O grito de gol da torcida do Fantasma ficou entalado na garganta por duas vezes mas a partir dos 20 minutos o Nacional colocou a cabeça no lugar e chegou perto demais de abrir o marcador. Mi conseguiu acertar um chute milimétrico na trave (a bola só não entrou por conta do gramado acidentado).


Disputa dura pela bola no campo de defesa do Fantasma. Foto: Fernando Martinez.


Grande defesa de Jeferson em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.

Bruno Silva também teve sua chance, mas o goleiro Jeferson saiu de forma corajosa e fez brilhante defesa. O arqueiro também fez grande defesa em cobrança de falta e levou a peleja em 0x0 para o intervalo. No tempo final era tudo ou nada, a o Naça foi melhor.


Mais um ataque local comandado pelo camisa 11. Foto: Fernando Martinez.


Jeferson brilhando novamente no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o time recuou demais e chamou o Primavera para seu campo. A sorte é que o time de Indaiatuba tocava, tocava, tocava e na hora de chegar perto do gol defendido por Carlão, nada acontecia. A rigor, a equipe visitante teve apenas uma boa jogada em cabeçada de Vinícius que passou por cima da trave.


Boa jogada local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Jogando no contra-ataque, foi do Nacional o maior número de chances desperdiçadas. Aos 27 o técnico Carlinhos vacilou e tirou Bruno Silva, um dos melhores do time. Ninguém entendeu a alteração. A equipe poderia ter aberto o marcador num lance agudo dentro da área em que Sócrates, sem marcar desde 24 de agosto, chutou em cima do zagueiro.


Jeferson subindo no segundo andar para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.

Minutos depois ele mesmo dividiu uma bola com o goleiro, que na opinião de quem estava atrás do gol fez pênalti ao derrubá-lo dentro da área. A peleja foi seguindo cada vez mais tensa e aos 44 aconteceu o lance crucial da partida. Numa jogada pela direita a bola foi tocada para o meio da área. Livre de marcação e com a pelota praticamente parada no gramado, Caio Mendes tinha tudo para se tornar o heroi do campeonato para o Nacional, mas ele chutou em cima do goleiro. Típico lance que não pode ser desperdiçado.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o árbitro terminou a partida em Nacional 0-0 Primavera. A comemoração esperada não aconteceu, e então todas as atenções se voltaram para Grêmio Prudente x Olímpia, marcado para as 20 horas no oeste do estado. Se o Olímpia não vencesse, o Naça suburia, só que de forma surreal o Galo virou o jogo e venceu por 3x2, adiando o sonho do acesso para a rodada final.

O Naça joga pelo empate em Olímpia. Se perder pela contagem mínima, precisa torcer para o Primavera não fazer 2x0 no eliminado Grêmio jogando em casa. Não será nada fácil jogar contra o Galo com o estádio cheio e com 40 graus na moleira, mas os determinados atletas nacionalinos prometem lutar até o fim. Na minha visão, precisam mais do que isso: para voltar para a A3 precisarão dar o sangue em campo e fazer a partida das suas vidas.

Estaremos de ouvido colado no radinho acompanhando o que pode ser um dia histórico ou uma das maiores decepções da história do Nacional nos seus 95 anos de vida. Façam suas apostas!

Até a próxima!

Fernando