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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Cruzeiro na semi-final após derrotar o Sport


A Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou na sua fase de quartas-de-final no meio da semana, e dos quatro jogos realizados, fiz a cobertura da última peleja marcada para o Estádio Nicolau Alayon na atual edição do certame: o encontro entre o Cruzeiro e o Sport, este ainda ostentando invejáveis 100% de aproveitamento.

Falando nos pernambucanos, vale dizer que apesar de toda a sua grandeza, apenas quatro vezes a equipe apareceu por aqui, a última em 2008. Pior, nunca foi publicada uma foto posada da gloriosa agremiação no blog. Também, participando das Séries A e B e disputando a Copinha em grupos longe da capital, realmente fica complicado. Enfim, depois de tanto tempo, o "erro" foi corrigido.


Cruzeiro EC (sub-20) - Belo Horizonte/MG. Foto: Fernando Martinez.


Sport Club do Recife (sub-20) - Recife/PE. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Em 2016 as duas equipes estavam combinando para onze vitórias e apenas um empate na soma das fases anteriores, e por isso a partida prometia bastante. Talvez por ter vencido todos os seus compromissos - seis de seis - o Sport tivesse um leve favoritismo, tipo 52% contra 48%. Em campo, o equilíbrio foi grande.

Apesar do equilíbrio, o onze celeste foi mais objetivo nas conclusões e abriu o marcador logo aos 15 minutos, num lance aonde o setor defensivo do Leão teve um lapso momentâneo da razão. Kevin desfilou tranquilamente pela direita e cruzou a pelota para o meio da área. Os marcadores deram uma dormida e Andrei apareceu entre eles para inaugurar o placar.

Aos 30, a chance mais aguda do Sport. Walace chutou na pequena área e o goleiro Lucão fez grande defesa. Aos 43 outra grande intervenção do arqueiro cruzeirense em chute colocado de Fábio. O tempo inicial acabou em 1x0 para os mineiros, que conseguiram converter a melhor e única chance de gol.


Chance perigosíssima a favor do Cruzeiro e saída desesperada do arqueiro do Sport. Foto: Fernando Martinez.



Kevin dando início da jogada do primeiro gol e comemoração de Andrei. Fotos: Fernando Martinez.

No segundo o rubro-negro voltou meio dormindo e o Cruzeiro se aproveitou. Após dois ataques bons nos primeiros minutos, aos sete Alex fez jogada individual, invadiu a área pela direita e chutou colocado no canto esquerdo. Até o vigésimo minuto os mineiros não sofreram sustos.

A primeira - e mais absurda - chance perdida pelo Sport aconteceu justamente aos 20 minutos. Fábio levantou a bola na área, Adryelson escorou, Júlio mandou na trave e no rebote, o mesmo Adryelson chutou para fora com o gol completamente aberto. Olha, se bobear eu teria feito esse gol. Para complicar ainda mais, aos 26 Júlio foi expulso e o Leão ficou com um a menos.

Jogando na boa, o Cruzeiro viu o Sport ficar mais tempo com a bola nos pés numa inssossa pressão, sem chutes no gol de Lucão. Aos 40, no primeiro lance lúcido da equipe rubro-negra no tempo final, o gol de honra saiu. Aliás, foi uma pintura do camisa 20 Alisson, que fez um escarcéu dentro da área dando dois dribles geniais e chutando forte, sem chance para o camisa 1 celeste.


Adryelson depois de perder o gol mais feito da tarde. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Leão infernizando a zaga mineira e o árbitro do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Zaga celeste tirando a bola do seu campo. Foto: Fernando Martinez.


O Sport fez pressão no fim, mas não conseguiu chegar ao empate. Foto: Fernando Martinez.

A mini-pressão final não deu resultado e o jogo terminou em Cruzeiro 2-1 Sport. O triunfo colocou o time mineiro na semi-final da Copa São Paulo pela sexta vez em todos os tempos, a terceira nesse milênio. O adversário é o Corinthians, pela 19ª marcando presença entre os quatro melhores. Na outra semi, o Flamengo enfrenta o América Mineiro.

Depois da peleja, para variar, fui com a rapaziada que estava por lá - $eu Natal, Mário, ColucciNílton e Cosme - para o centro da cidade e ali fizemos aquela boquinha esperta com o famoso sanduba de mortadela na esquina da Ipiranga com a São João, de longe o melhor da cidade. Voltei pra casa muito, muito tempo depois e com o astral muito melhor. Nada como uma bela sessão futebolística para melhorar o ânimo.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Flamengo vence o Bahia nos penais


No último final de semana rolou a genial fase de sétimas-de-final (!) na edição 2016 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. No sábado desisti de acompanhar in loco a rodada e fiquei de boa, e no domingo fui ver de perto o duelo entre Bahia e Flamengo, times que disputaram a final do certame em 2011, no Estádio Nicolau Alayon.

Obviamente a casa nacionalina recebeu a presença de um grande público, já que as duas agremiações tem um número enorme de torcedores por aqui. O povo estava animado, ainda mais com as boas apresentações de ambos até então. O Tricolor somava quatro vitórias e apenas um revés, enquanto o Fla estava com 100% de aproveitamento com cinco triunfos em cinco apresentações.


EC Bahia (sub-20) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.


CR do Flamengo (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Nessa fase, além dos vencedores dos sete confrontos, o "melhor perdedor" também se garantiria nas quartas, cortesia do bizarro regulamento. Com os jogos já realizados na sexta e no sábado, o rubro-negro já estava garantido mesmo com derrota. Surreal, não? Diferente do que muitos imaginavam, isso não fez a equipe disputar um "amistoso", muito pelo contrário.

O primeiro tempo da peleja foi todo do Flamengo e o Bahia não viu a cor da bola. A primeira chance foi aos 20 segundos, mostrando que o Fla não estava pra brincadeira. Aos 14, Michel avançou pela esquerda, cruzou e o zagueiro Caio tocou a mão na pelota dentro da área... pênalti. Cafu foi para a cobrança e chutou pra fora.

O rubro-negro continuou melhor e finalmente abriu o placar aos 36 com Felipe Vizeu. Ele completou cruzamento de Lucas Paquetá e marcou seu quarto tento na Copinha. Seis minutos depois ele fez segundo do Fla e o seu quinto gol depois de uma belíssima jogada. Thiago Ennes cruzou na cabeça do camisa 9 e a partida chegou ao seu intervalo com fáceis 2x0 para o Mengo.


Zagueiro do Flamengo protegendo a bola. Foto: Fernando Martinez.


Felipinho atacando pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Pênalti desperdiçado por Cafu. Foto: Fernando Martinez.


O primeiro tempo foi todo do Flamengo, aqui neutralizando mais um ataque do Bahia. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo tudo mudou. O Bahia acordou e passou a jogar melhor, sabendo que se perdesse estaria eliminado. Tirando uma chance de Deijair aos oito minutos, as demais chances de gol foram todas da equipe do Nordeste. A primeira real rolou aos 10 minutos quando Felipinho avançou sozinho por todo o campo adversário, mas demorou para chutar e sofreu o corte.

Aos 13, Júnior chutou de muito longe e a bola bateu na trave. Ao 16 Felipinho, de novo ele, recebeu grande passe e mandou pra fora. Aos 24 Jonas marcou, só que o tento foi anulado por conta do impedimento. Após essas oportunidades, o Bahia continuou com maior posse de bola, porém sem criar um lance mais agudo.

O tempo foi passando e parecia que o marcador não seria mais alterado, até porquê o Tricolor não fazia crer que conseguiria forças para reagir. E justamente quando todos imaginavam que a fatura estava liquidada, tudo mudou em 60 segundos. Em grande de jogada de Alisson aos 38 minutos, ele cruzou e o artilheiro Geovane Itinga apareceu entre os zagueiros para diminuir.

O Flamengo não conseguiu nem dar a saída de bola direito, pois Max roubou a bola e tocou para Geovane Itinga. Ele acertou um tirambaço e marcou um golaço, deixando tudo igual e gerando enorme festa no lado baiano das arquibancadas. O Fla ainda esboçou uma tímida pressão nos minutos finais, mas não teve jeito, a peleja foi para a disputa de pênaltis.


Jaques, camisa 4 do Tricolor, ganhando pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


O camisa 7 Júnior com a bola nos pés. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do Fla e a bola camisa do time. Foto: Fernando Martinez.

Só relembrando: O Flamengo entrou em campo classificado e o Bahia, mesmo se desse mal tinha grande chance de estar nas quartas pois só seria eliminado se o Rondonópolis vencesse o São Paulo, algo muito improvável. Ou seja, a disputa em si foi mera formalidade.

Na série normal, Léo Duarte e Michael perderam e Thiago Ennes, Alan e Luã fizeram a favor do Flamengo. Pelo Bahia, Alisson e Júnior desperdiçaram e Thiago, Geovane Itinga e Sebastian fizeram. Na primeira cobrança alternada o goleiro carioca Thiago fez o primeiro e Jaques deixou tudo igual. Lucas Paquetá colocou o Fla em nova vantagem e Clayton mandou para fora, dando a vitória ao time do Rio de Janeiro.


Pênalti cobrado - e convertido - pelo goleiro flamenguista Thiago. Foto: Fernando Martinez.



Goleiro de um lado, bola do outro... mas para fora. Clayton desperdiçou o penal decisivo. Fotos: Fernando Martinez.

O placar final ficou em Flamengo 2 (4) - 2 (3) Bahia. O triunfo classificou o Fla para enfrentar o São Paulo, que venceu facilmente o Rondonópolis, enquanto, como todos já esperavam, o Tricolor de Aço foi o "melhor perdedor" e jogou contra o América Mineiro nas quartas. Foi a sexta vez na história que o Bahia ficou entre os oito melhores na Copinha.

Com os oito times definidos a Copinha chegou na sua fase de quartas-de-final. Para variar um pouquinho, a cobertura acabou sendo em outra partida realizada na casa do Nacional AC, com duas equipes que não tinham aparecido aqui nesse ano.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Ceará faz história e se garante nas sétimas-de-final


A terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi disputada por 28 equipes, e de todas as partidas realizadas a minha escolha ficou por conta de uma com gostinho de Série B nacional. O Estádio Nicolau Alayon viu o encontro entre Ceará e Joinville, no segundo compromisso entre os dois em apenas dez dias. Isso aconteceu pois ambas as equipes fizeram parte do Grupo 8 na primeira fase, sediado em Porto Ferreira.

A chave terminou com a liderança do time catarinense com sete pontos ganhos, três deles conquistados na vitória pela contagem mínima contra O Mais Querido. Na segunda fase, o JEC eliminou o Confiança e o alvinegro derrotou o poderoso Santos na disputa de pênaltis. Graças ao regulamento surreal, eles voltaram a se enfrentar nessa nova etapa.


Ceará SC (sub-20) - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez.


Joinville EC (sub-20) - Joinville/SC. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Um bom público foi ao Nacional mesmo num dia útil e entre os presentes vale registrar a presença dos amigos Ricardo Espina, Cosme, Nílton e Rodrigo Colucci, todos devidamente instalados numa providencial sombra no canto direito da cancha. A manhã do dia 12 foi um tanto quanto complicada e o que salvou o dia foi acompanhar o meu melhor jogo na temporada até então.

O Ceará começou a mil, mostrando que a classificação contra o Peixe não tinha acontecido por acaso. Logo aos 12 minutos o Vozão inaugurou o placar com o camisa 11 Caio César, o ganhador do Motoradio por ter sido o melhor em campo, depois dele invadir a área pela esquerda e chutar cruzado, sem chances para o arqueiro.

Aos 19 o artilheiro marcou novamente, porém é necessário creditar 90% do gol para o camisa 20 Rafael. Numa bola quase perdida pela direita, ele deu um drible magistral em dois marcadores, passou por outro dentro da área e cruzou para Caio só ter o trabalho de tocar para o fundo das redes.

Quando o árbitro interrompeu a peleja para a famosa parada técnica, o jogo era um. Na volta das equipes passou a ser outro e o cenário mudou completamente de figura com o JEC finalmente aparecendo para jogar. Antes do intervalo, os catarinenses conseguiram a proeza de deixar tudo igual novamente.

O primeiro gol aconteceu aos 34 minutos e foi uma verdadeira pintura. Em falta cobrada na intermediária, Breno recebeu passe curto e chutou de longe, muito longe. A bola fez uma curva sensacional e enganou o goleiro Esaú. Aos 44 foi a vez de Adriano marcar depois de boa jogada individual.


O Ceará atacou bastante pelo lado direito no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Vozão saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Jogador cearense avançando de uma forma meio estranha. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo chegou com o 2x2 estampado no marcador, só que todo o esforço do JEC para neutralizar a vantagem cearense foi por água abaixo em apenas 42 segundos do tempo final. No primeiro ataque alvinegro saiu o terceiro gol. Depois de uma ótima investida pela direita, a zaga do JEC falhou na tentativa de cortar e a pelota sobrou para Caio César encher o pé e completar seu hat trick.

Pensando em segurar a vantagem, o Vovô recuou e chamou o Joinville para seu campo de defesa. Embora tenha ficado com a bola mais tempo nos pés e também criado boas oportunidades, o JEC parou na atuação segura da defesa adversária. Ate o apito final o marcador não foi mais alterado.


Investida do Joinville pela direita no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Pé-de-ferro dentro da área do Ceará. Foto: Fernando Martinez.


O setor defensivo do alvinegro trabalhou bem e neutralizou todas as investidas do JEC. Foto: Fernando Martinez.


Mais um lance no campo de defesa do Vozão. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar de Ceará 3-2 Joinville colocou o Time do Povo na quarta fase da Copa São Paulo, confirmando a melhor campanha alvinegra na história da competição em todos os tempos, isso na nona participação do time até hoje. Na quarta fase a equipe enfrenta o Cruzeiro.

Já o JEC não conseguiu superar sua melhor campanha em todos os tempos - um terceiro lugar em 1988 - mas pelo menos emplacou a segunda melhor performance, justamente no ano em que voltou a disputar a competição após dez anos de ausência. Até então, em doze participações, o time havia passado da primeira fase apenas duas vezes.

Ainda colocando a cabeça no lugar eu demorei para voltar para casa. Junto com a dupla Cosme/Mílton fui fazer aquele passeio singular pelo centro de São Paulo, cada vez mais abandonado e cada vez mais sujo. Ficamos um bom tempo zanzando por ali antes de finalmente pegar o caminho do meu lar. O futebol voltou por aqui no domingo, já nas sétimas-de-final da Copinha.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Juventus derrota o Mundão e vai para a terceira fase


Fechando minha presença na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, acompanhei uma peleja num local que hoje nem é mais tão perdido assim, o Estádio Conde Rodolfo Crespi. A Rua Javari recebeu mais uma vez uma pequena multidão para ver o encontro do Juventus contra o surpreendente São Raimundo de Roraima.

Surpreendente pois essa foi a primeira vez que um time do longínquo estado passou da fase inicial na história da Copinha. Os roraimenses disputam regularmente a competição desde 2005 (nesse período, só ficaram de fora em 2012) e cinco times ja haviam tentado, incluindo o próprio São Raimundo, essa proeza. O Mundão venceu uma partida e empatou outras duas, terminando o Grupo 28 na vice-liderança, atrás do Vasco da Gama.

O Moleque Travesso, há anos sem fazer uma campanha decente na competição, foi bem na fase inicial e terminou em primeiro no Grupo 27 com dois triunfos e um empate. Levando em conta o fator "torcida" e a tradição, os grenás eram francos favoritos contra a zebra do Norte do país.


CA Juventus (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


São Raimundo EC (sub-20) - Boa Vista/RR. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

E num ambiente infelizmente cada vez mais distante dos saudosos tempos de Sérgio Manjuillo, Alfredo e companhia, a casa grená viu uma atuação tranquila e segura do onze local. O CAJ não deu a menor chance para o São Raimundo surpreender, e logo aos 11 minutos já abriu o marcador em cobrança de pênalti do camisa 11 Luccas Brasil.

Jogando na boa, o Juventus ampliou aos 24 com Alex. Daí pra frente o jogo caiu de produção e o onze mandante teve apenas mais uma boa oportunidade, aos 40 minutos em cabeçada de Geovane que tirou tinta da trave. O 2x0 parcial no intervalo colocava sem maiores sustos os paulistanos na terceira fase.


Luccas Brasil avançando pela esquerda sob a firme marcação do camisa 7 Maranhão. Foto: Fernando Martinez.


Primeiro gol grená em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Ataque local pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


O goleiro Júnior mandando a bola para escanteio. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o Mundão teve a sua maior chance de gol bem no começo, mais precisamente aos três minutos, quando o camisa 6 Kaio Cristian acertou um tirambaço na trave. Após esse lance, de novo o domínio voltou para o Juventus. A equipe desperdiçou duas grandes oportunidades antes de fechar o placar aos 25 minutos com o gol de Geovane, camisa 19.

Para a alegria da rapaziada hype que encheu a Javari, a peleja terminou em Juventus 3-0 São Raimundo/RR. Foi a primeira classificação para a terceira fase desde 2007. O América Mineiro, que venceu o Vasco nos penais, foi o adversário, num repeteco do jogo que fechou o Grupo 27.


Chegada juventina pelo alto. Foto: Fernando Martinez.



Só deu Juventus durante o tempo final, quase sempre pela esquerda. Fotos: Fernando Martinez.

Falando dos roraimenses, é fato que mesmo com a desclassificação os atletas e a comissão técnica do Mundão merecem todos os parabéns pela grande performance que tiveram. Ao contrário da maioria dos boçais da "mídia especializada" que defendem uma Copinha "enxuta e com poucos times", aqui se defende a manutenção e talvez até o aumento do número de equipes. O verdadeiro problema não é o campeonato "inchado" e sim a confecção da tabela. É óbvio também que o período de disputa precisa ser ampliado.

A próxima cobertura da Copa São Paulo por aqui com uma partida com gosto de Série B no Nicolau Alayon já pela terceira fase. É um daqueles jogos em que não se pode ficar de fora.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Bahia afasta a zebra e goleia a Desportiva/PA


A espremida e mal formulada primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim com poucas surpresas espalhadas em seus 28 grupos. Duas delas atuaram no domingo passado e eu consegui armar uma rodada dupla para ver ambas em ação. A primeira foi a genial Desportiva Paraense, o time 616 da Lista, atuando contra o Bahia em Bragança Paulista.

Para essa partida, o destaque foi o ressurgimento do $eu Natal após meses de sumiço. Como ele armou algum esquema maluco na ZL paulistana e conseguiu um possante emprestado, eu e o amigo Luiz seguimos de carona com o taxista das estrelas até a simpática cidade. A viagem foi feita tranquilamente e faltando meia hora para o apito inicial, já estava dentro de campo.

Não visitava o Estádio Nabi Abi Chedid - para mim o local será eternamente conhecido como Estádio Marcelo Stéfani, mas em nome da informação, cito o nome oficial - desde 2008. Minha última vez ali havia sido num surreal confronto entre Portuguesa e o já extinto Ulbra Ji-Paraná de Rondônia em 27 de fevereiro daquele ano. Como o Braga jogará a A2 nessa temporada, pretendo marcar presença ali algumas vezes.

É inegável que hoje o local está numa situação muito melhor do que estava antigamente, principalmente por conta do restaurante montado embaixo da parte coberta do estádio, com direito a uma bela vista do campo de jogo enquanto o cliente bate aquela xepa esperta.

Voltando ao tema futebol, originalmente Bragança Paulista não seria sede na Copinha, e só conquistou esse direito depois que a cidade de Ilhabela teve problemas com seu estádio. Isso gerou uma situação bizarra (entre várias que aconteceram nesse ano): o time da cidade, caso do Bragantino, acabou não atuando longe da sua casa, mais precisamente em Limeira.

E foi justamente o Grupo 22 o responsável pelas maiores surpresas da fase inicial, quando Desportiva e Araxá terminaram respectivamente na primeira e segunda colocações, eliminando nada menos do que o poderoso Atlético Mineiro. Aposto que nem o mais fanático torcedor dessas duas humildes agremiações contava com isso.

Como ninguém contou direito a história da equipe na grande rede, vale dizer que essa é uma equipe fundada em 2008 e que já foi campeã paraense da categoria sub-20 em 2013. Em 2015 a Desportiva foi eliminada na semi-final do estadual, e mesmo assim se classificou para a Copinha depois da desistência da Tuna Luso. No fim do ano passado o time fez sua estreia no profissionalismo jogando a segundona e perdeu o acesso para o Águia de Marabá.

O Bahia fez campanha apenas suficiente para terminar em segundo no Grupo 21, atrás do Taubaté e à frente da Desportiva Aliança de Alogoas e do Sabiá do Maranhão. Podemos falar que a verdadeira estreia do Esquadrão de Aço foi nessa peleja válida pela segunda fase, pois o time começou o jogo a mil e quando os paraenses se ligaram o placar já mostrava 2x0 para o tricolor.


EC Bahia (sub-20) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.


Sociedade Desportiva Paraense (sub-20) - Marituba/PA. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro gol aconteceu aos 10 minutos em grande jogada de Cristiano pela esquerda. O camisa 11 viu o arqueiro deixar a meta desprotegida e na tentativa de encobrir Wesley, ele deu um toque de leve. O chute saiu bem torto mas por sorte serviu como uma assistência para Felipinho, que apareceu livre no segundo pau para tocar de cabeça e abrir o marcador.

Aos 24 o Bahia acertou uma boa troca de passes na entrada da área e Felipinho, contando um pouquinho de sorte depois da bola ser tocada por um zagueiro da Desportiva, chutou colocado no canto direito. Os paraenses até que fizeram uma mini-pressão no restante do tempo inicial, porém isso não deu nenhum resultado e o tempo inicial terminou com a importante vantagem baiana.


Felipinho saindo para comemorar seu primeiro gol da manhã. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando pela área da Desportiva Paraense. Foto: Fernando Martinez.


Zaga paraense cortando cruzamento. Foto: Fernando Martinez.


Felipinho se preparando para chutar e fazer o segundo do Bahia. Foto: Fernando Martinez.

Como a programação do dia era de rodada dupla, aproveitei o intervalo para sair de campo e resolvi experimentar os serviços do restaurante do estádio. Enquanto comia muito bem por um preço relativamente baixo, o segundo tempo começou. A Desportiva passou a maior parte do tempo no campo adversário, sem que isso se transformasse em chances claras.

O time até que estava bem, só que aos 24 minutos o goleiro Wesley entregou o ouro e praticamente deu a vaga na terceira fase para o onze nordestino. Ele quis fazer uma rápida reposição e colocou a pelota nos pés de Geovane Itinga, que depois de perder uns 17 gols, finalmente fez o seu. Para fechar de vez o caixão da Desportiva, Felipinho completou seu hat trick aos 31 num contra-ataque primoroso.


Pelota escapando do domínio de jogador da Desportiva. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme em ataque baiano. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos jogadores do Esquadrão de Aço por conta da classificação para a terceira fase. Foto: Fernando Martinez.

Frank fez o gol de honra aos 37 e o placar terminou em Desportiva Paraense 1-4 Bahia. Mesmo com a eliminação, ficou a certeza de que a equipe fez uma campanha histórica, terminando na 44º posição entre os 112 participantes. Para um time tão novo sem dúvida é um resultado incrível. Os baianos continuaram firmes e fortes na Copinha, e na fase seguinte enfrentaram a outra surpresa vinda do Grupo 22, o Araxá.

Da minha parte, a jornada do dia se encerrou com outro insólito encontro que só a Copinha pode nos proporcionar, na primeira partida que vi na capital paulista em 2016.

Até lá!

Fernando