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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O surpreendente Botafogo/SP chega na semi da Copa São Paulo

Fala, pessoal!

A 46ª Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou às quartas-de-final e o JP foi de novo até o Estádio Conde Rodolfo Crespi para ver o mais legal confronto dessa fase: Grêmio versus Botafogo de Ribeirão Preto, a maior surpresa dessa edição do certame.

A Pantera fez parte do Grupo H na primeira fase e se classificou com duas vitórias e um empate ficando na segunda colocação da chave. Nas duas fases seguintes a equipe eliminou o Botafogo do Rio e o Fluminense, sempre fazendo grandes apresentações.


Botafogo FC (sub20) - Ribeirão Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.

Vale registrar que essa é a melhor campanha do Botinha nos últimos 19 anos. A melhor fase do time na competição foi entre 1983 até 1996. Nesse período o Botinha emplacou várias performances muito boas, como o nono lugar de 1990, o quinto de 1993 e 1995 e o vice-campeonato de 1983.


Grêmio FBPA (sub20) - Porto Alegre/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O time gaúcho, vice-campeão em 1991, vira e mexe faz uma campanha razoável, mas nunca chegou ao título da Copa São Paulo. Nesse século, o destaque fica por conta no quarto lugar em 2002, do sexto em 2008 e na oitava colocação em 2013. Em 2015, o tricolor dos pampas eliminou Rio Preto, Confiança, América/SP, Paraná e o surpreendente Goiânia.

O duelo tricolor começou com os paulistas jogando muito bem. Foram pouco mais de dez minutos com total domínio botafoguense. Para coroar essa pressão, William fez um golaço aos 12 minutos depois de acertar o ângulo de Gritti.


Jogadores do Bota em lance dentro da área gremista. Foto: Fernando Martinez.


A zaga gaúcha teve muito trabalho no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Nem deu pra comemorar muito, pois dois minutos depois Vico avançou no meio da zaga da Pantera e deixou tudo igual no primeiro ataque do time gremista. O Bota sentiu o golpe e viu o Grêmio dominar a meia hora final do tempo inicial. Luís Felippe atazanou a zaga paulistas mas não conseguiu virar a partida.


Lance no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Agora a vez do Grêmio ter lance de perigo dentro da área paulista. Foto: Fernando Martinez.

Já no segundo tempo praticamente não teve jogo. Os times deixaram a inspiração no vestiário e, talvez afetados pelo fortíssimo calor, não apresentaram nada digno de registro. Para variar o melhor lance foi discutir sobre a história do futebol com os amigos no alambrado da Javari.


Chute de longe para o tricolor gaúcho. Foto: Fernando Martinez.


Zaga da Pantera afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 44 minutos, quando já era quase certa a decisão por pênaltis, Wesley teve um momento de extrema lucidez e fez o segundo do Botafogo. O jogador recebeu a bola na intermediária, driblou três adversários e chutou cruzado para vencer o arqueiro, colocando a Pantera na semi-final da Copinha.


Boa chance para o Grêmio, mas o goleiro Thales fez preciosa defesa. Foto: Fernando Martinez.


Atletas do Bota comemorando a histórica classificação. Foto: Fernando Martinez.


Placar final na Rua Javari. Foto: Fernando Martinez.

O resultado de Grêmio 1-2 Botafogo/SP foi histórico para a equipe interiorana, pois passa é a melhor campanha do clube na competição em 32 anos. A semi-final será disputada contra o bom time do Palmeiras. A outra semi-final terá o clássico entre Corinthians e São Paulo.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Azulão elimina o Figueira e chega nas quartas da Copinha

Fala, pessoal!

A terceira fase da 46ª Copa São Paulo de Futebol Junior teve seus oito jogos marcados para dois dias. No sábado as quatro partidas foram relizadas em locais distantes da capital, mas no domingo todas foram em cidades próximas. Por conta do calor fui apenas em uma delas, a mais legal de todas.

São Caetano e Figueirense se enfrentaram no Estádio Conde Rodolfo Crespi na insana manhã de calor do domingo. O Figueira, campeão da Copinha em 2008, já estava acostumado com o gramado da Rua Javari por ter feito todos os jogos ali, enquanto o Azulão se apresentou pela primeira vez na casa juventina.


AD São Caetano (sub20) - São Caetano do Sul/SP. Foto: Fernando Martinez.


Figueirense FC (sub20) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.

Azulão que por sinal faz em 2015 a sua melhor campanha em todos os tempos na Copinha. Essa é a 16ª participação da equipe e até hoje a AD tinha passado da primeira fase apenas em três oportunidades. O time dirigido pelo técnico Márcio Griggio já tinha ido muito bem no estadual da categoria e agora apenas confirma a boa fase.


Capitães e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Não achei que teríamos um grande público na Javari, mas me enganei. Muita gente foi ao estádio para ver o que acabou sendo um dos melhores jogos da Copinha. O Figueira Começou com tudo e fez o primeiro aos 17 minutos através do camisa 7 Leonardo. Ele avançou sozinho pelo setor defensivo e chutou na saída do goleiro.


Leonardo armando o chute para abrir o placar a favor do Figueira. Foto: Fernando Martinez.

O Azulão não sentiu o gol e foi pra cima do onze catarinense. Por pouco não empatou em grandes chances criadas pelo seu poderoso ataque, a principal delas numa cobrança de falta que bateu na trave. O primeiro tempo terminou com a vantagem mínima para o time do Sul.


Ataque pela direita no ataque catarinense. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta que levou perigo à meta visitante. Foto: Fernando Martinez.

No segundo o panorama foi o mesmo e os dois times continuaram jogando bem e perdendo gols. Com o decorrer do tempo o Figueirense passou a se defender para tentar garantir a vitória e com isso o onze paulista passou a criar mais oportunidades.


Escanteio para o Azulão e quase gol contra marcado pela zaga do Figueirense. Foto: Fernando Martinez.

A insistência "local" deu resultado aos 30 minutos com um belo gol do artilheiro Santiago. Ele recebeu passe na esquerda e tocou com estilo no canto esquerdo do arqueiro catarinense para empatar. A bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo das redes.


Camisa 19 do Figueira no círculo central. Foto: Fernando Martinez.

O 1x1 sossegou um pouco o ímpeto das equipes, ambas já pensando na disputa de pênaltis. Ao fim dos 90 minutos ficou definido que a vaga nas quartas-de-final seria definida na marca de cal, mais precisamente no gol da creche da Javari.


Matheusinho chutando seu pênalti na arquibancada. Foto: Fernando Martinez.


Somália chutou e classificou o São Caetano para as quartas. Foto: Fernando Martinez.

A tensão era palpável no velho estádio juventino. A grande parte dos presentes estava torcendo para o São Caetano e vibrou quando Vitinho defendeu o pênalti cobrado por Léo e quando Matheusinho chutou a bola na arquibancada. Do lado paulista, 100% de aproveitamento com Santiago, Arthur, Igor e Somália, esse último o autor do gol da classificação.



Somália, autor do gol decisivo, e atletas do Azulão comemorando com sua torcida. Fotos: Fernando Martinez.

Com o placar de São Caetano 1 (4) - 1 (1) Figueirense o time do ABC paulista avançou para as quartas-de-final da Copa São Paulo pela primeira vez em todos os tempos, ampliando a marca já conquistada anteriormente. O adversário na nova fase é o Corinthians, algoz da equipe no paulista da categoria.

Como a festa foi grande dentro e fora de campo fiquei um bom tempo nas dependências do Conde Rodolfo Crespi encerrando os trabalhos do JP. O pós-jogo, para variar um pouco, foi ali próximo com todos os amigos que marcaram presença. Foram quatro horas de boa comida e um bate-papo genial.

Dois dias depois voltei à Javari para, de novo, acompanhar o jogo mais legal da rodada, um duelo entre paulistas e gaúchos agora pela quarta fase.

Até lá!

Fernando

sábado, 17 de janeiro de 2015

Goiás elimina o Guarani em jogo fraco e vai às oitavas da Copinha

Fala, pessoal!

A segunda fase da 46ª Copa São Paulo de Futebol Júnior teve vários jogos realizados longe da capital. Os que aconteceram aqui perto miseravelmente foram marcados para o mesmo dia e horário. Como não existe um dispositivo para estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, fui obrigado levar vários fatores em conta para definir aonde me faria presente.

Acabei escolhendo ir acompanhar o duelo alviverde entre Goiás e Guarani pelo fato de não ter visto nenhum jogo no Estádio Nicolau Alayon durante a Copinha. O jogo reuniu o campeão de 1985 versus o vice-campeão de 2013.


Goiás EC (sub20) - Goiânia/GO. Foto: Fernando Martinez.


Guarani FC (sub20) - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.

As duas equipes fizeram campanhas bem parecidas na fase inicial da Copinha. O time goiano terminou líder do Grupo X, que também contava com Rio Claro, Nacional e Botafogo/PB, enquanto o Guarani ficou em segundo no Grupo U, chave que reuniu também Criciúma, Vila Nova e São José/RS.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.


Augusto, técnico do Goiás e ex-lateral da Portuguesa e do Corinthians, durante a peleja no Nacional. Foto: Fernando Martinez.

A torcida bugrina marcou presença em grande número na Comendador Souza e manteve a animação por quase toda a peleja. O que não animou foi o jogo em si, fraco e com poucas emoções. Sem sombra de dúvida foi o pior jogo que vi na competição junto com Juventus x Tarumã/AM.


Início e jogo com ataque bugrino. Foto: Fernando Martinez.

O tempo inicial foi bem truncado e apenas com uma chance real de gol para cada lado. A peleja começou a mudar aos 42 minutos com a expulsão do capitão Bugrino Gabriel. Aproveitando o fato de estar com um atleta a mais, no segundo tempo só deu Goiás.


Outra chegada campineira pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do Goiás desarmando atleta paulista. Foto: Fernando Martinez.

É, deu Goiás naquelas... A equipe ocupou o campo defensivo campineiro, só que criar chance clara de gol que é bom, nada. A única digna de registro aconteceu logo no primeiro minuto com o chute de Everton. Depois, uma série de ataques atrapalhados.


Jogador do Bugre levantando a bola na área goiana. Foto: Fernando Martinez.

A pressão deu resultado somente aos 25 minutos. Após escanteio, Washington disputou com um zagueiro do Guarani e tocou de cabeça. Rezende, sozinho na pequena área, chutou firme para abrir o placar.


Comemoração dos atletas do Goiás no gol de Rezende. Foto: Fernando Martinez.


O gol sofrido gerou muita reclamação por parte dos bugrinos, principalmente do técnico Carlinhos. Foto: Fernando Martinez.

O lance gerou várias reclamações por parte dos brugrinos, já que eles viram falta no lance. No meio da confusão o técnico Carlinhos foi expulso. Com um a menos e atrás no marcador, o Guarani não teve forças para criar uma jogada sequer de perigo tentando o empate. O Goiás levou a peleja na boa e sem sofrer sustos.


Investida do Guarani no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Lance na intermediária. Foto: Fernando Martinez.

Depois do apito final com a confirmação do resultado de Goiás 1-0 Guarani, o pau cantou. Jogadores e comissão técnica do Bugre foram pra cima do árbitro e a PM teve trabalho para afastar o pessoal. O triunfo colocou o time esmeraldino nas oitavas-de-final para enfrentar o favorito Corinthians.

As oitavas-de-final também contaram com a cobertura do JP em apenas uma partida. Diferente do que vimos nesse jogo no Nacional, a partida realizada na Rua Javari no domingo foi simplesmente sensacional.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Em jogo de duas viradas, Furacão se classifica para a segunda fase

Opa,

Completando a marca de 16 jogos vistos na primeira fase da 46ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, Flamengo e Atlético Paranaense foram a campo no Estádio Antônio Soares de Oliveira para encerrar os trabalhos do Grupo Y. O rubro-negro já estava eliminado e o Furacão ainda lutava por um lugar na segunda fase.

Depois do triunfo do Azulão na preliminar, a equipe curitibana precisava vencer por uma diferença de quatro gols para terminar a fase inicial como vencedora do grupo e também para se garantir sem esperar a definição das outras chaves. Uma vitória por uma margem menor deixaria o time com sete pontos esperando ver se entraria entre os 32 como um dos melhores segundos colocados.


AA Flamengo (sub20) - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


C Atlético Paranaense (sub20) - Curitiba/PR. Foto: Fernando Martinez.

É, amigo, a tendência indicava vitória atleticana, mas a peleja foi muito mais complicada para o onze visitante do que qualquer um poderia imaginar. O lance do Corvo era atrapalhar a vida do seu adversário. Com essa mentalidade, o time jogou bem, mostrando muita raça e disposição.

O Atlético começou um pouco melhor e foi levemente superior na primeira metade do primeiro tempo. Aos 23 minutos a equipe abriu o marcador com um pênalti cobrado por Bruno Mota. Nem deu tempo de comemorar, pois na saída de bola Estevão deixou tudo igual.


Primeiro gol do Atlético, marcado por Bruno Mota. Foto: Fernando Martinez.

O empate animou o rubro-negro e fez com que o Atlético passasse a tomar sufoco. A animação foi tanta que Estevão fez pela segunda vez e virou a partida a favor do Fla aos 29 minutos. Desse momento até o último momento da primeira etapa, o Furacão não se encontrou mais.


Ataque paranaense no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Início de ofensiva atleticana. Foto: Fernando Martinez.

Como não restava outra alternativa nos 45 minutos finais, o Atlético voltou a campo com outra pegada. Acompanhamos uma apresentação de ataque contra defesa na maior parte do tempo. O ânimo paranaense se renovou aos 10 minutos com o gol contra do zagueiro João Bruno após rebote do goleiro.


Mais uma grande chance de gol desperdiçada pelo Furacão. Foto: Fernando Martinez.

O número de ofensivas paranaenses aumentou ainda mais, mas o terceiro gol teimava em não sair. Era bola na trave, zagueiro salvando em cima da linha e chute descalibrado. A cada minuto que passava a esperança parecia se esvair a cada oportunidade desperdiçada. Para aumentar a tensão, os paulistas ainda levavam grande perigo nos contra-ataques.


O Corvo conseguiu armar bons contra-ataques no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Faltando nove minutos para o apito final o Furacão finalmente conseguiu furar a retranca com o segundo gol do camisa 10 Bruno Mota. Ele completou um belo passe da direita - inclusive se machucou no lance - e todos os atletas e a comissão técnica da equipe do Sul puderam respirar aliviados.


Camisa 10 do Fla segurando a onda no campo defensivo. Foto: Fernando Martinez.

Nada mais mudou e no fim o marcador do belíssimo jogo ficou em Flamengo/SP 2-3 Atlético/PR. A vitória fez o Furacão terminar a primeira fase na vice-liderança da chave, atrás do São Caetano apenas no saldo de gols, e colocou o time na segunda fase como o segundo melhor segundo colocado.

Depois da maratona de dezesseis jogos em nove dias - com direito e oito times novos para a Lista - finalmente pude descansar um pouquinho e só voltei a campo para as coberturas da Copinha no JP no último dia de disputas da segunda fase. Vi meu primeiro (e único) jogo no Nicolau Alayon na competição em 2015.

Até lá!

Fernando

Santiago brilha e São Caetano massa o Palmeira/RN em Guarulhos

Opa,

Após catorze jogos em sete dias de coberturas, encerrei meus trabalhos na primeira fase da 46ª Copa São Paulo de Futebol Júnior com uma visita em Guarulhos, cidade que sediou o Grupo Y, para a última rodada dupla. Completei meu oitavo time "novo" com a inclusão do genial Palmeira de Goianinha na Lista. O adversário do time potiguar foi o São Caetano, semi-finalista do paulista sub20.

Fugindo do padrão geral, no caso do Rio Grande do Norte o campeão sub19 não teve como jogar a competição por força do regulamento. O Globo FC, nova força do estado, conquistou o caneco, mas por ter sido fundado há menos de dois anos, não pôde vir jogar a Copinha. No seu lugar, veio o ABC de Natal, terceiro colocado.

Apesar do retrospecto bom no estadual, o Palmeira não fez boas apresentações nas duas primeiras partidas. Foram duas derrotas, primeiro para o Flamengo e depois uma paulada de 6x2 a favor do Atlético Paranaense. O que sobrou como missão para essa partida de despedida era tentar segurar o Azulão.


AD São Caetano (sub20) - São Caetano do Sul/SP. Foto: Fernando Martinez.


Palmeira FC da Una (sub20) - Goianinha/RN. Foto: Fernando Martinez.

O único problema para os potiguares era que esse time do São Caetano talvez seja o melhor que o clube já teve nessa categoria em muito tempo. O time foi bem demais no estadual, sendo eliminado apenas pelo poderoso Corinthians na semi-final. Na Copinha a equipe somava quatro pontos depois do empate contra o Furacão e a vitória contra o rubro-negro guarulhense.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Tamanho favoritismo não entrou em campo no primeiro tempo da partida, disputada sob (pra variar) um calor fortíssimo. O Palmeira jogou de forma segura e deu muito trabalho para o Azulão. A equipe mostrou bastante qualidade defensiva e surpreendeu a todos quando abriu o marcador aos 11 minutos com o gol de Édson.


O zaga do Palmeira no tempo inicial conseguiu parar o ataque do Azulão. Foto: Fernando Martinez.

O São Caetano não conseguia criar um único ataque decente e o Palmeira seguia na boa. A moleza era tanta que o goleiro Bahia parece que quis dar uma forcinha para os paulistas. Numa cobrança de lateral a pelota foi jogada na área. A defesa era relativamente fácil, mas ele calculou mal a saída e passou da linha da bola. Ela acabou caindo atrás dele e sobrou livre para Guilherme empatar.


Atacante paulista sob a marcação de quatro defensores potiguares. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que o goleiro Bahia deixou a bola passar e que resultou no primeiro gol do São Caetano. Foto: Fernando Martinez.

O infeliz lance deixou o Azulão mais aceso, mas até o fim do primeiro tempo o time não conseguiu furar a retranca potiguar. Como o sol era absurdo, fui para as sombras falar com os amigos presentes. O quórum para essa peleja foi enorme e teve a presença do Nílton, Luiz, Sérgio, Espina, Colucci, Mário, Mílton e Ricardo Pucci. Todo mundo colocando o alviverde do Nordeste nas respectivas listas.


Zaga alviverde afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Entre um copo d'água, um gole de refrigerante e um salgadinho de isopor consumido o segundo tempo começou. Mal sabíamos que estávamos prestes a presenciar um verdadeiro massacre. Em pouquíssimo tempo o São Caetano aniquilou o Palmeira com ataques mortais e muitos gols.


Jogada pela esquerda do ataque do time do ABC ainda no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

O time marcou cinco vezes em somente quinze minutos, num ritmo tão intenso que ninguém no Estádio Antônio Soares de Oliveira parecia acreditar. O nome do jogo acabou sendo o camisa 9 Santiago. Ele entrou no intervalo e marcou nada menos do que quatro gols.


Bahia fazendo defesa no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O gol da virada do Azulão aconteceu antes mesmo do primeiro minuto e foi marcado pelo camisa 9. Ele mesmo fez o terceiro dois minutos depois. Zanetti aos 12, Guilherme aos 14 e novamente Santiago aos 15 foram os autores da mortal sequência de tentos.


A zaga do Palmeira bateu cabeça durante todo segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O decano Mílton Haddad já se animou imaginando que dessa vez ele veria o famoso "nove". É, mas para desespero dele o São Caetano simplesmente parou depois dos 6x1. O Palmeira estava grogue e não esboçava nenhuma reação. Mesmo assim, o Azulão marcou apenas mais um gol, de novo com Santiago, agora aos 39 minutos.


Mais um boa chegada do São Caetano. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de São Caetano 7-1 Palmeira/RN não fez o velho amigo realizar seu sonho, mas deixou todo o pessoal do ABC feliz com a vaga para a segunda fase praticamente certa, independente do resultado do jogo de fundo. Em dezesseis participações até hoje na Copinha, essa foi apenas a quarta vez em que a equipe da Grande São Paulo passou de fase.

Vale registrar que independente da derrota e da 102ª pior campanha entre os 104 participantes, o Palmeira em nenhum momento apelou ou jogou sujo. A equipe mostrou um futebol digno e por conta de todas as dificuldades para se jogar futebol hoje em dia, merece todos os parabéns. Que o time possa voltar em breve ao estado.

Com o Azulão quase garantido, agora era a vez do Atlético/PR jogar para ver se também conseguiria o passaporte para ficar entre os 32 melhores do certame. Só que o Flamengo prometia estragar as intenções paranaenses. A peleja prometia muito.

Até lá!

Fernando