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terça-feira, 8 de abril de 2014

JP no histórico reencontro entre Batatais e Guarani

Opa!

A peleja que fechou a genial rodada tripla do sábado passado foi absolutamente especial, afinal, foi uma partida que demorou 65 anos para terminar. Desde a lendária final da segunda divisão de 1949, Batatais e Guarani não se cruzaram mais pelos gramados paulistas. Com o rebaixamento do Bugre e o acesso do Fantasma em 2013, finalmente os dois voltaram a se enfrentar.


Belíssimo instantâneo no trajeto entre Pirassununga e Batatais. Foto: Fernando Martinez.

Para contar essa história precisamos voltar ao quadrangular final da segundona de 1949. Guarani, Batatais, Linense e o sensacional Uchoa FC jogaram em turno e returno para definir qual seria o time promovido para o paulista de 1950. Na rodada final, o Guarani somava seis pontos e o Batatais oito. Os dois se enfrentariam em Campinas e o alvirrubro precisava apenas de um empate para conquistar o acesso.

Só que o Guarani aplicou uma sonora goleada por 5x0, forçando a realização de um jogo-desempate na capital paulista. No dia 12 de fevereiro de 1950 os dois voltaram a campo na Rua Javari (!) para definir qual seria o promovido. A arbitragem ficou por conta do lendário Mr. Sunderland. O estádio, lotado e que proporcionou a maior renda na casa juventina até então, estava prestes a presenciar a final de segunda divisão mais polêmica de todos os tempos.

Jogando melhor, o Batatais abriu o placar no primeiro tempo, mas sofreu o empate bugrino logo no início do segundo. Com o jogo em 1x1 começou a confusão. Primeiro o onze batataense teve um gol legítimo anulado pela arbitragem e depois sofreu a virada num lance muito contestado. Os atletas do Fantasma alegaram que um dos jogadores do Guarani tocou a mão na bola no lance do gol.

Como o árbitro não voltou atrás e confirmou o tento, o time alvirrubro simplesmente abandonou o gramado da Rua Javari aos 34 minutos do segundo tempo. No dia seguinte, ainda inconformado com a atuação de Mr. Sunderland, o presidente do Batatais declarou:

"Em represália ao sucedido no campo do Juventus na tarde de ontem, em que fomos esbulhados pelo famoso apitador britânico Godfrey Sunderland, devo adiantar que acabou o futebol no Batatais. Deixaremos de hoje em diante de disputar qualquer certame da FPF. Esta é uma medida que se impõe, pois é a única compatível com a nossa decência."


Detalhe da página de esportes da Folha da Manhã de 14 de fevereiro de 1950.

E foi isso que realmente aconteceu. Enquanto o Guarani passou a fazer parte da elite em 1950, o Batatais abandonou o futebol e só voltou às atividades em 1956. O Fantasma teve apenas mais duas chances reais de chegar na primeira divisão - em 1959 e 1960 - e virou apenas um figurante nas divisões de acesso de São Paulo.


Agora a matéria da peleja publicada no Estado de São Paulo, também na edição de 14 de fevereiro.

Já o Guarani... Bom, todo mundo sabe o que aconteceu com o Bugre. A equipe sagrou-se campeã brasileira em 1978, foi vice nacional em 1986 e 1987, vice paulista em 1988 e 2012, fora as várias campanhas de destaque em diversos certames e também revelou vários jogadores para o futebol brasileiro e mundial.

O encerramento precoce da partida nos deixou várias dúvidas: Se o jogo realizado em 1950 tivesse ido até o fim, o placar teria sido alterado? Se o Bugre não tivesse subido, será que o time se tornaria o que tornou? Se o Batatais tivesse sido promovido será que ele teria feito longa história na divisão mais importante do estado? Podemos apenas deduzir as respostas dessas perguntas...

Durante todos os anos que se seguiram, muitos torcedores do Batatais ainda guardaram muita mágoa por tudo o que aconteceu dentro e fora de campo naquela tarde de fevereiro de 1950. Acusações contra o Guarani, contra o árbitro e contra a FPF que nunca foram provadas. A história dos dois clubes seguiu através das décadas sem nenhuma relação... até a noite de 5 de abril de 2014.


Belas camisas retrô comercializadas pelo Batatais FC. Foto: Fernando Martinez.

Em jogo válido pela penúltima rodada da fase única do Campeonato Paulista da Série A2, o Estádio Doutor Osvaldo Scatena viu o primeiro confronto entre os dois em 65 anos. Pena que para muitos esse reencontro tenha passado batido, algo natural num país sem memória e que se preocupa somente com os times grandes.

Já estava com a ideia fixa de ver essa peleja, qualquer que fosse o mandante, desde o ano passado. Quando a tabela foi divulgada, vi que teria que armar uma daquelas viagens sensacionais que gosto tanto. Passei todo o campeonato ansioso para que tudo desse certo. Após dois meses e meio de espera e muitos telefonemas e conversas pela internet depois, finalmente chegou a hora da peleja.


Batatais FC - Batatais/SP. Foto: Fernando Martinez.


Guarani FC - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.

Chegamos cedo na cidade, a tempo de conversar com o pessoal local sobre a expectativa para o duelo. Apesar de alguns saberem apenas de detalhes esparsos do que rolou em 1950, e outros menos avisados nem saberem do acontecido, a peleja era muito aguardada por grande parte dos presentes.


Faixa no alambrado do Osvaldo Scatena relembrando a polêmica final de 1949. Foto: Fernando Martinez.


Foto exclusiva do JP com o assistente Daniel Luís Marques, o capitão do Bugre, o árbitro Jorge Torres, o capitão do Batatais, o senhor Geraldo Bergamini, um diretor do alvirrubro, assistente Alexandre Basilio Vasconcellos e o quarto árbitro Alex Junior de Jesus. Foto: Fernando Martinez.

Uma faixa no alambrado e o pontapé inicial dado pelo senhor Geraldo Bergamini, pai de um dos diretores do clube e único batataense vivo que esteve presente na Rua Javari naquela pugna, deram um clima mais cerimonial à "revanche" e ajudaram que a lembrança permanecesse viva, mostrando que aquele sentimento de "injustiça" ainda está longe de acabar.


Pontapé inicial da partida dado pela único batataense vivo que esteve na Javari na final de 49, o senhor Geraldo Bergamini. Foto: Fernando Martinez.

O único lamento foi que o jogo era praticamente um amistoso, já que os dois não tinham chance de acesso nem de descenso. Mesmo com esse panorama não muito favorável, o Osvaldo Scatena recebeu um público superior a mil pessoas na quente noite de sábado.


Ataque batataense pela lateral. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo foi até razoável, com o Guarani tendo mais chances de abrir o placar durante a primeira meia hora. Só que os sete jogos sem vitória - o último trunfo foi em 1º de março contra o União Barbarense em jogo que teve a presença do JP - pesaram e nos 15 minutos finais o Batatais passou a gostar da partida.


Troca de passes do Batatais e visão da parte coberta do Osvaldo Scatena. Foto: Fernando Martinez.


Boa investida ofensiva do time da casa pela direita. Foto: Fernando Martinez.

O Fantasma da Mogiana criou duas boas oportunidades mas também não conseguiu marcar. No tempo final tudo piorou. Alguém deve ter falado que o empate salvava as duas equipes do rebaixamento e o que se viu nos 45 minutos finais foi uma modorrenta troca de passes dos dois lados.


Fantasma da Mogiana saindo para tentar jogada. Foto: Fernando Martinez.

A torcida não gostou nada do que viu e vaiou as duas agremiações por todo o segundo tempo. O tempo acabou servindo para um bom papo com o amigo Luciano Claudino na beira do gramado e também para apreciar talvez a melhor pipoca que já comi num estádio de futebol, com direito a pedaços gigantes de bacon. Aprovadíssima, ganhou fácil o Selo JP de qualidade.


Jogador do Guarani tentando se desvencilhar da marcação batataense. Foto: Fernando Martinez.


O segundo tempo teve poucas emoções. Foto: Fernando Martinez.

Quem ficou sem o Selo JP foi o próprio jogo, pois o Batatais 0-0 Guarani pode ter "salvado" oficialmente os dois do rebaixamento, mas deixou um gosto amargo na boca de todos. Para muitos, o Fantasma perdeu a chance de ouro de vencer a "revanche" da final de 1949. Como os dois irão jogar a A2 em 2015, ficou para o ano que vem.

Outro destaque a respeito dessa partida, esse bem particular, foi que ao ver o Batatais, completei a meta de ver in loco cada um dos 20 times da Série A2 em 2014. Não foi nada fácil, mas valeu demais ter trazido para todos os amigos do JP uma matéria de cada equipe que jogou essa competição, numa cobertura quase que exclusiva no estado.

Bom, depois de 12 horas de futebol, pegamos a estrada até a cidade de Campinas. Ali, eu e o casal Luiz e Juliana ficamos esperando três horas e meia até o primeiro ônibus para a capital sair. Resultado: cheguei em casa às sete da matina e sem condições de acompanhar a jornada matutina do domingo. Preferi dormir um pouco e acordar a tempo de ver a jornada vespertina, também pela A2. Teve acesso na pauta do JP.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 7 de abril de 2014

JP em Pirassununga na primeira rodada da Segundona 2014

Fala, pessoal!

A segunda partida da rodada tripla pelo interior do estado no último sábado foi bastante especial, afinal, não poderíamos ficar de fora da estreia do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, carro-chefe do JP. Saindo de Rio Claro fomos até Pirassununga, palco do confronto entre dois times sensacionais: Pirassununguense x Taquaritinga. O local da peleja foi o belo Estádio Belarmino del Nero.

A Segundona desse ano tem a presença de 39 times - número mais baixo de participantes desde 2005 - divididos em sete grupos, alguns com cinco, alguns com seis times. CAP e CAT fazem parte do Grupo 3 junto com CA Lemense, XV de Jaú, Guariba e União São João. Ao final da primeira fase se classificaram os três primeiros colocados de cada chave, mais os três melhores quartos colocados.


CA Pirassununguense - Pirassununga/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Taquaritinga - Taquaritinga/SP. Foto: Fernando Martinez.

Um detalhe importante sobre o certame é que ele está se transformando num verdadeiro depósito de times tradicionais. Mais da metade dos clubes (20 dos 39) jogaram alguma divisão acima da Segundona nos últimos 10 anos, e sete deles - Bandeirante, Jabaquara, Nacional, Portuguesa Santista, Taquaritinga, União São João e XV de Jaú - já fizeram parte da "elite" do estado. Para 2015, acrescentaremos mais duas agremiações nessas duas listas: América e Noroeste.

Infelizmente a possibilidade de redenção dessas equipes a curto prazo é remota, pois a organização do campeonato está muito aquém do ideal. Para terem uma ideia, a fase inicial durará apenas 10 rodadas, e ao fim dessa etapa, 15 times terão tido assombrosos dois meses de calendário oficial em 2014, alguns com OITO (!) partidas oficiais numa temporada toda. Como fazer futebol profissional jogando dois meses?

Já passou da hora para acontecer uma mudança na fórmula de disputa da Segundona, com mais times nas chaves e um calendário mais espalhado pelo ano. Infelizmente imaginar alguma mudança é apenas uma grande ilusão. Quando os responsáveis perceberem que a morte do futebol do interior também é a morte de toda uma cultura, pode ser muito tarde. Independente de todos os problemas, o JP sempre faz a sua parte.


Capitães dos times junto com o árbitro Hércules Ribeiro Paulino e os assistentes Luis Felipe Prado Silva e Ademilson Lopes Filho. Foto: Fernando Martinez.

Como acontece em todo ano, as primeiras rodadas da Segundona são repletas de incógnitas, e para esse CAP x CAT não foi diferente. Não tínhamos a menor noção do que esperar da peleja em si, e o que vimos ao longo dos 90 minutos foi uma partida muito boa, muito boa mesmo.


Boa jogada do Taquaritinga no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Empurrado por um ótimo número de torcedores, o CAP começou melhor, mas aos poucos teve seu ímeto ofensivo neutralizado pelo bem postado Leão da Araraquarense. Com mais objetividade, não demorou para o Taquaritinga abrir o marcador. Jonathan acertou um chute de longe e deixou os visitantes em vantagem aos 16 da etapa inicial.


Atletas disputando a bola no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Leão da Araraquarense. Foto: Fernando Martinez.

O Pirassununguense tinha mais posse de bola, mas pecava muito no último toque. Nos contra-ataques, quase que o Taquaritinga ampliou por duas vezes. Só que o Leão acabou tendo o zagueiro Mariano expulso aos 33 minutos, e isso facilitou o trabalho do CAP na busca pelo empate. Num dos últimos lances do tempo inicial, Leandro concluiu bem e deixou tudo igual antes do intervalo.


Visão geral do belo Estádio Belarmino del Nero. Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada na área visitante. Foto: Fernando Martinez.

O calor estava absurdo, e para o segundo tempo, como de costume, fui para as cabines do Belarmino del Nero ver do alto todo a movimentação em campo. Os 45 minutos finais foram praticamente jogados dentro do campo defensivo do Taquaritinga. Só que os atacantes locais conseguiram a proeza de perder gols de todas as formas possíveis.


Tentativa de bicicleta a favor do CAP no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O Leão se segurou na base da raça, sofrendo uma pressão absurda que deixava a impressão que o segundo gol local sairia a qualquer instante. Mas como quem não faz, toma, o CAP foi castigado aos 34 minutos. Num rápido contra-ataque, o camisa 2 Fábio Augusto marcou o segundo do time visitante, iniciando uma comemoração digna de final de Copa do Mundo.


Na base do desespero, o time da casa tentou o empate nos minutos finais sem sucesso. Foto: Fernando Martinez.

Os quinze minutos restantes foram de pressão total por parte do CAP, mas mesmo assim o time não conseguiu marcar novamente. No fim, o jogo terminou em Pirassununguense 1-2 Taquaritinga. A torcida não gostou muito do resultado e xingou muito os atletas e o técnico do time na saída de campo. Isso gerou uma grande confusão que levou algum tempo para terminar.

Ficamos alguns minutos nas cabines antes de pegar a estrada rumo ao terceiro compromisso do sábado. A Série A2 voltou á pauta com um histórico reencontro após 65 anos.

Até lá!

Fernando

Velo Clube vence e adia sonho do título do Capivariano na A2

Fala, pessoal!

Depois de algumas semanas de planejamento, no último sábado fiz uma rodada tripla simplesmente sensacional pelo interior do estado. Ver três jogos no mesmo dia é algo normal, mas em três cidades diferentes e com 800 quilômetros percorridos era algo até então inédito na minha lista. A jornada começou de manhã na cidade de Rio Claro, local do jogo entre Velo Clube e Capivariano pela penúltima rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

O máximo que tinha feito de rodadas triplas sem jogos na Grande São Paulo foram duas rodadas no Rio de Janeiro em 2004 e 2007 e outras duas no interior paulista em 2006 e 2013. Só que nenhuma delas vi os três jogos em três estádios diferentes. Para essa doideira, contei com a companhia do casal mais importante do jet set de Mauá, Luiz e Juliana, e a indispensável carona do motorista da rodada Luciano Claudino.

Peguei o ônibus com destino a Campinas bem cedo e às oito da matina já estava na cidade natal do maior nome da fotografia da cidade. Dali seguimos até a Capital da Alegria sem problemas. Cerca de 40 minutos antes do horário programado para o início da peleja, o Estádio Benito Agnello Castelano já tinha clima de decisão.


AE Velo Clube - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez.

Tudo porquê o Capivariano dependia apenas de uma vitória para conquistar o título da Série A2 em 2014. O Leão da Sorocabana já tinha garantido o acesso para a A1 na rodada anterior e a conquista do título que não acontece desde 1984 seria a cereja do bolo no belo trabalho que vem sendo feito em Capivari desde 2011.


Capivariano FC - Capivari/SP. Foto: Fernando Martinez.

Os números não mentem: de 2004 até 2010, o Leão fez 116 jogos oficiais, ganhando apenas 35 deles e perdendo 55. De 2011 até o jogo contra o Velo, foram 100 pelejas, com sensacionais 53 vitórias e apenas 26 derrotas. Uma mudança de postura e de atitude que levou o time de 96 anos das profundezas da Segundona para a "elite" estadual pela primeira vez de forma mais do que merecida.


Quarteto de arbitragem escalado para a partida com o árbitro Douglas Marques das Flores, os assistentes Danilo Ricardo Manis e Alex Alexandrino e o quarto árbitro Alex Lopes Loula. Junto a eles, os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Só que o Velo Clube, ainda sonhando com uma possível (mas altamente improvável) promoção, queria colocar água no chopp capivariano. Em jogos válidos pelo estadual, as equipes se enfrentaram 15 vezes em todos os tempos pelas mais diversas divisões de acesso e desde 1986 o time rioclarense não perdia para o Leão jogando na sua cidade.

Sob o inclemente calor interiorano, o Capivariano mostrou que a ressaca de todas as comemorações da semana ainda era forte. O time não se acertou em nenhum momento do tempo inicial e viu o Velo Clube tomar conta da peleja sem nenhum esforço. O maior destaque dentro de campo foi Wanderson, goleiro do Leão, dono de duas defesas sensacionais que impediram uma rápida vantagem do onze velista.


De ressaca, o Capivariano foi mal no tempo inicial contra o Velo. Foto: Fernando Martinez.

O bom futebol local foi premiado com o gol de Tiago aos 29 minutos. Aos 31 Valdo fez o segundo contando com a vacilada geral da zaga visitante. Nos minutos seguintes o Velo chegou bem perto de fazer o terceiro e quarto gols, mas Wanderson e a trave não deixaram que isso acontecesse.


Atleta velista cortando ataque do Leão. Foto: Fernando Martinez.

Como castigo, o Capivariano marcou o primeiro gol na primeira boa chegada no tempo inicial. Carlão recebeu bom passe pela esquerda, invadiu a área e chutou cruzado para diminuir. Os times foram para os vestiários com o placar apontando um injusto 2x1 para os donos da casa.


Atacante visitante encarando a marcação rioclarense. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final desisti de ficar em campo e fui para as numeradas do Benitão. Sem vento e com um calor de mais de 30 graus foi difícil conseguir se refrescar por ali. Suando em bicas acompanhei o tempo final, que teve o Capivariano mais disposto em campo e o Velo buscando os contra-ataques.


Ataque do Capivariano pelo alto no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Grande chance desperdiçada pelo Velo Clube. Foto: Fernando Martinez.

O camisa 1 do Leão continuou se destacando, e nos 45 minutos finais Carlão, arqueiro do Velo, também mostrou serviço e impediu o empate. Com o calor, o ritmo da peleja foi caindo aos poucos e ao fim do tempo regulamentar o jogo ficou com o resultado construído no primeiro tempo.


Mais uma bola aérea dentro da área velista. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do Benitão na quente manhã de sábado. Foto: Fernando Martinez.

O placar de Velo Clube 2-1 Capivariano manteve o pequeno tabu, agora de 28 anos, e impediu que o Leão da Sorocabana saísse de campo com o caneco da Série A2. Apesar do revés, o time precisa de uma vitória simples contra a Itapirense dentro de casa para confirmar o título. Para o Velo, os outros resultados da rodada sepultaram o sonho de acesso, mas a campanha no geral foi boa, nada mais, nada menos do que a melhor dos últimos 35 anos.

Sem pressa, deixamos as dependências da casa rubro-verde com destino a uma cidade 67 quilômetros distante dali. E o segundo jogo do sábado foi especial, pois foi o primeiro válido pela sensacional Segundona Paulista, o campeonato mais esperado pelo JP, em 2014.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Apático, Palmeiras vence o Vilhena e se classifica na Copa do Brasil

Fala, pessoal!

Quarta-feira passada rolou mais um jogo que somente a Copa do Brasil pode nos proporcionar. Na base da ressaca completa, o Palmeiras recebeu o Vilhena/RO no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. O vazio Estádio Paulo Machado de Carvalho foi o palco da peleja.

Fui nesse jogo mesmo de teimoso, já que o Vilhena faz parte da minha Lista desde 2009 (quando foi goleado pela Ponte Preta por 6x1 na Copa do Brasil daquele ano), em virtude da chuva e do horário proibitivo das 22 horas. Além de mim, a presença dos amigos Matheus e Ricardo Espina nas numeradas do Pacaembu e a dupla Mílton e Renato na torcida do time rondoniense.



Mesmo de longe, vale o registro de Palmeiras e Vilhena posados antes do jogo no Pacaembu. Fotos: Fernando Martinez.

Depois de vencer o jogo fora de casa pela contagem mínima, o alviverde precisava apenas empatar para conquistar a vaga para a segunda fase, uma tarefa não muito complicada mesmo com o time reserva. Levando em conta o retrospecto do Vilhena na competição, a torcida palmeirense poderia ficar na boa, pois em quatro participações, o Lobo do Cerrado sempre foi eliminado na fase inicial: em 2006, 2009, 2010 e 2011 respectivamente para Fortaleza, Ponte, Atlético/PR e Avaí.

Ainda com o estigma da surreal eliminação para o Ituano na semi do Paulistão, o remendado Palmeiras apresentou um futebol muito do meia-boca durante todo o tempo. A equipe errou demais, falhou demais e deixou os pouco mais de 4 mil pagantes bastante irritados.


Bola levantada na área palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Pior, o Vilhena equilibrou as ações durante a maior parte do tempo, nem parecendo que a abismal diferença entre as folhas salariais existisse. O onze paulistano sofreu sustos desnecessários e fez a torcida do time visitante se animar e imaginar que o milagre da classificação seria possível.


Visão geral do Pacaembu para Palmeiras x Vilhena/RO. Foto: Fernando Martinez.

Nesse esquema, o primeiro tempo terminou no 0x0 e no segundo a coisa não melhorou muito. A apatia tinha tomado conta da alma dos atletas locais e nada indicava que o gol poderia sair. Para deixar o clima mais bizarro, o Vilhena quase fez o primeiro numa bola na trave aos 24 minutos, em cabeçada de Tayrão.


O Vilhena, por incrível que pareça, jogou de igual para igual contra o apático Palmeiras. Foto: Fernando Martinez.

Bruno César acabou colocando tudo no lugar com dois gols, o primeiro aos 27 e o segundo aos 33 em cobrança de pênalti. Mas mesmo com o 2x0, a torcida não deixou quieto e vaiou bastante o modorrento time alviverde.


Jogada do primeiro gol palmeirense. A bola foi cruzada na área para Bruno César marcar. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do segundo gol do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.

O resultado de Palmeiras 2-0 Vilhena carimbou a vaga paulistana para a segunda fase da Copa do Brasil e agora o adversário será Sampaio Corrêa ou Interporto, que empataram por 2x2 no Tocantins. Está mais para o time maranhense.

Na base do The Flash saí correndo do estádio e na lembrança da gloriosa Angélica fui de táxi com os amigos até a Estação Paulista da linha amarela do metrô. Batendo recordes, passamos na catraca segundos antes do horário comercial se encerrar... Ufa!

Depois dessa partida, tive duas boas noites de descanso antes de encarar um final de semana maluco e repleto de insanidade, com uma rodada tripla absurda no interior do estado no sábado - com direito a mais de 800 quilômetros percorridos - e uma festa de acesso no domingo.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Rio Preto vence mais uma e se consolida na liderança da A3

Opa,

O meio de semana reservou uma interessante rodada dupla aqui no JP. Primeiro fomos ao Estádio Nicolau Alayon, as não em jogo do Nacional AC, para mais uma peleja do Flamengo no Campeonato Paulista da Série A3. Buscando a classificação para a segunda fase, o Corvo recebeu o líder Rio Preto.


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.

Esse foi o terceiro jogo seguido, e o segundo na casa nacionalina, do Fla fora de Guarulhos. Isso acontece em virtude de falta de todos os laudos necessários para o time jogar no Antônio Soares de Oliveira. Longe do seu estádio, o time somou apenas um ponto nos dois compromissos anteriores. Mais do que nunca, a equipe precisava vencer para manter aceso o sonho da classificação.


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.

Do outro lado, o Jacaré, fazendo sua melhor campanha em muitos anos, queria voltar a vencer depois de dois jogos sem vitória para se consolidar na liderança geral na primeira fase. Já havia visto o Rio Preto contra o Juventus na Javari e naquela ocasião o futebol do time não me empolgou muito.


Cobrança de falta para o Jacaré no começo da peleja. Foto: Fernando Martinez.

E na agradável tarde do outono paulistano vi um jogo que foi bem mais ou menos. O Flamengo buscou fazer uma pressão básica, mas os jogadores não estavam num bom dia. O Rio Preto, que começou a peleja timidamente se postando no campo defensivo, aos poucos foi se soltando e em meados do tempo inicial já era melhor do que seu adversário.


Zaga do Rio Preto cortando cruzamento na área. Foto: Fernando Martinez.


A antiga visão do horizonte no Nicolau Alayon não existe mais. Agora teremos vários prédios destruindo o que era uma das paisagens mais legais em estádios. Foto: Fernando Martinez.

Passei todo o primeiro tempo nas cabines de imprensa do Nicolau Alayon e confesso que em alguns momentos o jogo deu sono. Sem maiores emoções, a peleja terminou sem a abertura do marcador. No tempo final o Corvo tentou impor mais uma vez uma pressão, novamente sem sucesso.


Ataque visitante pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Disputa plástica de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O Rio Preto jogava na boa e levava perigo nos contra-ataques. E quando o jogo já estava com aquele cheiro característico de 0x0 no ar, Dieguinho abriu o placar para o time visitante aos 32 minutos. Depois de boa jogada pela direita, a bola foi cruzada na área. O camisa 17 errou o chute, mas com isso enganou o arqueiro rubro-negro.


Cruzamento que originou o único gol da partida, marcado pelo Rio Preto. Foto: Fernando Martinez.


Atleta visitante segurando a pelota no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Nos minutos finais o onze guarulhense fez aquela pressão efêmera e não conseguiu chegar ao empate. Ao final dos 90 minutos, a peleja terminou em Flamengo 0-1 Rio Preto. Essa foi a terceira derrota seguida do rubro-negro no certame, deixando o sonho de classificação ainda mais distante. O Jacaré vai de vento em popa na liderança só aguardando o início da segunda fase para tentar voltar à A2 após dois anos.

Sem muita pressa voltei para casa na boa pelos antigos trilhos da São Paulo Railway. Só que a rodada de futebol ainda não tinha acabado, pois o cronograma ainda apontava um joguinho noturno, o primeiro da Copa do Brasil em 2014.

Até lá!

Fernando!