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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Flamengo vence (mas não convence) a Inter de Bebedouro pela A3

Fala, pessoal! 

Seguindo com a "folia" de jogos em que estive nesse carnaval, o sábado reservou a chance de seguir com meus planos de ver o maior número possível de times diferentes da A2 e A3. Fui para Guarulhos, aonde o Flamengo recebeu a Internacional de Bebedouro em jogo válido pela 7ªrodada do Campeonato Paulista da Série A3

Sei que não terei como assistir os 40 times por uma logística um quanto quanto ilógica da FPF, mas até a última rodada estarei na caça de times diferentes para o JP. Além disso, esses dois certames estão na berlinda, pois também estou prestes a ver o meu 2000ºjogo in loco na carreira. Esse confronto no Estádio Antônio Soares de Oliveira foi a minha 1953ª partida, e calculo que em cerca de dois a três meses chego na espetacular marca. A relógio da contagem regressiva está indo bem rápido. 

Para essa peleja, tive a companhia do seu Natal e do David, ambos vindos de baladas fortíssimas e já com a fantasia preparada para o baile na Ilha Porchat no sábado à noite. Chegamos no estádio na paz e mesmo com muita complicação, que acabou impedindo que eu fizesse a foto do trio de arbitragem, fiz as fotos oficiais e exclusivas. 


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez. 


AA Internacional - Bebedouro/SP. Foto: Fernando Martinez. 

Ocupando posições intermediárias na tabela, os dois times estão devendo boas apresentações para seus admiradores. Mas por jogar em casa, a obrigação de vitória era do Flamengo. O último jogo no seu campo, a derrota de 2x0 para o Barretos, tinha gerado muita revolta da torcida, e essa peleja era decisiva pra ver se a relação entre os torcedores e os jogadores voltaria a ficar na paz. 


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

Mas o que se viu durante o primeiro tempo foi uma série de lances bizarros e bisonhos por parte do onze local, o que revoltou o público presente, que já pedia a cabeça do técnico Evaristo Piza e de alguns atletas antes mesmo dos 15 minutos. 


Adílio, camisa 10 da Internacional, assustando a zaga flamenguista. Foto: Fernando Martinez. 

Os enfezados admiradores do rubro-negro se animaram um pouco aos 17 minutos, quando Bruno Poá completou um cruzamento da direita no canto esquerdo do goleiro Fabrício, marcando o primeiro gol da equipe. Só que a alegria foi momentânea, pois logo depois, ao ver mais lances errados do Flamengo, o pessoal voltou a reclamar demais. 


Falta perigosa para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez. 

O primeiro tempo seguiu com um futebol fraco dos dois lados e a torcida nada feliz. No intervalo, o placar ainda apontava a vantagem mínima para os locais. O calor era forte, e fui me "refrescar" um pouco longe das quentes cabines de imprensa. Na volta para o segundo tempo, o jogo melhorou um pouco, mas para tristeza rubro-negra, quem jogou melhor foi a Internacional. 


Início de ataque da Inter com a firma marcação rubro-negra. Foto: Fernando Martinez. 

O Lobo foi se soltando aos poucos, e passou a incomodar bastante o sistema defensivo do Flamengo. O goleiro Enderson teve bastante trabalho para evitar o empate da equipe visitante. Nem preciso dizer que o povo das arquibancadas não curtiu nada esse panorama, certo? 


Chute de longe que levou perigo à meta do time guarulhense. Foto: Fernando Martinez. 

A peleja foi seguindo com o perigoso 1x0 para a equipe da Grande São Paulo, e quando a situação era mais crítica, brilhou a estrela do camisa 18 Deyvid. Num rápido contra-ataque pela direita aos 33 minutos, a bola foi alçada na área e ele apareceu livre no segundo pau para tocar de peito e ampliar a vantagem para sua equipe. 


Detalhe do segundo gol do Flamengo. Deyvid marcou de peito. Foto: Fernando Martinez. 

A Inter de Bebedouro sentiu demais esse gol, e o Fla passou a administrar o marcador. No último minuto, após escanteio dentro da área, a zaga do Lobo afastou a bola. Mas Deyvid, bem colocado na entrada da área, chutou no canto esquerdo e fechou o marcador, proclamando uma "trégua" entre a torcida e o time rubro-negro. 


Chute firme de Deyvid para fazer o segundo dele e terceiro do Flamengo. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Flamengo 3-0 Internacional de Bebedouro. A vitória colocou a equipe de Guarulhos dentro do G8, ocupando a 6ª colocação com 12 pontos ganhos. Já a Inter caiu para o perigoso 15º lugar, com os mesmos 8 pontos. Ainda faltam 12 rodadas para o final dessa primeira fase. Mas independente da vitória, o Fla precisa melhorar o seu futebol, pois não chega nem perto do acesso com o futebol que vem apresentando. 

Depois do apito final, voltamos para a capital bandeirante para ficar na boa, em completo sossego durante os dias do carnaval, sem samba, axé ou qualquer coisa relacionada a isso. Afinal, nosso lema é "long live rock and roll!". 

Até a próxima! 

Fernando

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Portuguesa joga mal mas vence o XV de Piracicaba pelo Paulistão

Opa,

Dando uma pausa no carnaval regado a muito rock and roll e jazz, vamos agora com os posts das duas partidas em que estive presente na sexta e sábado passados. Em plena sexta-feira de carnaval enfrentei a multidão que saía da capital paulista e segui até o Canindé para fazer minha estreia na casa rubro-verde em 2012. Para isso, escolhi um jogo simplesmente genial: Portuguesa x XV de Piracicaba, pela 8ªrodada do Campeonato Paulista.

Para quem acompanhou o futebol nos anos 80, não tem como ouvir falar de um jogo da Lusa contra o onze piracicabano e não se lembrar do "jogo do gato", válido pelo Paulistão de 1988. No dia 18 de maio daquele ano, enquanto o rubro-verde perdia por 1x0 para o Nhô Quim, um gato supostamente entrou sem querer na caixa de luz do estádio, tomou uma descarga de 13.000 volts e morreu na hora. Só que o azarado felino fez com que a iluminação do estádio falecesse junto com ele. O jogo foi então paralisado aos 5 do segundo tempo.


Imagem clássica do azarado felino que morreu após entrar na caixa de luz num Portuguesa x XV de Piracicaba em 1988. Reprodução: Revista Placar.

Essa derrota deixaria a Portuguesa longe da disputa por uma vaga na segunda fase daquele certame, e a FPF resolveu então marcar novo jogo, já que o limite de dois terços ainda não tinha sido atingido. Na nova partida, disputada desde o início, a Lusa venceu por 1x0 (o time perdeu a vaga posteriormente). Por isso existem várias "teorias da conspiração" que dizem que o pobre felino foi jogado de propósito na caixa de luz. Obviamente nada foi confirmado, mas que é uma história fantástica, isso é.

Para essa nova edição do "clássico do gato", saí de casa super atrasado, já que a dormidinha na parte da tarde durou mais tempo do que o previsto. Cheguei no metrô Armênia e dali peguei um rápido táxi até o Estádio Osvaldo Teixeira Duarte. A movimentação de pessoas era quase nula, fazendo com que muitos nem tivessem noção que aconteceria um jogo do Paulistão 2012 por ali.


Jogadores da Portuguesa e do XV de Piracicaba espalhados pelo gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Também não era pra menos, já que a declamada "Barcelusa" no segundo semestre de 2011 ainda não voltou das férias, e a equipe vem jogando o Paulistão sem acertar o pé. Antes da rodada, a equipe ocupava apenas a 12ª posição. O XV também faz um campeonato decepcionante, e antes desse duelo contra a Portuguesa estava na zona de rebaixamento. Essa posição deixa a sempre fanática torcida piracicabana com calafrios.


Início de ataque piracicabano pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

O Nhô Quim também está longe de uma das duas vagas para a Série D do Brasileiro, uma disputa nunca citada pela grande mídia. Nove times disputam as duas vagas disponíveis para o estado de São Paulo no quarto nível nacional, mas o time tem que se preocupar mesmo em sair da incômoda posição em que se encontra. Só que se depender do futebol mostrado no gramado do Canindé, isso será muito difícil.


Falta para a equipe visitante ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Junto com os amigos Luiz Fôlego e o Álvaro Filho, que encontrei nas arquibancadas do estádio, vi um jogo muito abaixo da média, num ritmo mais propício para a quarta-feira de cinzas, e não do primeiro dia da folia. O primeiro tempo foi muito fraco e poucas vezes vimos a pequena torcida presente ter motivos para soltar o famoso "uuuuhhh".


Chance da Portuguesa pelo alto na etapa final. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo terminou sem a abertura do placar, e a segunda etapa começou no mesmo esquema. Mas aos 13 minutos, logo depois eu ter soltado um "esse jogo tá com cara de 0x0", a Portuguesa marcou o seu gol só para que eu queimasse a língua. Henrique fez grande jogada pela direita e cruzou para a área. Danilo, fazendo sua estreia, matou com classe, tirou do zagueiro e tocou na saída do goleiro.


Saída de bola do Nhô Quim, e ao fundo a boa presença da torcida alvi-negra no Canindé. Tudo bem, eles chegaram aos 15 do segundo tempo, mas vale mesmo assim. Foto: Fernando Martinez.

A peleja até que ficou um pouquinho mais animada, e o XV quase empatou numa boa investida por volta dos 20 minutos. Mas o onze local levou o jogo em banho-maria e conseguiu segurar na base da garra mais três pontos. Final de jogo: Portuguesa 1-0 XV de Piracicaba. Com essa vitória, a Lusa subiu três posições e agora ocupa a 9ª posição. Já o XV, ainda com apenas um triunfo em oito jogos, continua na 17ª posição. Se o campeonato acabasse hoje, Paulista e Mogi Mirim teriam vaga na Série D.

Depois do jogo ainda arranjei forças para ir numa ótima lanchonete na região da Avenida Paulista fazer uma boquinha com amigos, já que não tinha comido nada o dia todo. A madrugada ainda trouxe mais um jogo da NBA, e o sábado reservou mais uma parada futebolística na minha busca pelo 2000º jogo em todos os tempos.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Jogo fraco e empate sem gols entre Audax e Ferroviária na A2

Opa,

Enquanto grande parte das pessoas já estão em ritmo de carnaval, quarta-feira foi dia de mais uma rodada do Campeonato Paulista da Série A2. Seguindo com a minha meta de trazer o maior número de equipes diferentes para as páginas do JP, fui até o Estádio Nicolau Alayon acompanhar o duelo entre Audax e Ferroviária pela 7ª rodada do certame.

Mesmo com um acidente na parte da manhã na linha que sai da Estação da Luz e passa pela Estação Água Branca, os trens da CPTM estavam funcionando de forma razoável, e eles me levaram bastante rápido à casa nacionalina. Logo encontrei o seu Natal, única companhia para a tarde futebolística.


Audax São Paulo EC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


A Ferroviária de E - Araraquara/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Norberto Luciano da Silveira, os assistentes Wendel Almeida da Silva e Daniel Lofrano e o quarto árbitro Allan da Silva Bonardi posando para o JP junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Só que os dois times não estavam com o astral em dia antes do apito inicial. O Audax perdeu as duas últimas partidas, e o pior, sem fazer gols. A Ferroviária já somava três jogos em vitória. A esperança era que a recuperação, para os dois casos, acontecesse no tradicional gramado paulistano.


Rafael Martins iniciando ataque para o Audax contra a Ferroviária. Foto: Fernando Martinez.

O jogo começou com a ilustre presença do Abílio Diniz, que pelas nossas fontes falou para o pessoal da empresa que ia resolver um problema familiar e deu um cambau na sessão vespertina de trabalho, se mandando na boa para o Nicolau Alayon com seu potente helicóptero (é, ele foi de helicóptero mesmo). Será que ele vai repor essas horas de serviço durante o carnaval? Fica a dúvida.

Mas o dono do conglomerado Pão de Açúcar, uma pessoa que com absoluta certeza não vê sua conta corrente ficar no vermelho, não foi presenteado com um bom jogo de futebol. Nos primeiros 45 minutos, só duas chances claras de gol, uma para cada equipe, e nada mais. O camisa 10 do Audax Paulo César acertou uma falta na trave aos 21 minutos e Jobinho, atacante da equipe grená, teve um chute que passou à direita do goleiro aos 38 minutos.


No melhor lance do Audax na partida, Paulo César acertou um tirambaço na trave do goleiro Everton. Foto: Fernando Martinez.


E aqui, a melhor oportunidade da Ferroviária, mas o chute foi para fora. Foto: Fernando Martinez.

Parte da torcida ficou com sono após esse jogo murcho na etapa inicial, e todos contavam com um futebol mais objetivo no tempo final. Saí do campo e fui para as sociais do Nicolau Alayon para acompanhar os últimos 45 minutos. Só que os 22 atletas em campo não colaboraram, e o jogo foi horroroso, numa sucessão de erros dos dois lados.


Ataque paulistano no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

O Audax teve mais posse de bola e passou mais tempo dentro da área adversária, mas como já visto em partidas anteriores a equipe pecou demais no último toque. A Ferroviária teve o contra-ataque à sua disposição e chegou perto de abrir o marcador aos 18 minutos, em belíssima cobrança de falta de William, que obrigou o arqueiro Rafael Costa fazer um verdadeiro milagre.


Aqui, a melhor chance de gol do segundo tempo num chute de William, mas o arqueiro do Audax fez milagre. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta de Paulo César, mas que passou por cima do gol. Foto: Fernando Martinez.

Tirando isso, nada digno de registro. Só não dormimos mesmo pois um pessoal que acompanhava a Ferroviária do nosso lado não parava de contestar aos berros todas, absolutamente TODAS, as marcações da arbitragem. Com essa sequência enorme de gritos e xingamentos, não tinha como pegar no sono.


Começo de ataque da Ferroviária no histórico gramado do Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.

E o placar final não poderia ser outro: Audax 0-0 Ferroviária, no pior jogo que vi em 2012 até aqui. Com 10 pontos, a equipe paulistana agora ocupa a 10ª posição na tábua de cassificação, mas precisa colocar o pé na forma caso queira chegar com chances de acesso na segunda fase. A equipe grená está no 15º lugar com 7 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Barretos surpreende e vence o Flamengo em Guarulhos pela Série A3

Opa,

Depois de uma madrugada de sábado pra domingo vendo TV até tarde, mão consegui acordar na hora programada, e logo vi meus planos da sessão matutina irem por água abaixo. Como o relógio já marcava 9 da matina, virei para o outro lado da cama e resolvi que o sono duraria mais algumas horas.

Mas uma ligação do seu Natal fez os meus planos entrarem novamente na pauta, e cerca de 20 minutos depois ele já estava na porta de casa para seguirmos até a cidade de Guarulhos, local do jogo entre Flamengo e Barretos, pela 5ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3.

Mostrando que a cidade de São Paulo é ótima para carros quando não existe trânsito, chegamos no Estádio Antônio Soares de Oliveira em apenas 20 minutos. Quem mora nas redondezas pode concluir que foi um tempo recorde, e que ainda me fez ter tempo de tirar, mesmo da arquibancada, a foto do Barretos (a do Flamengo foi tirada pelo David).


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: David Libeskind.


Barretos EC - Barretos/SP. Foto: Fernando Martinez.

Amparado novamente pela parceria com o Corinthians, o Flamengo começou a A3 com duas vitórias, mas as duas derrotas que aconteceram depois deixaram o alerta ligado em Guarulhos. Vencer o Barretos, que tinha somente quatro pontos e é uma cara nova no certame, era o único resultado esperado pelos torcedores locais.


Zaga do Barretos neutralizando ataque do Flamengo. Foto: Fernando Martinez.

Além dos dois amigos do JP, o duelo também teve a presença do Nílton, Mílton e do Rodrigo Colucci. Só que nem eles e nenhum dos 357 pagantes viu uma boa apresentação do rubro-negro local. O time não mostrou muita qualidade nos passes e muito menos nas conclusões. Já o Barretos, que também não é assim uma Brastemp, conseguiu assustar em bons contra-ataques.


Zagueiro flamenguista se preparando para dar o famoso "chutão". Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Barretos com a marcação da zaga local. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto conversávamos sobre tudo nas arquibancadas, o jogo foi se arrastando. Pelo menos a temperatura era agradável, uma verdadeira dávida depois de dias infernais. Sem surpresas, e apenas com dois lances de bola na trave para cada uma das equipes, o intervalo chegou sem a abertura do marcador. No segundo tempo fomos acompanhar o ataque do Flamengo no gol "da entrada".


Saída arrojada do goleiro Fernando em bola alçada na área do Barretos. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Só que para não fugir à regra geral da Lei de Murphy, quem acabou marcando duas vezes foi o Barretos, que atacava do outro lado. Dedé fez de cabeça aos 5, e Washington ampliou aos 7, se aproveitando de uma bobeada coletiva do setor defensivo flamenguista. A torcida, que já não estava muito animada, ficou possessa com o blecaute da equipe e passou a entoar cânticos um tanto quanto raivosos.


Detalhe do primeiro gol do Barretos na partida, marcado de cabeça por Dedé. Foto: Fernando Martinez.

Com 2x0 contra, o rubro-negro foi pra cima do time visitante. Mas a rigor, o goleiro Fernando fez apenas uma grande defesa, em chute que estava pronto para entrar no ângulo esquerdo. Tirando essa oportunidade, só vimos chutes sem direção e muita inoperância ofensiva. O Barretos então segurou bem o jogo e garantiu três pontos importantíssimos.


A boa marcação do time visitante impediu o sucesso das investidas do Flamengo. Foto: Fernando Martinez.




 
Mais uma chegada do Flamengo no ataque sem sucesso. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Flamengo 0-2 Barretos. A segunda vitória do time do interior no certame deixou a equipe na 12ª colocação, com 7 pontos. O Flamengo, com os mesmos 6 pontos conquistados e agora somando três derrotas seguidas, caiu para o 14º lugar. A torcida apupou bastante os atletas locais quando os mesmos desciam aos vestiários.

Enquando o pessoal discutia com os atletas, saímos do estádio e eu ainda fui degustar um ótimo pastel numa barraquinha no estacionamento local. Dali pegamos um carona com o seu Natal até o metrô. O cronograma original ainda mostrava uma partida na sessão noturna, mas a forte chuva que não parou de cair na capital paulista impediu que eu saísse de casa.

Logo mais tem mais!

Fernando

Juventus goleia o Osvaldo Cruz debaixo de dilúvio pela A3

Fala, pessoal!

No último sábado segui mais uma vez até o Estádio Conde Rodolfo Crespi para bater o cartão em mais uma apresentação do Juventus pelo Campeonato Paulista da Série A3 agora pela 5ª rodada da competição. O adversário era o Osvaldo Cruz, e foi a primeira vez em que as duas agremiações se enfrentaram na história.

Vhegando na Javari logo encontrei o Orlando dentro do campo de jogo depois de ter feito a cobertura JP na sessão matutina. Atualizamos os assuntos e fizemos as imagens exclusivas dos times e do trio de arbitragem.


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Osvaldo Cruz FC - Osvaldo Cruz/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Pedro Paulo de Moura, os assistentes João Edilson de Andrade e Luiz Quirino da Costa e o quarto árbitro Davi Alexander Costa junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Vindo de vitória na rodada anterior contra o XV de Jaú, o Moleque Travesso buscava os três pontos contra nada menos do que o lanterna da A3 até ali. O Azulão simplesmente perdeu suas quatro partidas iniciais e pinta como um dos favoritos a "conquistar" uma vaga na Segundona em 2013. Com todas essas cartas colocadas na mesa, a vitória era obrigatória para o time paulistano.

Mesmo com a promessa de dilúvio, vi o jogo na companhia de vários amigos: Sérgio, Nílton, Renato Rocha e Matheus "Renato Russo" Trunk (também conhecido como o Oscar Maroni das arquibancadas). Com o jogo rolando ainda encontrei o antigo colega de classe Maurício "Nassau". Todo mundo pode acompanhar um belo jogo do time local, jogando o fino e não dando a menor chance ao onze visitante.


Jogador do Osvaldo Cruz derrubando atleta juventino no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

Logo aos 6 minutos o Juventus abriu o marcador, com Fubá aproveitando escanteio da direita e cabeceando para o fundo das redes. Impondo um ritmo forte, a zaga do Osvaldo Cruz não conseguiu segurar o inspirado ataque juventino. Aos 21 aconteceu então o segundo gol, marcado por Lucas se aproveitando de vacilo da zaga e do arqueiro do Azulão depois de bola alçada da esquerda.


Exato momento em que Fubá subia para abrir o placar para o Juventus contra o Osvaldo Cruz. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do segundo gol juventino, ainda com a bola cruzando a área do Azulão. Foto: Fernando Martinez.

Antes da chuva começar, os grenás ainda tiveram a chance de marcar o terceiro numa cobrança de pênalti. Mas o jogador Lucas telegrafou a batida e o goleiro Elias Martins fez boa defesa. Logo depois, a chuva finalmente chegou arrepiando tudo. Não demorou muito para que todo mundo ficasse molhado, incluindo grande parte do pessoal que estava na parte coberta.


Pênalti perdido por Lucas no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta para o time local pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez.

Várias goteiras fizeram o terror do público que estava confortavelmente sentado nas cadeiras assistindo a peleja. Se bobear, chovia mais ali do que no próprio campo de jogo. Com esse panorama, o placar não foi mais alterado e o intervalo chegou com o 2x0 para os grenás.


Duas imagens que merecem registro. Primeiro o Orlando se protegendo da forte chuva mesmo na parte coberta. Ao lado, o grande Gomez Adamms, patriarca da família que leva seu nome, estampado na bandeira da Mooca. O sempre atento Maurício "Nassau" cantou a bola. Agora resta saber em que parte do bairro o simpático personagem morava. Fotos: Fernando Martinez.

Não teve como sequer cogitar sair do local em que nos encontrávamos, pois todos os quase mil torcedores presentes resolveram se abrigar da chuva apertados nas sociais do estádio, fazendo aquela famosa corrente de calor humano. Para o segundo tempo, a previsão do tempo trazia ainda mais chuva.

Só que diferente da primeira etapa, o Juventus não se importou com o dilúvio e foi pra cima do Osvaldo Cruz buscar uma goleada. Aos 9 minutos, após um belo lançamento na direita, Gébson entrou na área e chutou cruzado para fazer o terceiro. Zonzo em campo, o Azulão não conseguia mostrar nada, absolutamente nada.


Lance do jogo entre Juventus x Osvaldo Cruz na Rua Javari. Foto: Fernando Martinez.

Senhor da partida, o Moleque Travesso continuou assustando a zaga adversária em várias oportunidades. Numa delas, aos 36 minutos, aconteceu o quarto gol, com certeza o mais bonito da chuvosa tarde. Depois de rebote do goleiro do Azulão, a bola sobrou livre na entrada da área. Com enorme categoria, o jogador Elvis deu um leve toque por cobertura e levou a torcida ao delírio.


Detalhe do momento em que Elvis se preparava para dar um toque de gala no quarto gol grená, encobrindo o arqueiro do Osvaldo Cruz. Foto: Fernando Martinez.


Grande chance do sexto gol, desperdiçada nos acréscimos da peleja. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto a torcida ainda cantava e comemorava a goleada, deu tempo para que Roberto entrasse na área aos 43 e chutasse na saída do goleiro para fechar o marcador. Final de jogo: Juventus 5-0 Osvaldo Cruz. O massacre deixou o Moleque Travesso na 9ªcolocação. O Azulão é lanterna absoluto, e junto com o Taboão da Serra, só teve derrotas até aqui.


Torcedores juventinos se protegendo da chuva debaixo do placar, mostrando o resultado final da partida. Foto: Fernando Martinez.

Após o jogo ainda ficamos um bom tempo nas dependências da Javari resolvendo questões televisivas, e depois seguimos para fazer uma boquinha com esfihas na região. Mas o final de semana ainda não tinha terminado, e mesmo com o céu nublado, teve mais jogo domingo cedo.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Grêmio Barueri vence Audax e segue no G8 da Série A2

Olá,

Continuando com as coberturas de partidas válidas pelas competições de acesso, no último sábado pela manhã, segui em direção à vizinha cidade de Barueri, tendo como destino a majestosa Arena Barueri, palco da partida Grêmio Barueri F.L. x Audax E.C., válida pela sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

As duas equipes foram a campo com campanhas muito parecidas, com aproveitamentos apenas regulares, pois o time da casa estava situado na 7ª posição, com 8 pontos em 15 possíveis, enquanto os visitantes estavam um pouco melhores, colocados na 6ª posição com 9 pontos. Diante disso, a conquista dos três pontos colocaria o vencedor numa posição mais confortável na briga por uma das oito vagas à segunda e decisiva fase. A partida prometia.

A ida até Barueri foi tranquila, tendo chegando ao estádio com folga para fazer o credenciamento e obter as duas escalações sem atropelos. Feito isso, fui para o gramado e aguardei a entrada dos times e dos árbitros, que posaram com exclusividade para as lentes do JP. As fotos oficiais estão apresentadas abaixo:


Grêmio Barueri F.L. - Barueri/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Audax E.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de árbitros ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Nos primeiros dez minutos, a partida foi marcada pelo equilíbio, com muita marcação e poucas jogadas mais agudas, sendo que os lances ficaram concentrados no meio de campo. Nesse contexto, o Grêmio Barueri teve um ligeiro predomínio de posse de bola.


Tentativa de ataque do Grêmio Barueri no iníco da partida. Foto: Orlando Lacanna.

O primeiro lance de real perigo, foi criado pelo Grêmio Barueri, na marca dos 10 minutos, quando o camisa 6 Thoni realizou bela infiltração pela esquerda, colocando a bola da cabeça do camisa 10 Marcelinho (criado nas categorias de base do Corinthians), que cabeceou no canto direito, exigindo difícil defesa do goleiro Rafael Santos, desviando a bola para escanteio. Na cobrança, o mesmo Marcelinho cruzou e o zagueiro camisa 4 Alex Lima, subiu no 3º andar e mandou a bola para o fundo da rede da meta do time paulistano, decretando a abertura do placar aos 11 minutos. Na súmula do jogo, consta que o gol aconteceu aos 4 minutos, mas não está correto.


Momento exato da cabeçada de Alex Lima mandando a bola para o fundo da rede. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a bola no fundo do barbante após cabeçada de Alex Lima. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol, o Audax passou a ter mais posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para penetrar na defesa do time da casa, que estava bem postada e não dava chances aos atacantes adversários. Somente na marca dos 36 minutos, o Audax chegou pela primeira vez e o fez com muito perigo. Houve uma bela troca de passes na entrada da área, que resultou na penetração do camisa 5 Dhiego Souza, mas a finalização não foi boa e a bola saiu pela linha de fundo, tirando tinta do poste direito. Nesse momento do jogo o Audax estava melhor.

O Audax continuou em cima e, aos 38 minutos, só não chegou ao empate, graças a um milagre do goleiro Juninho que, com a perna esquerda, desviou arremate do camisa 10 Paulo Cesar que tinha enderço certo. Nesse lance, o goleiro se contundiu, sendo substituído no intervalo por Matheus.


Milagre do goleiro Juninho evitando gol de empate do Audax. Foto: Orlando Lacanna.

A primeira etapa foi encerrada com a vantagem mínima a favor da equipe da Grande São Paulo, que nos últimos 10 minutos quase sofreu o empate. Nos 15 minutos de recreio, fiquei conversando com os amigos da Rede Vida, aos quais deixo meu abraço, em especial ao repórter Thiago Fagnani. No segundo tempo, o Audax começou forçando as jogadas ofensivas e o Grêmio Barueri se postando mais cauteloso, procurando encaixar algum contra-ataque, aproveitando as subidas do time paulistano.


Zaga do Grêmio Barueri impedindo ação ofensiva do Audax no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

No contexto de uma equipe atacar mais e a outra tentar o conta-ataque, aos 6 minutos, o Grêmio Barueri levou perigo ao goleiro Rafael Santos, quando o camisa 9 Magrão foi travado na hora "H", ao se preparar para mandar um petardo do interior da área, que fatalmente levaria muito perigo. A resposta do Audax foi imediata, num arremate perigosíssimo desferido pelo camisa 9 Alex Afonso, que foi sutilmente desviado pelo novo goleiro Matheus, mandando a bola para escanteio.


Perigo rondando a área do Grêmio Barueri. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo ía passando e a "cara" do jogo se mantinha, ou seja, o Audax buscando mais o jogo e o Grêmio Barueri mais fechado e tentando jogar no erro do adversário e isso quase aconteceu, aos 15 minutos, quando Magrão concluiu para fora, após uma bobeada geral da defesa amarela.

As maiores emoções ficaram para os últimos minutos, quando os dois times criaram duas ótimas chances cada um, sendo qua a mais flagrante foi do Audax, através de Alex Afonso, com a bola tocando no poste esquerdo antes de sair.


Jogada aérea do ataque do Audax. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de jogo com o placar eletrônico da Arena mostrando Grêmio Barueri 1 - 0 Audax, resultado que representou a terceira vitória seguida do time de Barueri, que o manteve na 7ª posição, agora com 11 pontos, brigando firme por uma vaga na segunda fase, enquanto o Audax ficou fora do G8, caindo para a 9ª colocação com os mesmo 9 pontos. Aliás, se o time paulistano se não tivesse pecado tanto nas conclusões, o resultado poderia ter sido outro, mas como o "se" não joga, acabou derrotado.

Assim que a partida foi encerrada, voltei para São Paulo para mais uma vez ir almoçar na espetacular Esfiharia Juventus e, em seguida ir ao estádio da Rua Javari, ver ao vivo e em cores a goleada juventina pra cima do Osvaldo Cruz, cuja história será contada pelo meu colega Fernando Martinez.

Abraços,

Orlando