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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

No sufoco, Nacional mantém a invencibilidade na Copa Paulista


Durante toda a semana preparei meu espírito para acordar cedinho no sábado e ir até a Fazendinha para uma dupla jornada alvinegra no sub15 e sub17. Da minha parte estava tudo certo, mas os diretores corintianos, talvez se achando os donos do futebol paulista, impediram de forma arbitrária a entrada do público nos jogos realizados no Alfredo Schurig sem a menor cerimônia. Um enorme absurdo que nem merece mais ser mencionado por aqui.

Assim sendo, a rodada acabou se reduzindo para apenas uma partida, a segunda da Copa Paulista que vi na atual temporada. Pela primeira rodada do returno, o líder invicto Nacional recebeu o São Bernardo FC no Estádio Nicolau Alayon disposto a manter os 100% de aproveitamento na competição. Vindo de duas vitórias, o Tigre queria emplacar mais uma para tentar roubar a vice-liderança da chave do Audax.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


São Bernardo FCL - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.

A tarde estava quente, o público compareceu e a esperança era de ver um jogo bom, só que isso infelizmente não aconteceu. Diferente do que vi ali na semana anterior no confronto conta o GEO Audax, o Nacional dessa vez não atuou bem. O Tigre começou melhor e aos onze minutos Jean Carlos foi derrubado dentro da área. Ele mesmo foi para a cobrança e abriu o marcador.

Com o 1x0 a seu favor, o time visitante recuou e chamou o onze local para o seu campo. Não demorou muito para acontecer o lance mais polêmico da tarde. Gindre foi lançado pela esquerda e o goleiro Daniel o atropelou dentro da área. Pênalti claríssimo e indiscutível não marcado pela arbitragem. O empate aí poderia ter mudado completamente o panorama.

No restante do tempo inicial, o Nacional teve apenas mais uma chance em chute de longe. O arqueiro do São Bernardo FC fez ótima defesa e mandou a pelota para a linha de fundo. No mais, o ataque paulistano não funcionou e a partida chegou ao intervalo com a vantagem mínima para os visitantes.


Ataque do Nacional pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Daniel faz grande defesa em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


Exato momento em que o goleiro do Tigre cometeu pênalti em jan Carlos. O árbitro nada marcou. Foto gentilmente cedida. Bruno Ulivieri.

No tempo final o sol venceu e eu subi para as cabines. Dali vi o jogo junto com a dupla Luiz e Bruno, os dois que sofreram na pele o momento "Barrados no Baile" da sessão vespertina. Desde os primeiros movimentos os donos da casa tiveram ainda mais posse de bola, mas não conseguiam criar oportunidades claras de perigo.

A peleja foi seguindo sonolenta e com uma insistente impressão de que o Nacional iria perder a invencibilidade jogando dentro de casa. A cada minuto que passava, parecia que realmente não teria jeito para o time da capital bandeirante. Nesse meio tempo, o São Bernardo FC começou a emplacar aquela cera velha de guerra, algo que acabou custando caro no fim da peleja.

Aos doze minutos o goleiro Daniel tomou um cartão amarelo justamente por retardar o reinício do jogo. A medida que o relógio corria, os atletas do Tigre sempre seguravam um pouco mais a bola, irritando os atletas locais. Por simular uma penalidade máxima, aos 40 Emerson foi expulso e deixou o Nacional com um a menos.

Três minutos depois o arqueiro visitante demorou de novo para repor a bola e tomou seu segundo amarelo, sendo então expulso de campo. O meio-campista Lucas Silva acabou herdando as luvas e a camisa 1 foi atuar como goleiro. A cera foi tanta que o árbitro resolveu dar nada menos do que OITO (!) minutos de acréscimo. Decisão mais do que acertada e que gerou imensa revolta no banco de reservas do time visitante.

Se aproveitando do fato que não era um goleiro de origem que estava na meta e sendo empurrado pelos seus animados torcedores, o Nacional fez uma blitz inédita nos minutos finais. Quando o relógio alcançou o 52º minuto, o milagre aconteceu. Depois de ataque pela direita a pelota foi cruzada dentro da área. Jorge Mauá recebeu, dominou, armou e chutou firme para marcar o gol salvador, o primeiro dele na Copa.


Raro ataque do time do ABC no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Todo mundo dentro da área do São Bernardo FC. Foto: Fernando Martinez.


Chute de longe a favor do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.


Lucas Silva virou goleiro e sofreu o gol de empate no último lance da peleja. Foto: Fernando Martinez.

Atletas e comissão técnica do time visitante reclamaram demais por causa desse tento e do placar final de Nacional 1-1 São Bernardo FC. O empate tirou os 100% do onze ferroviário, mas manteve o time ainda na liderança com treze pontos navegando de vento em popa no Grupo 4. O Tigre pulou para a segunda colocação com sete, à frente do Audax por ter um saldo de gols melhor. 

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Portuguesa vence o Madureira e entra no G4 da Série C


Fazia tempo, mas na última segunda-feira rolou uma agradável sessão noturna de futebol no Campeonato Brasileiro da Série C. Abri mão de estar na bancada do FATV para curtir o genial (e raro) encontro entre Portuguesa e Madureira no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, válido pela 12ª rodada da primeira fase do Grupo B.

Muitos amigos também marcaram presença para ver a tentativa de reabilitação lusitana depois da sacolada sofrida na rodada anterior (derrota de 4x1 para o Brasil de Pelotas). Fora que além disso um triunfo colocaria o clube paulista pela primeira vez no G4 da competição. Já o time carioca vem fazendo uma campanha muito fraca, com apenas uma vitória - 2x0 contra o ex-lanterna Guaratinguetá - em onze pelejas. Um ponto já seria muito comemorado pelos lados de Conselheiro Galvão.


A Portuguesa de D - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Madureira EC - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com posto pelo piauiense Antonio Dib de Sousa, o alagoano Esdras Mariano Albuquerque e os paulistas Gustavo Rodrigues de Oliveira e Adriano de Assis Miranda. Junto com eles, os capitães de Portuguesa e Madureira. Foto: Fernando Martinez.

O quarto confronto entre os dois em todos os tempos - nos três anteriores, três vitórias lusitanas - teve um primeiro tempo muito abaixo do esperado, muito por conta da fraca atuação do time da casa. O Madureira jogou na boa e abriu o marcador aos 12 minutos com o gol de cabeça de João Carlos após cobrança de escanteio. Ele subiu mais do que os zagueiros e tocou no canto direito de Tom.

A única peça lúcida no ataque rubro-verde era, pra variar, Guilherme Queiroz. No mais, a Portuguesa fez aquela pressão murcha e sem objetividade e o Madureira se segurou bem para levar a peleja em banho maria. Quando o intervalo chegou, o placar do Canindé mostrava a vantagem parcial dos visitantes. Quase desisti de continuar em campo, mas no último momento resolvi ficar e não me arrependi.


Primeiro ataque da Portuguesa contra o Madureira. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida no gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada no segundo pau em escanteio para o rubro-verde. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo mudou da água pro vinho. Foram 45 minutos eletrizantes e repletos de emoção. Logo antes do primeiro minuto, o Madureira quase ampliou em dois lances seguidos. O primeiro salvo em cima da linha e o segundo em chute por cima que passou muito perto do gol defendido por Tom. Aos dez, os paulistas empataram com Hugo completando cruzamento da direita.

Ligada no 220, a Portuguesa quase virou com Guilherme Queiroz chutando de fora da área. Ele mesmo teve outra grande oportunidade aos 22 minutos, mas o goleiro Márcio impediu. Como os donos da casa não conseguiram vencer o arqueiro do tricolor suburbano, a própria zaga resolveu dar uma ajuda no minuto seguinte. Numa falta pela esquerda, Victor Bolt levantou e Magno, na tentativa de cortar, colocou dentro das próprias redes. 

A torcida ainda comemorava o gol quando o Madureira novamente deixou tudo igual aos 27 minutos na belíssima cobrança de falta de Leandro. Mas os atletas locais estavam tão concentrados que isso não os abateu. Aos 32 Mílton Júnior recebeu na entrada na área e acertou um chutaço no canto direito de Márcio, colocando o rubro-verde de novo na frente.

O Madureira se lançou todo ao ataque para tentar o novo empate, mas vacilou e deixou o setor defensivo desprotegido. Num contra-ataque sensacional aos 36 minutos, Guilherme Queiroz recebeu passe em profundidade, invadiu a área e tocou na saída do arqueiro visitante. Finalmente a torcida pôde comemorar à vontade.


Hugo saindo para comemorar o primeiro gol da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.


Torcida atenta em mais um ataque lusitano. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que Magno virou o jogo a favor da Lusa. Foto: Fernando Martinez.


Leandro cobrou falta com maestria e fez o segundo dos cariocas. Foto: Fernando Martinez.


Guilherme Queiroz um segundo antes de fechar a goleada lusitana no Canindé. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Portuguesa 4-2 Madureira fez o time rubro-verde terminar uma rodada dentro da zona de classificação para a próxima fase da Série C. O time tem os mesmos 18 pontos do Juventude, mas fica em quarto lugar por ter mais vitórias. O Madureira está em oitavo com dez, quatro acima de Guaratinguetá e Caxias.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Mais uma vitória do São Caetano na Série D, agora contra o Metropolitano


Nada melhor do que uma sessão de futebol para tentar tirar da mente tudo que perdi na histórica manhã de domingo na cidade de Mauá. Sem querer saber ou falar sobre o que aconteceu na derradeira rodada da última divisão paulista, fui para o ABC no final da tarde do domingo para mais uma apresentação do líder São Caetano no Campeonato Brasileiro da Série D. Pela primeira rodada do returno do Grupo A8, o Azulão recebeu o Metropolitano de Blumenau.

O time paulista fechou o primeiro turno com três vitórias e apenas uma derrota. Jogando em casa a ideia clara era aproveitar a fase ruim do onze catarinense e somar mais três pontinhos em busca de um lugar nas oitavas-de-final da competição. No jogo entre os dois realizado no dia três de agosto em Florianópolis, vitória paulista por 3x2.



São Caetano posado de forma diferente para homenagear o eterno Osmar Santos e o Metropolitano, esse sim do jeito certo, antes do jogo do domingo. Fotos: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o árbitro maranhense Ranilton Oliveira de Sousa, os assistentes paulistas Alex Alexandrino e Daniel Luis Marques e o quarto árbitro também paulista Leandro Bizzio Marinho. Foto: Fernando Martinez.

Vindo de duas goleadas - 5x0 contra o Lajeadense e 4x0 contra o Foz do Iguaçu - jogando como mandante, o Azulão sofreu um pouquinho mais para manter os 100% de aproveitamento no Estádio Anacleto Campanella. Os blumenauenses conseguiram equilibrar as ações durante os primeiros 30 minutos e ainda criaram a primeira boa chance de gol, aos oito, com participação de todo o setor ofensivo da equipe.

Depois desse período o Azulão que conhecemos reapareceu e ficou em vantagem em duas grandes jogadas. Aos 33 Róbson fez um cruzamento primoroso na cabeça de Jô e ele colocou a pelota no canto direito do arqueiro Rafael Cordova. No minuto seguinte os dois atletas trocaram de papel. Jô tocou em profundidade e Róbson driblou um zagueiro antes de tocar com muita classe pro fundo das redes. Golaço. Os times foram para os vestiários com a vantagem local por 2x0.


Zaga do Metropolitano jogando a bola longe do campo de defesa. Foto: Fernando Martinez.


Róbson em mais um bom ataque do Azulão. Foto: Fernando Martinez.



O São Caetano chegou várias vezes com perigo, a maior parte delas pela esquerda. Fotos: Fernando Martinez.


Zagueiro blumenauense cortando cruzamento na área. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo os donos da casa deram uma leve rateada e o Metropolitano diminuiu o placar aos 12 minutos com o gol de cabeça de Alexandre Carvalho. A esperada pressão catarinense não aconteceu e os paulistas continuaram se apresentando melhor. Jô quase fez o terceiro aos 19 minutos, mas ele conseguiu marcar novamente apenas aos 26 em chute cruzado que contou com uma providencial ajudinha do goleiro do Crocodilo.

Ao final dos 90 minutos, o placar de São Caetano 3-1 Metropolitano e o empate entre Foz e Lajeadense colocou o Azulão na liderança isolada do Grupo A8 após seis rodadas. Com mais esses três gols, o clube soma quinze e tem disparado o melhor ataque da atual edição do Série D. O onze catarinense é o lanterna da chave.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


No começo do tempo final, o Metropolitano tentou fazer o abafa. Aqui, a zaga local corta escanteio na área. Foto: Fernando Martinez.


Início de ataque visitante. Foto: Fernando Martinez.


Outra ofensiva do São Caetano. Foto: Fernando Martinez.

O domingo acabou, mas o futebol voltou à pauta logo na segunda-feira por conta de uma peleja desgarrada marcada para o sensacional horário das 20h30 (cortesia da televisão). É, foi mais uma partida de campeonato nacional na pauta do Blog do Fernando do JP.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Nacional continua com 100% de aproveitamento na Copa Paulista


Desde que acompanhei a final da Copa Paulista em 2013 - um 0x0 entre São Bernardo FC contra o ainda paulistano Audax - passei exatamente 630 dias e uma temporada inteira sem assistir um jogo sequer dessa competição. O meu jejum pessoal acabou no último sábado com o confronto entre Nacional e Grêmio Osasco Audax no Estádio Nicolau Alayon, valendo pelo Grupo 4.

Vários fatores me deixaram longe das coberturas do torneio, um deles a enorme falta de apelo do mesmo. Enquanto a FPF premiava o campeão com uma vaga na última divisão do Brasileiro tudo bem, mas quando isso deixou de existir a outrora animada copa estadual perdeu quase todo seu apelo. Dei uma desencanada forte e confesso que só voltei a acompanhar agora por causa da participação do querido time ferroviário após sete anos de ausência.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Grêmio E Osasco Audax - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.

Para a alegria da coletividade nacionalina, o NAC é o maior destaque do certame por conta de suas três vitórias seguidas, duas delas fora de casa. Esse é o melhor início do clube da Barra Funda num campeonato profissional desde a Copa Estado de São Paulo de 2002. Jogar contra o onze osasquense, vice-líder da chave e ainda invicto, era a verdadeira prova de fogo (alô Wanderléa) para a equipe.

E o bom público que foi á Comendador Souza viu mais uma grande apresentação dos donos da casa, talvez a melhor até aqui. O Audax até tentou impor uma pressão nos minutos iniciais, só que a boa atuação da zaga local neutralizou todas as investidas osasquenses.

Já o ataque do Nacional foi responsável por várias chances de gol contra o gol defendido por Sidão. As oito minutos Piraju marcou o primeiro chutando da pequena área depois de receber passe de cabeça. O 1x0 deu mais tranquilidade para os locais, que atuaram esbanjando categoria, enchendo de esperança a sua torcida.

O marcador foi ampliado aos 42 minutos depois de uma bela jogada pela esquerda. Gindre avançou e tocou para o meio da área. O camisa 10 Emerson apareceu livre na marca da cal e chutou forte para fazer o segundo. No intervalo o marcador mostrava uma boa vantagem por 2x0.



Piraju chutando para abrir o marcador no Nicolau Alayon e depois comemorando seu terceiro gol na Copa Paulista. Fotos: Fernando Martinez.


O setor defensivo do Audax sofreu com o ataque nacionalino. Foto: Fernando Martinez.


Ataque local pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Jogada de Gindre que original o segundo gol dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o domínio nacionalino foi ainda maior. Aos sete minutos o time teve um pênalti marcado a seu favor - vale o registro: quem marcou não foi o árbitro ou o assistente, e sim o quarto árbitro - e a chance de praticamente definir o jogo. Mas o goleiro Sidão foi bem e defendeu a cobrança de Piraju.

O lance não abateu o escrete ferroviário, que continuou muito melhor. Sem sustos, Caju fez o terceiro aos 25 minutos completando de cabeça cruzamento da esquerda. Aos 33 o Audax quase fez o gol de honra num chutaço que bateu na trave. Foi a única vez que o Nacional passou perigo.


Sidão se esticando todo em cobrança de falta para o Nacional. Foto: Fernando Martinez.


O arqueiro osasquense defendeu o pênalti de Piraju aos oito do tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada na área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Lance do terceiro gol local, marcado por Caju. Digamos que o zagueiro do Audax ficou um tanto quanto desolado por conta do lance. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Nacional 3-0 Grêmio Osasco Audax confirmou a ótima fase do time da Barra Funda. Agora com doze pontos, a agremiação é mais líder do que nunca do Grupo 4 ao final do primeiro turno. Somente uma catástrofe tira a vaga do Naça na segunda fase da competição. O Audax ainda é segundo com os mesmos sete pontos.

Depois do jogo voltei para casa ainda amassado por conta de um torcicolo que me deixou fora de combate nos dias anteriores. Isso acabou me deixando miseravelmente fora da rodada matutina do domingo. Voltei aos campos com a última divisão nacional no ABC Paulista.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Barcelona Capela termina a temporada sem vencer no Nicolau Alayon


Dando uma pequena pausa na tristeza do final de semana, no domingo cedo fechei com sucesso a segunda e última missão pessoal que programei para a primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão: assistir todos os jogos do genial Barcelona Capela como mandante na competição. O cronograma que começou no dia 20 de abril terminou com o duelo do Elefante contra o Elosport de Capão Bonito.


Barcelona ECL - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Elosport CB - Capão Bonito/SP. Foto: Fernando Martinez.


Kleber Canto dos Santos, Anderson Jose Coelho, Patrick André Bardauil e Danilo da Silva junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

O time começou o campeonato relativamente bem, vencendo dois de seus três primeiros compromissos, mas depois somou apenas dois pontos nos treze jogos seguintes, com direito a uma sequência assombrosa de dez derrotas consecutivas (!). Além disso, os paulistanos somavam até então quinze jogos sem vencer com o mando de campo (a última vitória foi em 2007, um 2x0 contra o Pão de Açúcar). A chance derradeira para tirar a zica jogando no Estádio Nicolau Alayon era essa.

É, mas a jornada não seria nada fácil, pois o simpático time de Capão Bonito vem fazendo um ótimo papel no Grupo 2. A equipe disputa uma vaga na segunda fase cabeça a cabeça com Inter de Bebedouro, São Carlos, CA Lemense e Olé Brasil. Para terem uma ideia, o time já venceu mais jogos nessa temporada do que nas últimas quatro somadas (oito em 2015 e sete de 2011 a 2014). Surpresa é o que pode melhor definir a performance do Elo.

Jogando todo de branco, o grupo comandado pelo eterno Luís Carlos Vilela foi a campo precisando vencer para continuar pensando na classificação. E como aconteceu nos oito jogos realizados na casa nacionalina, o Barcelona, mesmo mostrando aquela costumeira raça e muita força de vontade, não foi um sparring à altura.

A equipe capão-bonitense jogou bem e chegou com facilidade dentro da área local. Aos 28 minutos o amplo domínio foi premiado com o gol de Rai. Ele recebeu bom passe na entrada da área e tocou tranquilamente na saída do goleiro local. O primeiro tempo acabou com a vantagem parcial mínima a favor dos visitantes.


Defensor do Elosport dominando a pelota. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme do setor defensivo visitante em ataque local. Foto: Fernando Martinez.


Investida pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Zaga paulistana estourando a bola. Foto: Fernando Martinez.


Chute sem direção no ataque do Elosport. Foto: Fernando Martinez.

No segundo o panorama foi o mesmo, mas a partida caiu de ritmo por conta do fortíssimo calor nesse inverno fake que estamos vivendo. O Barcelona não chegou perto da área visitante e o Elo ampliou o marcador aos 33 minutos numa cabeçada certeira de Reginaldo, veterano atacante que já rodou por vários clubes do interior e que estava no saudoso time do Garça vice-campeão da A3 em 2000.

O placar final de Barcelona 0-2 Elosport manteve o sonho da vaga na segunda fase ainda vivo para o onze de Capão Bonito. O time agora soma 31 pontos, mesma pontuação de Lemense, Olé Brasil e São Carlos, e um a menos do que a Inter de Bebedouro. Na última rodada o Galo do Sul recebe o eliminado Desportivo Brasil precisando vencer e torcer que dois dos quatro concorrentes não vençam suas partidas.


Zaga do Barcelona interrompendo ataque visitante. Foto: Fernando Martinez.


Reginaldo marcando de cabeça o segundo do time de Capão Bonito. Foto: Fernando Martinez.


Boa chance de gol desperdiçada pelo Elo. Foto: Fernando Martinez.


Árbitro encerrando a última apresentação do Barcelona como mandante na Segundona 2015. Foto: Fernando Martinez.

Para o time paulistano, que fecha o seu segundo campeonato profissional seguido sem vencer em casa, o que valeu mesmo, muito mais do que a campanha em si, foi a volta aos gramados. O clube se despedirá da Segundona visitando o Lemense no próximo domingo. Fica a esperança de que em 2016 o clube possa continuar sua jornada com um planejamento mais ajeitado. Torcida é o que não falta!

Até a próxima!

Fernando