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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Blitzkrieg bragantina e nova derrota lusitana na Série B

Opa,

As coisas estão feias pelos lados do Canindé. Depois do papelão da queda para o Campeonato Brasileiro da Série B, a Portuguesa está fazendo uma força danada para ser rebaixada novamente em 2014. Rodada passada, na sessão "embalos de sábado à noite", o time recebeu o Bragantino, equipe que não via ao vivo no profissional desde 2007 (!).


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Depois da parada para a Copa do Mundo a Lusa não venceu mais em casa, empatando três jogos e perdendo outros dois. Jogar contra uma equipe que fazia companhia na zona de rebaixamento parecia ser o melhor para a Portuguesa voltar a vencer.

Junto com o amigo Paulo "Shrek" e sua namorada Cíntia fui até a casa rubro-verde para ver de perto essa tentativa de reconciliação dos jogadores com os três pontos. Pena que em menos de dez minutos jogados qualquer boa vontade da torcida foi pro ralo com a blitzkrieg do Bragantino.


Meio sem querer, e se aproveitando de vacilo do setor defensivo lusitano, Robertinho abriu o marcador nesse lance. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos jogadores do Massa Bruta. Foto: Fernando Martinez.

Robertinho fez o primeiro aos 4 e Tobi fez o segundo aos 9, os dois tentos, claro, com a preciosa colaboração da maternal zaga da Portuguesa. O clima azedou, o baixo astral chegou e as vaias passaram a fazer parte do cenário. Até o fim da primeira etapa, nada mais aconteceu.


Confusão na área portuguesa no lance do segundo gol visitante. Foto: Fernando Martinez.


A Lusa até chegou a diminuir nesse lance, mas o tento foi anulado pela arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo a Portuguesa até que melhorou e encurralou o Braga no seu campo de defesa. No sexto minuto Gabriel Xavier diminuiu e devolveu parcialmente a esperança para o sofrido coração dos rubro-verdes. O ânimo estava renovado, mas com um time de baixa qualidade técnica, a reação parou por ali mesmo.


Falta para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


Atleta do Braga desfilando com a pelota no gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

O time interiorano foi levando a peleja em banho-maria até fechar o marcador aos 36 minutos com o gol de César. No fim, o placar de Portuguesa 1-3 Bragantino afundou ainda mais os paulistanos e afastou os alvinegros do Z4. Por enquanto não dá para ter muita esperança de salvação.

Voltei para casa para uma noite de cinema por toda a madrugada e no domingo resolvi ficar de boa em casa para um sagrado descanso. Futebol de novo somente na terça-feira, com outro capítulo lusitano na Série B, agora com novo comandante.

Até lá!

Fernando

Triunfo surpreendente da Locomotiva no Nicolau Alayon

Fala, pessoal!

Nesse final de semana que passou começou o returno da terceira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Após golear o Grêmio Mauaense jogando fora de casa, o Nacional recebeu a Locomotiva em busca de mais um triunfo nas disputas do Grupo 16.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


GE Mauaense - Mauá/SP. Foto: Fernando Martinez.

Na última vez que as duas equipes jogaram no Estádio Nicolau Alayon, em 2011, o time visitante venceu por 4x3. Esse foi o oitavo jogo ali válido em estaduais e o equilíbrio é total com três vitórias do NAC, dois empates e dois triunfos do time de Mauá. Para esse novo capítulo, o Naça não podia nem pensar em perder pontos.


Capitães dos times junto ao quarteto de arbitragem escalado com o árbitro Marcelo Prieto Alfieri, os assistentes Carlos Augusto Nogueira Junior e Alexandre Basilio Vasconcellos e o quarto árbitro Roberto Pinelli. Foto: Fernando Martinez.

Antes de falar do jogo vale fazer um capítulo "Ibrahim Sued" por aqui por conta do alto quórum de amigos que foi até a Comendador Souza. Direto da Caixinha do Facebook mais animada do país, a dupla Renato e Sérgio bateu voltou aos gramados depois de muito tempo, o sempre presente Ricardo Espina e o dono de pet-shop Cosme. Além deles, o magnânimo seu Natal, Rodrigo Colucci, Pucci e o Luiz, como sempre apoiando o Mauaense.

E o amigo da torcida visitante ficou sem fôlego de tanta emoção acompanhando a atuação da sua equipe. O Grêmio jogou certinho e, se aproveitando da completa inoperância nacionalina, conseguiu voltar a ter chances de classificação para a quarta fase do certame.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Pior que nos cinco primeiros minutos até que o time da casa foi bem, mas isso se dissipou rapidinho. O ataque não existia sem a presença de Sócrates, artilheiro do campeonato com 16 gols e colocado na reserva por problemas internos. Qualquer um pode questionar o que quiser sobre o atleta, mas sem ele o setor ofensivo do time perde quase toda seu poderio.


Fabrício, camisa 7 do Mauaense, saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Chegada nacionalina pela direita. Foto: Fernando Martinez.

O Mauaense acabou abrindo o placar ainda no primeiro tempo contando com uma raríssima falha do goleiro Carlão. Após cruzamento da direita, ele saiu mal do gol e a pelota sobrou livre para Janderson colocar os visitantes em vantagem aos 37 minutos.


Hora da careta no Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.


Bola aérea no setor ofensivo do onze ferroviário. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o panorama foi o mesmo e os locais continuaram muito, mas muito mal. Apostando nos contra-ataques a Locomotiva fez o segundo aos 15 minutos através do camisa 11 Jorge, que recebeu passe longo e tocou na saída de Carlão.


Bola pipocando na área da Locomotiva. Foto: Fernando Martinez.


Outra jogada pela lateral. Foto: Fernando Martinez.

Com 2x0 a favor, o Mauaense recuou e chamou o Nacional todo para seu campo. Nem assim os donos da casa foram bem. A tarde estava tão infeliz que o time poderia estar em campo até agora que o gol não sairia. Sem forças para reagir, a equipe perdeu a segunda em casa no certame.


Detalhe de Nacional x Mauaense, a segunda derrota do time paulistano em casa na Segundona. Foto: Fernando Martinez.

Fim de jogo: Nacional 0-2 Mauaense. Foi a primeira derrota do time paulistano que vi ao vivo após 24 pelejas (a última que vi havia sido o 1x2 para o USAC em maio de 2012). Além de ressuscitar a equipe de Mauá, o time se complicou na luta pela vaga e agora precisa vencer seus próximos dois compromissos caso queira ainda continuar lutando pelo acesso.

O pós-jogo na Comendador Souza demorou para acabar e por volta das 18 horas voltei ao Bom Retiro com a carona do seu Natal junto dos quase-irmãos Sérgio e Cosme para mais bate-papo numa padoca da região. Sem tempo de pensar direito após a boquinha, o surgimento repentino de Paulo "Shrek" me fez ir curtir os embalos de sábado à noite no Canindé.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ADECO começa o Brasileiro Feminino com goleada

Opa,

Semana passada começou o Campeonato Brasileiro Feminino 2014, a segunda edição do certame no novo milênio. E nada melhor do que começar as coberturas do JP com a estreia do atual campeão, o Centro Olímpico, jogando contra o estreante Avaí no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari.

Como aconteceu em 2013, a edição do Brasileirão das meninas tem 20 clubes divididos em quatro chaves de cinco times cada. Mas diferente do ano passado, dessa vez alguns dos clubes que fazem um trabalho contínuo na categoria foram preteridos em favor de times "tradicionais".

Graças a isso equipes como Rio Preto, Francana, Aliança/GO, ASCOOP/DF, Botafogo/PB e Tiradentes do Piauí ficaram de fora. Tudo bem que é legal ter nomes de peso para chamar um pouco a atenção da mídia (não chama mesmo assim, mas vamos fingir que acreditamos), mas é injusto a organização ter deixado de fora agremiações que fazem um trabalho sério.


ADECO (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Avaí SC (feminino) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.


Capitãs dos times e trio de arbitragem feminino para a partida com a árbitra Katiucia da Mota Lima e as assistentes Tatiane Sacilotti Camargo e Patricia Carla de Oliveira. Foto: Fernando Martinez.

Enfim, no final nem dá pra reclamar tanto pois pelo menos a Caixa bancou de novo a realização da competição, algo absolutamente necessário no triste mar de desinteresse em relação à categoria. Voltando a falar das equipes, Centro Olímpico e Avaí fazem parte do Grupo 1 junto com Portuguesa, Chapecoense e Botafogo/RJ. As duas melhores classificadas da chave vão para a segunda fase.



Fazemos questão de destacar a homenagem que a diretoria juventina fez aos saudosos amigos Sérgio e Alfredo, agraciados com duas placas no setor das arquibancadas que mais estavam acostumados a acompanhar as partidas. Uma atitude sensacional do CAJ. Fotos: Fernando Martinez.

Mesmo com o desfalque de várias atletas cedidas para a seleção brasileira que está jogando a Copa América, o favoritismo era amplo para o ADECO. No feminino a diferença técnica ainda conta demais e o esforçado time do Avaí não foi páreo para as locais.


Ataque local no começo da peleja. Foto: Fernando Martinez.


Ketlen cruzando dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

O escrete paulistano jogou fácil e criou um sem número de chances espalhadas pelos 90 minutos de partida. As atacantes da equipe não contavam com a brilhante atuação da arqueira visitante Emanoella. Ela fez seis ou sete defesas sensacionais e impediu que o placar alcançasse dois dígitos.


Boa chegada de Luana. Foto: Fernando Martinez.


Investida do ADECO pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Ketlen comemorando o quarto gol do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez.

Ainda no tempo inicial Fernanda abriu o marcador aos 16 minutos e Luana ampliou em penalidade máxima aos 20. Na etapa final Gabriela marcou o terceiro aos 18, Ketlen o quarto aos 36 e novamente Gabriela fez aos 46 minutos, fechando a goleada.


Mais um ataque da atacante paulistana. Foto: Fernando Martinez.


Rara presença do Avaí no campo de ataque. Foto: Fernando Martinez.

O placar final da peleja na Rua Javari ficou em Centro Olímpico 5-0 Avaí, numa ótima estreia para as atuais campeãs. Na segunda rodada da chave as catarinenses recebem o Botafogo e o ADECO descansa. O time volta a campo apenas no dia 24 jogando contra o Fogão no Rio.

Até a próxima!

Fernando

domingo, 14 de setembro de 2014

JP na Copa (parte 16): Vitória inútil na despedida de CR7

Salve amigos!

Meus três últimos jogos da Copa do Mundo foram no Estádio Nacional em Brasília. O primeiro da série final foi também o último da primeira fase, envolvendo Portugal e Gana, confronto válido pela terceira rodada do Grupo G.

Saí de Salvador cedinho, peguei um táxi até a rodoviária, pra deixar minha tralha, e segui de metrô até a estação central, no Plano Piloto, de onde descobri que diversos ônibus conduziam torcedores, gratuitamente, ao Mané Garrincha.


Visão da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com o Congresso ao centro a a Catedral à direita. Foto: Estevan Azevedo.

Lá chegando, encontrei os amigos Raul Martins Dias e Luiz Folego com uma galera da Costa Rica. Acabei vendendo um ingresso que estava sobrando para a simpática Alejandra, torcedora fanática da Liga Alajuelense, que se maravilhou com o agasalho do time que eu levei comigo, presente de meu primo Santiago Robles, o Foca.


Raul, o grande anfitrião em terras candangas, e Folego, o amigo torcedor do Mauaense. Foto: Transeunte.


A amiga Alejandra e o agasalho da Liga. Foto: Torcedor.

O ingresso foi adquirido na primeira oferta de ingressos, no meio do ano passado. Vibrei muito após o sorteio, pois esperava que eu fosse acompanhar a disputa direta pelo segundo posto do grupo da Alemanha.



Equipes perfiladas antes do início da partida, e o melhor do mundo posando para as lentes do JP. Fotos: Estevan Azevedo.

Como todos sabem, Portugal abriu o bico contra a Alemanha e tropeçou nos Estados Unidos. Gana foi mal contra os americanos e jogou como nunca contra a Alemanha. Como isso não foi suficiente diante daquela que seria a campeã, a partida valia quase nada.

Na verdade, o empate mataria as duas seleções abraçadas. Ambas precisavam vencer e torcer contra o empate do duelo entre Alemanha e Estados Unidos. Portugal ainda tinha contra si um saldo de quatro gols negativos. Mas com Cristiano Ronaldo a seu favor.


Na foto, 20 dos 22 jogadores em campo. Foto: Estevan Azevedo.

E foi CR7, logo aos 5 minutos, quem fez a primeira grande jogada: o craque desceu pela direita e mandou a bola pra área; não deu pra saber se a intenção era cruzar, mas ela explodiu no travessão, assustando a defesa africana e agitando os 67540 torcedores presentes.


Ataque de Gana na primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 11 minutos Cristiano Ronaldo cobrou falta com perigo, e Dauda espalmou para escanteio. Aos 18 minutos, o terceiro gol perdido por CR7, após receber de João Pereira e cabecear em cima do arqueiro Dauda. No minuto seguinte Gyan recebeu um balão do campo de defesa e bateu nas pernas do goleiro Beto, na primeira boa chance africana na partida.


No primeiro lance de perigo, Dauda espalma par escanteio. Foto: Estevan Azevedo.

Apesar das 3 chances claras do melhor do mundo, Gana conseguia equilibrar a partida exercendo boa marcação. Mas foi mesmo português o primeiro gol, aos 30 minutos: John Boye tentou cortar cruzamento de Miguel Veloso da esquerda e mandou, de coxa, pras próprias redes, matando Dauda no lance.

No minuto seguinte, CR7 desloca dois defensores e bate para boa defesa de Dauda. Aos 33, Nani recebeu na direita e rolou para Amorim que, sozinho, finalizou à direita do gol, perdendo mais uma chance de ampliar.


Goleiro Beto observa mais uma bola alçada em sua área. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 39 Gana teve boa chance de empatar, com Atsu tirando João Pereira e batendo com perigo à esquerda de Beto. O primeiro tempo termina com a vantagem mínima para os europeus, o que de nada adiantava, em razão do empate sem gols em Recife, entre Alemanha e Estados Unidos.


Atsu (7) e Waris (11) recebem combate de William (6) e João Pereira (21). Foto: Estevan Azevedo.

O empate em Recife era o que os dois times não queriam, e o resultado em Brasília também não estava servindo para ninguém. Era grande a expectativa de um bom segundo tempo, e a primeira chance foi africana. O time ganês trocou uma boa sequência de passes, e a bola sobrou para o craque Gyan, bater de fora da área. A bola passou raspando à direita de Beto.


João Moutinho (8) pede a marcação e uma falta. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 9 minutos, veio a notícia do gol de Müller em Recife. Portugal precisava de mais três gols, e Gana precisava virar o placar. E aos 11 minutos o jogo ficou bom para Gana, que conseguiu o empate: Asamoah cruzou da esquerda e Gyan cabeceou para baixo, matando o arqueiro Beto. O gol foi um balde de água fria nos portugueses, que dependiam de mais gols seus, e da Alemanha, para avançar. Gana, por sua vez, precisava de mais um gol, apenas.


Defesa portuguesa corre pra se salvar desse rebote perigoso. Foto: Estevan Azevedo.

Aos 14 minutos, Gyan cruzou para Warris que, de cabeça, quase marcou o gol da virada. A torcida já era ganesa, uma vez que Portugal brigava apenas por uma despedida honrosa. O jogo seguiu com boas opções para ambos os lados, mas foi Portugal quem acabou empatando, com Cristiano Ronaldo se aproveitando de falha do arqueiro Dauda, que espalmou a bola em seus pés, após um bate-rebate na área.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.

O gol incendiou a partida, e Gana respondeu com perigo, em tentativa de Mubarak. Logo depois, Cristiano tabelou com um companheiro na área ganesa, e bateu para boa defesa de Dauda. Aquele seria mesmo seu único tento na Copa. Aos 38 Varela recebeu de Nani e chutou nas mãos de Dauda. Já nos acréscimos, Cristiano Ronaldo perdeu outras duas chances de ampliar o marcador, mas ficou nisso.


Falta para Gana no final da partida. Foto: Estevan Azevedo.


Após o apito final, o telão registrou o choro de Cristiano Ronaldo: o melhor do mundo estava fora do Mundial. Foto: Estevan Azevedo.

Fim de jogo, Portugal 2x1 Gana, resultado que sacramentou a despedida melancólica de uma das seleções mais cotadas a surpreender nessa Copa. Mas um craque excepcional é muito pouco nesse esporte coletivo, onde onze são os atletas titulares.

De Brasília segui para Goiânia, onde passei um final de semana em grande estilo, aguardando o início do mata-mata. Mas isso é tema do próximo post.

Até lá.

Estevan Azevedo

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

JP na Copa (parte 15): Jogo "perdido" e vitória bósnia em Salvador

Fala, pessoal!

Desde que o Brasil foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo de 2014, nós começamos a imaginar alguns confrontos surreais nos quais a nossa presença seria obrigatória. Sonhamos com vários duelos envolvendo seleções "perdidas", e por sorte um deles acabou se confirmando: o genial Bósnia x Irã.

Quando a tabela do Mundial foi definida e esse jogo foi sorteado, ficou claro que teria que armar um esquema ninja para marcar presença nesse momento sensacional, ainda mais porque a peleja seria disputada em Salvador, cidade que não pretendia visitar durante a competição por conta dos altos preços de passagens. Procurei muito, consegui valores razoáveis e então armei direitinho todo o cronograma para estar na capital baiana no dia 25 de junho.


Se a Copa do Mundo teve um jogo "perdido", esse foi o vencedor: Bósnia x Irã em Salvador. Foto: Fernando Martinez.

Após a bizarra noite/madrugada em Belo Horizonte de terça para quarta-feira, embarquei no meu voo para Salvador às seis da matina. A maior parte da viagem foi tranquila, mas já no procedimento de pouso começou um dilúvio e a aterrissagem foi com o botão "emoção" ligado a todo vapor.

Já em terra firme esperei a chegada do Estevan, que estava em Fortaleza para Grécia x Costa do Marfim no dia anterior, para começar a maratona social e esportiva na cidade. Antes das oito da matina já estava na companhia do companheiro de JP e também de sua amiga Gabriela, nossa "guia" em Salvador.

Passamos uma manhã em Itapuã e dali pegamos um coletivo que levava até a Estação Lapa do recém-inaugurado metrô local. Tínhamos a informação que bastava ter o ingresso do jogo na mão que faríamos uma viagem gratuita até a porta da belíssima Arena Fonte Nova. Quando chegamos vimos que não era bem assim, e a única forma de chegar no palco futebolístico seria a pé. Surreal.

Indo a passo de tartaruga para evitar a fadiga, no meio do caminho recomeçou a abençoada chuva, a única que vi durante todos meus treze jogos na Copa. Cerca de 45 minutos depois chegamos finalmente no estádio. Dessa vez rolou uma fila gigante para a revista de quem estava de mochila e demorou muito para conseguirmos finalmente ir para nossos lugares.


Fachada da belíssima Arena Fonte Nova. Foto: Fernando Martinez.

Como todo mundo sabia que a peleja não teria lotação completa, dessa vez não fui para o meu lugar marcado. Tive o cuidado de ver qual cadeira do melhor setor estaria sem dono e contando a distante ajuda do Luiz, fiquei exatamente no meio de campo, no ângulo da televisão. Aproveitando a deixa e os vários lugares vazios, a dupla Estevan e Gabriela também ficou por ali.

Vale destacar que a Arena Fonte Nova foi o segundo estádio mais bonito entre os seis que visitei no Mundial, atrás apenas de Brasília. A colossal construção foi inaugurada em 2013 e da Fonte antiga ficou apenas o "buraco" para o Dique do Tororó (ocupado por arquibancadas temporárias apenas para a Copa), um detalhe único no país.

Bom, finalmente pouco antes das 13 horas as geniais seleções da Bósnia-Herzegovina e do Irã entraram em campo para a última rodada do Grupo F. Os europeus já estavam eliminados por conta das duas derrotas consecutivas para Argentina e Nigéria, essa num jogo em que a arbitragem influenciou diretamente no resultado final.


Times perfilados para a execução dos hinos nacionais. Foto: Fernando Martinez.

Já o Irã havia empatado sem gols com os africanos e perdido pela contagem mínima para os portenhos. Uma vitória por dois gols de diferença combinada com derrota nigeriana daria a segunda vaga da chave para os iranianos, algo inédito em Mundiais.



Pegamos carona nas fotos oficiais e também fizemos nossos registros da Bósnia e do Irã posados antes da peleja. Fotos: Estevan Azevedo e Fernando Martinez.

Vale destacar que vi meu último time "novo" nessa peleja. A seleção estreante em Copas foi a 11ª que vi ao vivo, e no fim minha Lista agora conta com 24 das 32 participantes. Não chego perto da performance do Estevan - 30 de 32 - mas para quem imaginava que não veria nada no Mundial está mais do que suficiente.


A zaga do Irã trabalhou muito durante os 90 minutos, aqui cortando cruzamento na área. Foto: Fernando Martinez.

Um belo e inesperado público - 48.011 pagantes - viu um jogo muito bom e amplamente dominado pelos bósnios. A empolgada torcida iraniana que sonhava com a classificação viu que a parada seria muito mais complicada do que esperavam logo no primeiro minuto. Mostrando um futebol bastante ofensivo, Dzeko, meia do Manchester City, colocou sua seleção em vantagem ao acertar um belo chute de esquerda aos 23.




Ataque iraniano pela direita. Foto: Fernando Martinez.



Boa saída de Begovic, arqueiro da Bósnia. Foto: Fernando Martinez.

Minutos depois o Irã quase chegou ao empate num raro ataque. Masoud chutou forte mas a pelota bateu caprichosamente no travessão. Quando o intervalo chegou tivemos uma enorme surpresa ao encontrarmos do nada o Victor Minhoto, antigo colaborador do JP em Minas Gerais e integrante da equipe original do blog. Se já é incomum encontrar alguém do nada no dia-a-dia, imagina na Copa.


A maior chance do Irã no primeiro tempo foi no chute de Masoud que encontrou a trave. Foto: Fernando Martinez.

Já contando com a presença do amigo ao nosso lado vimos um segundo tempo ainda melhor debaixo da forte chuva que chegou de forma definitiva. O Irã se lançou ao ataque e deixou o seu setor defensivo todo desguarnecido. Pjanic se aproveitou disso e fez o segundo aos 14 minutos.


Besic, camisa 7 da Bósnia, dominando a pelota. Foto: Fernando Martinez.


Kolasinac atacando com perigo pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Com a fatura praticamente liquidada a favor dos europeus, a torcida agora era toda para o Irã fazer pelo menos um golzinho já que naquele momento, a seleção era a única que ainda não havia balançado as redes na Copa. Para felicidade geral, Reza fez a festa da galera aos 37 minutos e diminuiu.


Visão geral da Arena Fonte Nova recebendo um bom público para Bósnia x Irã. Foto: Fernando Martinez.

A festa iraniana durou pouco, pois na saída de bola a Bósnia definiu a peleja com o gol de Vrsajevic. Ele avançou pela direita e chutou cruzado na saída do arqueiro Haghighi. Na despedida do seu Mundial de estreia, os bósnios conseguiram marcar seus primeiros pontos.


Tentativa frustrada do Irã fazer o segundo gol. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar de Bósnia 3-1 Irã acabou classificando a Nigéria para a segunda fase mesmo perdendo para a Argentina por 3x2. Os africanos acabaram sendo eliminados nas oitavas após serem derrotados pela França, em jogo que também teve cobertura do JP.


Imagem emblemática do goleiro iraniano Haghighi lamentando a eliminação de sua seleção do Mundial. Foto: Fernando Martinez.


JP em peso marcando presença em mais uma partida da Copa do Mundo. Foto: Gabriela.

Ficamos um bom tempo conhecendo as instalações da Arena Fonte Nova antes de deixarmos as dependências do estádio. Enquanto o Victor voltou para o aeroporto, nós não tínhamos pressa nenhuma - deixaríamos a cidade apenas na madrugada - e então fomos perambular pela cidade. Primeiro andamos mais de dois quilômetros via Dique do Tororó até alcançarmos uma via que não estivesse interditada. Só depois dessa caminhada conseguimos um busão para nos levar até a Barra.


Outra visão da Arena Fonte Nova, agora junto ao Dique do Tororó. Foto: Fernando Martinez.

Já no bonito bairro procuramos bastante e conseguimos encontrar um bom restaurante (vazio) na orla. Matamos nossa fome com estilo assistindo França x Equador e curtindo o belíssimo entardecer local. Para fazer a digestão, fomos ver o ambiente da Fan Fest, a única que visitei durante o certame.


Um entardecer digno para encerrar o meu alucinante cronograma de viagens montadas na primeira fase da Copa do Mundo. Foto: Fernando Martinez.

O Farol da Barra foi escolhido para sediar a festa da FIFA e ali passei as últimas horas da minha quarta e última série de viagens feitas durante doze dias. Fechar a programação de frente para o mar na agradável noite soteropolitana foi simplesmente sensacional.

Já no fim da noite uma abençoada carona nos levou até o aeroporto para que viajássemos para nossos novos destinos, de novo bem diferentes. Enquanto o amigo foi para Brasília curtir a peleja entre Portugal e Gana, eu voltei para São Paulo, palco da partida entre Bélgica x Coreia do Sul, no jogo da Copa com maior quórum de amigos e conhecidos presentes.

Até lá!

Fernando