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domingo, 19 de outubro de 2014

Portuguesa perde mais uma na B, agora para a líder Ponte Preta

Fala, pessoal!

Fechando a semana de futebol, cravei meu sexto jogo seguido no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte no Campeonato Brasileiro da Série B. Cada vez mais próxima da terceirona, a Portuguesa recebeu nada menos do que a Ponte Preta, líder e sensação do certame. Foi o oitavo Lusa x Macaca que vi em todos os tempos.

No meu extenso rol de jogos vistos ao vivo, é muito raro ir para algum estádio com a certeza que o time "a" ou o time "b" vai vencer. Sem querer desmerecer a Lusa, na sexta eu tinha a absoluta certeza que a Macaca conquistaria os três pontos. Tudo bem, a chance de errar o palpite sempre existe, mas ela era tão pequena que nem dava pra ser levada em conta.

Tanta certeza tem fundamento. A Portuguesa atualmente tem seu pior time em todos os tempos, e as ridículas três vitórias nos 29 jogos disputados fazem a equipe ter um dos piores aproveitamentos da história da competição até hoje. Sem ganhar em casa desde antes da Copa - nove jogos com quatro empates e cinco derrotas - e sem vencer no segundo turno, o rebaixamento é certo, restando saber em qual rodada isso irá acontecer.

Por conta de todo esse cenário o clima no Canindé era extremamente tenso. A ficha da torcida caiu agora e as ameaças passaram a ser mais diretas a todos que jogaram a Portuguesa nesse lastimável lamaçal. Aliás, repito a pergunta já feita aqui: quando os responsáveis diretos pela queda do time serão punidos?

Já tinha tudo planejado para ir no jogo, só que a correria na sexta foi forte e quase que o cronograma vai por água abaixo. Cheguei no estádio no exato minuto em que o árbitro trilhou pela primeira vez seu apito no gramado rubro-verde. Quando vi os times, pensei que estava vendo um Cruzeiro x Vasco da Gama.


Cruzeiro x Vasco ou Portuguesa x Ponte Preta? Foto: Fernando Martinez.

A estreia da camisa que lembra do glorioso passado lusitano (o fardamento lembra as três fitas-azul conquistadas pelo clube) não adiantou nada. Como não há nada tão ruim que não possa piorar, a Lusa fez talvez seu pior jogo em casa no certame. A equipe não deu NENHUM chute no gol defendido por Roberto e não conseguiu apresentar absolutamente nada de positivo.


Goleiro se esticando todo para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe da peleja com o gramado ainda com marcação das jardas do futebol americano. Foto: Fernando Martinez.

A Ponte se contaminou com essa apatia lusitana e também nada fez no tempo inicial. No segundo o favoritismo entrou em campo e a equipe marcou três gols. O primeiro com Rafael Costa aos 8 minutos e o segundo e o terceiro através de Alexandro aos 38 e 45 minutos.


A Portuguesa não mostrou absolutamente nada de positivo contra a líder Ponte Preta. Foto: Fernando Martinez.


Festa no terceiro gol ponte-pretano. A torcida da Macaca fez bonito nas arquibancadas do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 0-3 Ponte Preta. Com o triunfo, o onze campineiro mantém a liderança da Série B com 57 pontos ganhos em 30 jogos disputados. O time tem chances enormes de voltar para a Série A um ano depois da queda. Já a Portuguesa... Quanta diferença.

Os outros resultados da rodada deixaram a equipe paulistana ainda mais afundada na lanterna do certame. Agora o time está 14 pontos atrás da primeira equipe fora da zona de rebaixamento (Oeste, com 35 pontos) e somente com um milagre absoluto dos céus e dos deuses do futebol que a salvação chegará. Na boa? O time já caiu, faltando apenas a confirmação matemática da tragédia. E mais uma para o rol de notícias ruins: o "salvador" Vágner Benazzi pegou seu boné e se mandou no sábado cedo.

Por conta da correria da semana, da incerteza das caronas prometidas e do fortíssimo e cretino calor que assola o estado de São Paulo passei o final de semana na maior moleza, apenas descansando. O futebol volta durante a semana com, se tudo der certo, Brasileiro Feminino e mais Série B.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Massacre santista pela Copa do Brasil no Pacaembu

Fala, pessoal!

A semana futebolística seguiu a mil e na quinta-feira tive a chance de ver mais um jogo da Copa do Brasil 2014. Quase, mas quase mesmo, desisti da jornada, mas no último minuto da prorrogação decidi ir ao Estádio Paulo Machado de Carvalho muito por conta do forte apelo saudosista do encontro entre Santos e Botafogo.

Clássico dos anos 60, a peleja já reuniu a nata do futebol tupiniquim e foi base de seleções brasileiras antológicas. Hoje a realidade é outra, principalmente pelo lado do time carioca. A equipe vem capengando na disputa do Brasileirão e somente com uma bênção muito forte dos deuses do futebol o time teria chance de passar para as quartas-de-final da Copa.

Dando aquela pesquisada básica nos meus alfarrábios, vi que o Peixe carregava uma longa escrita negativa enfrentando o Bota no Pacaembu, já que a última vitória santista ali em jogo válido por qualquer campeonato oficial aconteceu em 1963. Nos últimos 51 anos aconteceram nove jogos oficiais ali, com oito (!) empates e uma vitória botafoguense, justamente no último duelo em 2010.

É, só que em pouco menos de dez minutos de bola rolando já deu pra perceber claramente que esse tabu iria para o espaço com juros e correção monetária. O Santos não deu a menor chance para o moribundo time visitante e chegou aos 2x0 com a maior facilidade do mundo. Gabriel aos 5 e David Braz aos 9 complicaram ainda mais o Fogo.


O Santos começou com tudo e fez 2x0 antes dos dez minutos. Foto: Fernando Martinez.


Raro ataque do Botafogo. Foto: Fernando Martinez.

A boa atuação do time "da casa" animou demais os quase 15 mil santistas e deixou os botafoguenses acabrunhados. Uma virada igual a que aconteceu contra o Ceará era praticamente carta fora do baralho, e para fechar a fatura já no tempo inicial Lucas Lima fez uma jogada individual sensacional aos 37 e marcou 3x0.


Torcida santista tirando um sarro dos botafoguenses. Foto: Fernando Martinez.


Time paulista se preparando para se lançar ao ataque. Foto: Fernando Martinez.

Jogo definido. Classificação liquidada. A partir do terceiro o time da baixada diminuiu o ritmo e jogou só na boa. Mesmo assim a equipe ainda marcou mais duas vezes no tempo final. David Braz (de novo) e Geuvânio fecharam a goleada aos 17 e aos 23. Se o time tivesse forçado um pouco mais, uns 8x0 não seria exagero. A pergunta que ficou no ar: como que esse catado do Bota conseguiu ganhar do Corinthians?


Comemoração de mais um gol do Peixe. Foto: Fernando Martinez.


Placar final do massacre no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Santos 5-0 Botafogo/RJ quebrou o imenso tabu e também marcou a maior vitória santista contra o time carioca num jogo oficial jogando como mandante. Além disso, igualou a maior goleada da história do duelo em jogos oficiais. É pouco ou querem mais? Agora o alvinegro da Vila Belmiro luta pra uma vaga na final contra o Cruzeiro.

Saí do Pacaembu quase onze e meia da noite e demorei demais para chegar em casa por conta da longa espera pelo ônibus. Mesmo com uma madrugada ruim demais para dormir por conta do absurdo calor, na sexta teve mais uma rodada noturna em outro capítulo da contagem regressiva para o rebaixamento lusitano na Série B.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Festa adiada na Rua Comendador Souza

Fala, pessoal!

Quarta-feira aconteceu a penúltima rodada da quarta fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e o JP foi, de novo, ao Estádio Nicolau Alayon para ver de perto um jogo que poderia ser histórico. O Nacional, líder isolado do Grupo 19, recebeu o bom time do Primavera precisando vencer para subir e também se garantir na final do certame.

Apesar de todo mundo saber que a peleja não seria nada fácil, o clima de esperança estava fortíssimo no ar. Muitos dos amigos e conhecidos que batem cartão na Comendador Souza sabem que dificimente a equipe terá uma chance tão grande voltar para a A3 como essa.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Fernando Martinez.

O time ferroviário fez um campeonato magistral na primeira fase e mediano na duas fases seguintes. Na fase atual a equipe superou adversários dificílimos e, ainda sem perder, dependia de um "meio a zero" para subir de divisão após cinco anos. Só que o Primavera prometia jogar água no chopp ferroviário.


Capitães dos times junto com o trio de arbitragem da partida (o árbitro Marcelo Aparecido de Souza e os assistentes Alberto Poletto Masseira e João Edilson de Andrade). Foto: Fernando Martinez.

Mais de 300 pessoas (um ótimo público para os padrões nacionalinos) pagaram ingresso e viram um jogo tenso, nervoso e com aquele gostinho forte de decisão de divisão de acesso que gostamos tanto. O time de Indaiatuba começou a mil e, se aproveitando de certo nervosismo local, criou boas oportunidades.


Bruno Silva fazendo pressão na zaga do Primavera. Foto: Fernando Martinez.

O grito de gol da torcida do Fantasma ficou entalado na garganta por duas vezes mas a partir dos 20 minutos o Nacional colocou a cabeça no lugar e chegou perto demais de abrir o marcador. Mi conseguiu acertar um chute milimétrico na trave (a bola só não entrou por conta do gramado acidentado).


Disputa dura pela bola no campo de defesa do Fantasma. Foto: Fernando Martinez.


Grande defesa de Jeferson em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.

Bruno Silva também teve sua chance, mas o goleiro Jeferson saiu de forma corajosa e fez brilhante defesa. O arqueiro também fez grande defesa em cobrança de falta e levou a peleja em 0x0 para o intervalo. No tempo final era tudo ou nada, a o Naça foi melhor.


Mais um ataque local comandado pelo camisa 11. Foto: Fernando Martinez.


Jeferson brilhando novamente no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o time recuou demais e chamou o Primavera para seu campo. A sorte é que o time de Indaiatuba tocava, tocava, tocava e na hora de chegar perto do gol defendido por Carlão, nada acontecia. A rigor, a equipe visitante teve apenas uma boa jogada em cabeçada de Vinícius que passou por cima da trave.


Boa jogada local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Jogando no contra-ataque, foi do Nacional o maior número de chances desperdiçadas. Aos 27 o técnico Carlinhos vacilou e tirou Bruno Silva, um dos melhores do time. Ninguém entendeu a alteração. A equipe poderia ter aberto o marcador num lance agudo dentro da área em que Sócrates, sem marcar desde 24 de agosto, chutou em cima do zagueiro.


Jeferson subindo no segundo andar para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.

Minutos depois ele mesmo dividiu uma bola com o goleiro, que na opinião de quem estava atrás do gol fez pênalti ao derrubá-lo dentro da área. A peleja foi seguindo cada vez mais tensa e aos 44 aconteceu o lance crucial da partida. Numa jogada pela direita a bola foi tocada para o meio da área. Livre de marcação e com a pelota praticamente parada no gramado, Caio Mendes tinha tudo para se tornar o heroi do campeonato para o Nacional, mas ele chutou em cima do goleiro. Típico lance que não pode ser desperdiçado.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o árbitro terminou a partida em Nacional 0-0 Primavera. A comemoração esperada não aconteceu, e então todas as atenções se voltaram para Grêmio Prudente x Olímpia, marcado para as 20 horas no oeste do estado. Se o Olímpia não vencesse, o Naça suburia, só que de forma surreal o Galo virou o jogo e venceu por 3x2, adiando o sonho do acesso para a rodada final.

O Naça joga pelo empate em Olímpia. Se perder pela contagem mínima, precisa torcer para o Primavera não fazer 2x0 no eliminado Grêmio jogando em casa. Não será nada fácil jogar contra o Galo com o estádio cheio e com 40 graus na moleira, mas os determinados atletas nacionalinos prometem lutar até o fim. Na minha visão, precisam mais do que isso: para voltar para a A3 precisarão dar o sangue em campo e fazer a partida das suas vidas.

Estaremos de ouvido colado no radinho acompanhando o que pode ser um dia histórico ou uma das maiores decepções da história do Nacional nos seus 95 anos de vida. Façam suas apostas!

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

São Paulo sai na frente do Fla nas oitavas da Copa do Brasil sub20

Opa,

A semana de calor recorde está quase impossível de suportar, mas mesmo assim a agenda futebolística seguiu a milhão nos últimos dias. Na segunda rolou a edição 354 do FATV e na terça voltei aos campos para um joguinho da Copa do Brasil sub20 no Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Na pauta, o encontro dos gigantes São Paulo e Flamengo.

Paulistas e cariocas eliminaram respectivamente Chapecoense e Sport na fase inicial e já fazem um dos maiores confrontos das oitavas. Por ser uma competição de tiro curto essa é uma tônica desde a primeira edição organizada em 2012. Para esse jogo contei com a companhia da dupla são-paulina Renato e Ricardo Espina e do Luiz.

Uma das coisas mais legais desses campeonatos é a chance de vermos bem de perto pelejas em locais "famosos". Não é toda hora que tenho a oportunidade de pisar no gramado do Morumbi, então faltando cerca de 20 minutos para o apito inicial eu já estava devidamente na posição aguardando a entrada das equipes para captar as imagens oficiais.


São Paulo FC (sub20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


CR Flamengo (sub20) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem paulista para a partida com Aurelio Santana Martins, Marco Antonio Motta Junior e Bruno Salgado Rizo. Foto: Fernando Martinez.

Com a bola rolando o que se viu durante grande parte do tempo inicial foi um Flamengo muito mais perigoso e quase abrindo o placar em três chutes de longe. O São Paulo não conseguiu mostrar um futebol vistoso e decepcionou sua torcida, que, diga-se de passagem, compareceu em número bastante razoável.


Bom ataque são-paulino no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Tá lá um corpo estendido no chão... Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada na área do Flamengo. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo terminou como começou, e no intervalo subi para o anel inferior me encontrar com o trio de amigos e conhecer finalmente o local depois da reforma feita há algum tempo. Olha, sou obrigado a dizer que o resultado das modificações feitas pela diretoria do time ficou sensacional, dando show em 95% dos estádios que já visitei.


Boa saída do goleiro visitante. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Fizemos o tour e depois nos posicionamos no ataque da casa para o segundo tempo. Logo aos seis minutos Matheus Reis fez a festa da torcida da casa e abriu o marcador. Esse acabou sendo o único momento digno de registro nos 45 minutos finais, já que as equipes caíram demais de produção e nada criaram.


Lance de SPFC x Flamengo com o placar eletrônico ao fundo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque local pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Lateral do Fla dominando a pelota. Foto: Fernando Martinez.

Sem nenhuma emoção em campo e com um papo ótimo na cadeira inferior, o jogo terminou em São Paulo 1-0 Flamengo. O tricolor paulista agora joga pelo empate e por derrota com um gol de diferença (desde que marque algum) para se garantir nas quartas e enfrentar Cruzeiro ou Bahia.

Por ter sido marcado para um horário perfeito - 19h30 - conseguimos pegar um busão na porta do Morumbi até a Estação Faria Lima do metrô. Dali cada um pegou seu rumo para uma ótima noite de descanso. Bom, uma "quase" noite de descanso, já que a apreensão pela peleja de quarta-feira já estava forte. Teve jogo decisivo da Segundona na pauta do JP.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Palmeiras joga bem e engata a terceira no nacional

Fala, pessoal!

Depois da grande virada nacionalina arranjei forças do fundo da alma e fui fazer uma jornada no ritmo dos embalos de sábado à noite no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Em franca recuperação no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras recebeu o Grêmio em busca da terceira vitória seguida.


Times perfilados para o Hin... bom, vocês sabem. Foto: Fernando Martinez.

Quase trinta mil pessoas encheram o velho estádio para essa partida. Além da pressão enorme exercida pelas arquibancadas, o retrospecto era todo a favor dos paulistas. Em nove confrontos realizados no Pacaembu até então, o Palmeiras nunca perdeu (sete vitórias e dois empates). Ah, e vale registrar que esse também foi o - se tudo der certo - o antepenúltimo jogo do time no Pacaembu antes da mudança para a nova casa.


Início de ataque palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Da numerada e com a companhia do amigo Ricardo Espina, vi um bom jogo de futebol. Logo no começo Cristaldo perdeu gol feito e durante todo o tempo inicial o time da casa foi melhor. O Grêmio só incomodou nos contra-ataques e teve uma chance clara brilhantemente defendida por Fernando Prass.


Bola alçada na área local. Foto: Fernando Martinez.

Os 45 minutos chegaram ao fim com o zero no marcador. No segundo, Barcos, um dos jogadores mais homenageados pela coletividade verde, saiu de heroi para vilão em apenas sete minutos. Aos 10 ele fez o gol que abriu o marcador para os visitantes e aos 17 ele fez lambança e conseguiu ser expulso numa jogada besta na lateral.


Barcos abrindo o placar para o Grêmio em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Belíssima lua passeando pelo Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Toda a partida correta que o time dirigido pelo superado Felipão estava fazendo se diluiu com o vento e o time da casa, empurrado de forma sensacional pela torcida, conseguiu um resultado histórico. Era certeza para quase todos ali que a equipe viraria a peleja.


Lance do gol de empate paulista. Foto: Fernando Martinez.

E não deu outra: com gols de Mouche e João Pedro respectivamente aos 22 e 29 minutos o alviverde virou a partida de forma sensacional. O Grêmio, com um a menos e completamente grogue, não foi páreo para o time paulista.


Comemoração alucinada no segundo gol do Palmeiras. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Palmeiras 2-1 Grêmio afastou ainda mais o alviverde da zona de rebaixamento. Falo isso há algum tempo e reitero: na minha visão, o time NÃO será rebaixado pois tem muita equipe pior nesse nacional. O time agora está em 12º lugar com 34 pontos.

No domingo o futebol deu um tempo e o dia serviu para um belo descanso. Também valeu para me preparar de forma exata para a semana repleta de futebol de terça até sexta-feira.

Até lá!

Fernando

Virada antológica do Nacional contra o Grêmio Prudente

Fala, pessoal!

A quarta fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão entrou no seu segundo turno e estamos próximos de saber quais serão os promovidos para a A3 do ano que vem. Sábado passado, pela primeira rodada do returno do Grupo 19, o Nacional recebeu o Grêmio Prudente no Estádio Nicolau Alayon e, claro, o JP marcou presença.

Depois de empatar fora de casa contra o mesmo Prudente e o Primavera, o time ferroviário terminou o turno na liderança da chave empatado com o Fantasma. Agora, com as duas partidas de volta marcadas em sequência para a Comendador Souza, o Nacional tinha a chance de engatar uma quinta marcha e ficar muito, mas muito próximo do sonhado acesso.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Grêmio D Prudente - Presidente Prudente/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times, árbitro Júnior César Lossávaro e assistentes Mauro André de Freitas e Risser Jarussi Corrêa. Foto: Fernando Martinez.

Essa situação positiva levou muita gente ao estádio. Entre os 270 pagantes, destaque para o enorme rol de amigos, entre eles Sérgio Oliveira, Rodrigo Colucci, Ricardo Pucci, Cosme, seu Natal, Alexandre e o David Libeskind, agora oficialmente um ex-JP, voltando às origens. Todos acabaram vendo um jogo simplesmente sensacional.


O atacante Sócrates no setor ofensivo do Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Mostrando muita vontade, o time da casa foi superior durante toda a peleja. No primeiro tempo a defesa se postou bem e viu o onze visitante chegar pouco ao ataque, levando maior perigo ao gol defendido por Carlão apenas duas vezes. O ataque nacionalino mostrou grande qualidade e fez o goleiro Weide trabalhar.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

Primeiro Bruno Silva obrigou o camisa 1 prudentino a fazer grande defesa em chute da esquerda, depois Caio Mendes que por pouco não abriu o marcador. Aliás, o Nacional chegou a marcar o seu gol, mas ele foi incorretamente anulado por um impedimento que não existiu. Segundo jogo seguido em casa com erros contra a equipe.


Ataque local bastante perigoso pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Com o 0x0 estampado no placar não-eletrônico do Nicolau Alayon o tempo inicial chegou ao fim. No segundo o Grêmio Prudente voltou melhor e o Naça esqueceu momentaneamente o futebol nos vestiários. Aos 9 minutos os visitantes saíram na frente com um golaço do jogador Marcos. Ele acertou um pombo sem asa de fora da área no canto esquerdo de Carlão, que nada pôde fazer.


Disputa de bola no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.

O escrete ferroviário sentiu o gol e quase que o Grêmio ampliou por duas vezes. Contando com a sorte e com a presença segura do camisa 1 ferroviário, o segundo não saiu. O relógio corria rápido e somente a partir dos 25 minutos o Nacional voltou a assustar.


Zaga prudentina em ação dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

Nos últimos 15 minutos tudo mudou graças a estrela do camisa 5 nacionalino Fernando. Aos 30 ele resolveu arriscar de muito longe e, também com rara felicidade, ele colocou a pelota no canto direito, fora do alcance de Weide. A torcida até então muito preocupada se inflamou e passou a acreditar demais na chance de virada.


Fernando cobrando falta pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Quatro minutos depois Lucas Cezane foi expulso, deixando o Nacional com um jogador a mais em campo. Os locais foram com tudo para cima da desfalcada defesa prudentina e só faltava o gol para a festa na Comendador Souza ficar completa. E foi justamente o camisa 5 que levou à loucura os torcedores do time paulistano.


Marcação firme da zaga do Grêmio Prudente. Foto: Fernando Martinez.


Ataque local no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 43 minutos os donos da casa fizeram uma ótima jogada pela direita e a bola foi rolada para a entrada da área. Fernando veio na corrida e acertou um chute absolutamente espetacular direto para o fundo da rede. No sufoco, o Nacional conquistou os três pontos de forma antológica.


Fernando comemorando seu segundo gol na partida, virando a peleja de forma antológica para o Nacional. Foto: Fernando Martinez.


Placar final na Comendador Souza e comemoração nacionalina em campo. Foto: Fernando Martinez.

Ao fim do tempo regulamentar o Nacional 2-1 Grêmio Prudente deixou o time da Barra Funda muito próximo do acesso para a A3 depois de cinco anos. Com a vitória do Olímpia em cima do Primavera no domingo, o "time dos ingleses" precisa derrotar a equipe de Indaiatuba para conquistar o acesso antecipado e também se garantir na final da Segundona.

Após o apito final ficamos naquela famosa resenha pós-jogo dentro e fora de campo. O assunto era, obviamente, a peleja dificílima de quarta-feira contra o Primavera no melhor estilo "cinco anos em 90 minutos". Por ter sofrido tanto de 2010 pra cá, o time merece demais esse acesso. Estaremos lá para ver o que irá rolar.

Até a próxima!

Fernando