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sábado, 13 de dezembro de 2014

Camisa do CA Juventus no Sorteio JP 21

Fala, pessoal!

Conforme o prometido, hoje é dia de Sorteio JP 21, uma boa forma de comemorar as festas de fim de ano. Dessa vez, contando novamente com a parceria da Deka Sports, o sortudo vencedor vai colocar na coleção a belíssima camisa utilizada pelo Clube Atlético Juventus durante toda a temporada 2014.


 

Para concorrer é aquele mesmo esquema. Você envia um e-mail para sorteio@jogosperdidos.net com os dados completos. Depois sortearemos um entre todos os que nos mandaram mensagens. Esse felizardo vai levar pra casa essa belíssima camisa na moleza. Mais fácil do que isso, impossível.

Lembrando que entrarão para o sorteio e-mails recebidos até às 23:59 da próxima sexta-feira, 19 de dezembro.

Aguardamos a participação de todos!

Fernando

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Retrospectiva JP 2014 – Parte 1

Fala, pessoal!

É, o ano já está terminando e o futebol praticamente acabou por essas bandas. Para não deixar todo mundo na mão o JP publica a partir de hoje uma retrospectiva em quatro partes com grandes coberturas e ótimos jogos que tivemos o prazer de acompanhar durante todo o ano de 2014.

Marcamos presença num total de 22 campeonatos diferentes, de Brasileiro da Série A até Copa do Mundo, passando também por Segundona Paulista e Copa do Brasil sub17, entre outros. Particularmente eu não vi tantos jogos nesse ano quanto em 2013 (200 contra 160), mas o número de times novos incluídos na Lista foi o maior desde 2007.

Enfim, sigam conosco nesse passeio por 2014:



Logo no quinto jogo com cobertura do JP vimos um sensacional 9-0 em dia de time novo na Lista. Essa foi a primeira partida do genial Imagine de Tocantins na história da Copinha. Nos dois jogos restantes o time também foi goleado (12x0 contra o Vitória e 8x1 contra o Juventus), o que deixou o time com a pior campanha entre os 104 participantes.



O sensacional Brasília foi a maior surpresa da Copinha desse ano. Após eliminar o Botafogo na segunda fase, o time acabou eliminado pelo São Paulo nas oitavas na cobrança de pênaltis, mesmo jogando melhor. O jogo realizado em Barueri foi emocionante do início ao fim.



O Audax estreou na elite do estadual já como um time de Osasco. Mesmo assim seu primeiro jogo em casa foi realizado no velho Paulo Machado de Carvalho e o adversário foi o futuro vice-campeão Santos. Naquela noite chuvosa de janeiro, o Peixe tomou sufoco e por muito pouco não saiu de campo com a derrota.



O dia 2 de fevereiro foi especial para o futebol osasquense. Naquela manhã de domingo a cidade recebeu o primeiro jogo válido pela principal divisão do estadual em todos os tempos. Para coroar a grande festa, uma goleada do Grêmio Osasco Audax contra a Portuguesa.



O ano de 2014 foi terrível para o rubro-verde do Canindé. A equipe venceu apenas onze (!) jogos em todo o ano na sua pior temporada em todos os tempos. Na noite do dia 9 de fevereiro acabamos assistindo o que foi a maior vitória do time em todo o ano, um sonoro 4x0 contra o Linense dentro de casa.



Na busca de assistir os 40 times das séries A2 e A3 pelo segundo ano seguido, fiz algumas viagens para poder cumprir a meta. Uma delas corrigiu um "erro" histórico, pois finalmente marquei presença num Inter de Limeira x Independente, um dos maiores clássicos do interior paulista. O Galo venceu aquela partida e no fim do certame acabou conquistando o histórico acesso para a A2.



O Leão da Sorocabana fez uma campanha sensacional na Série A2 desse ano e terminou com o grande título da competição. O JP foi até a cidade de Capivari para conferir um dos jogos do alvirrubro e, por sorte, vimos uma partida simplesmente sensacional, com direito a gol de empate dos donos da casa no apagar das luzes.

Semana que vem tem a Parte 2!

Até lá,

Fernando

PS: Vale registrar que a inspiração para essa mini-série veio do ótimo Campo de Terra, blog do amigo brasiliense Raul Martins Dias.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Sorteio JP 20 com a camisa do CA Sorocaba

Fala, pessoal!

O clima de Natal toma conta do JP. Nesse sabadão temos o prazer de informar que com a chegada do mês de dezembro também voltamos com o tradicional Sorteio JP, sempre contando com a parceria da Deka Sports. Sortearemos quatro camisas nos quatro sábados do último mês de 2014.

Para voltar à ativa com chave de ouro, hoje o Sorteio JP 20 dá a chance dos nossos amigos incluírem na coleção a camisa do Clube Atlético Sorocaba, time que jogou a Série A1 nessa temporada, mas que em 2015 fará parte da Série A2 do Campeonato Paulista. O belo uniforme amarelo foi utilizado na campanha no Paulistão.



Camisa do CA Sorocaba que pode ser sua no Sorteio JP 20.

Para participar é aquela moleza de sempre: basta enviar um e-mail para sorteio@jogosperdidos.net com nome completo e endereço. Sim, só isso já basta para o amigo concorrer a essa bela camisa. Valerão e-mails recebidos até às 23:59 da próxima sexta-feira, 12 de dezembro.

Você não vai perder essa mamata, né? Eu não perderia de jeito nenhum... Aguardamos a participação de todos!

Fernando

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Após dez anos, Corinthians volta à final do Paulista sub20

Fala, pessoal!

O clima de final de ano já está forte por essas bandas. No último feriado prolongado a agenda marcava várias pelejas na região, mas desencanei de tudo e fui ver de perto apenas uma. O prato principal da sexta-feira trazia Corinthians x São Caetano na Arena Barueri, partida decisiva e que valia vaga na final do Campeonato Paulista sub20 da 1ª divisão.


SC Corinthians P (sub20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

Com o empate por 1x1 no jogo de ida, o Mosqueteiro precisava apenas de uma nova igualdade para voltar a uma final de sub20 após 10 anos, um longo tempo em se tratando de Corinthians. Falando nisso, vale registrar que desde a reorganização das categorias de base feita pela FPF em 1980 - quando aconteceu a "criação" dos juniores, juvenil e infantil - o Timão foi campeão apenas UMA vez.

Essa solitária conquista aconteceu em 1997, quando o alvinegro ficou em primeiro lugar no quadrangular final disputado também por Guarani, Santos e o falecido Sãocarlense. Na última rodada daquele certame, os paulistanos receberam os campineiros, estes jogando pelo empate, no Parque São Jorge. A vitória por 4x1 deu o único título paulista sub20 à equipe.


AD São Caetano (sub20) - São Caetano do Sul/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães e trio de arbitragem na Arena Barueri. Foto: Fernando Martinez.

Voltando a 2014, o caminho para a Arena foi feito tranquilamente pelos trilhos da CPTM. Na Estação Barueri encontrei a dupla Colucci e Victor de Andrade e na porta do estádio, Sérgio Oliveira e Ricardo Espina já nos esperavam. Cada um foi para um canto enquanto eu fui para o gramado da cancha barueriense.

Quando a bola começou a rolar o São Caetano não conseguiu fazer frente ao bom time "local". Embalado pela grande campanha - duas derrotas em 23 jogos e média de 2,6 gols por partida - o Corinthians jogou muito bem e envolveu a defesa visitante.


Ataque corintiano no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Cruzamento dentro da área do Azulão. Foto: Fernando Martinez.

As chances de gol aconteceram, só que o toque final estava com defeito. Os atacantes perderam boas oportunidades e somente depois dos 30 minutos o Azulão incomodou em duas ótimas chances, uma delas salva em cima da linha. A peleja seguia com o incômodo 0x0 para os corintianos até que Matheus, já nos acréscimos, aproveitou um bom cruzamento da esquerda para completar da pequena área.


Ulisses mandando a bola para a área alvinegra. Foto: Fernando Martinez.


Márcio, camisa 7 do Corinthians, derrubado na lateral. Foto: Fernando Martinez.

O tempo final começou com o Corinthians ainda melhor, mas foi o São Caetano o dono da maior chance dos primeiros minutos. Um dos atacantes locais chutou na arquibancada uma bola que sobrou açucarada dentro da área. Um 1x1 ali complicaria demais a vida para os paulistanos.


Lance no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.


Fabrício em ação dentro da área do Azulão. Foto: Fernando Martinez.

O castigo aconteceu logo no lance seguinte. Rodrigo marcou o segundo do Timão e complicou ainda mais a missão dos visitantes. Decorridos oito minutos do tempo final e com 2x0 contra, só um milagre salvaria o São Caetano. O problema é que o Azulão se abateu completamente e se transformou numa presa fácil para os sedentos atacantes alvinegros. Marciel e Gilmar, respectivamente aos 20 e 22 minutos, marcaram mais duas vezes e fecharam a fatura.


Um dos vários ataques do Mosqueteiro no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Marciel chutando de longe. Foto: Fernando Martinez.

Aos 28 Alison ainda fez o gol de honra para o Azulão numa estupenda cobrança de falta. Dali até o final os jogadores mosqueteiros ainda perderam um caminhão de gols antes do árbitro encerrar a partida com o placar de Corinthians 4-1 São Caetano. Depois de dez anos a equipe do Parque volta a uma final do Paulista sub20 com a dura missão de quebrar um tabu de 17 anos. O adversário será o bom time do Grêmio Osasco, que venceu as duas partidas contra o Ituano.

Por se tratar de uma final com dois times "de perto", vamos procurar marcar presença na ida e na volta, aproveitando também o fato que esses devem ser os últimos jogos que acompanharemos na temporada 2014 (a não ser que ainda role um joguinho perdido pelo mês de dezembro).

Como os amigos presentes estavam super felizes com a classificação corintiana, fomos fechar a jornada batendo aquele papo genial no pós-jogo. A conversa rendeu bastante e só fui chegar em casa depois das dez da noite. No sábado e no domingo a pedida foi ficar em casa na boa curtindo várias sessões de cinema e muito esporte na televisão. Tem horas que isso faz bem demais.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 18 de novembro de 2014

GEO sai na frente do Ituano na semi do Paulista sub20

Fala, rapaziada!

Depois de mais de seis meses de bola rolando, no sábado passado começou a fase semi-final do Campeonato Paulista sub20 da 1ª divisão. Com dois jogos na Grande São Paulo, escolhi ir até a cidade de Osasco para o confronto entre o Grêmio local e o Ituano no belíssimo Estádio Cidade de Deus, o terceiro entre eles - o Galo venceu os outros dois - em 2014.

Fazendo uma competição impecável até aqui, o rubro-negro interiorano perdeu apenas uma partida antes desse jogo e passou de vento em popa da primeira fase até as quartas de final do certame. Com dez pontos conquistados a mais do que seu rival dessa semi, o time sem dúvida era o favorito para conquistar a vaga na decisão.


Grêmio E Osasco - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Ituano FCL - Itu/SP. Foto: Fernando Martinez.

É, só que o GEO guardou suas melhores apresentações justamente para o mata-mata. Nas duas primeiras fases o time fez apenas o suficiente para se classificar, mas nas oitavas eliminou o poderoso São Paulo e nas quartas despachou o XV de Piracicaba com duas vitórias. A expectativa era de um grande jogo.


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Junto comigo, o quarteto composto por Cosme, Colucci, Mílton e Pucci também foi ao campo do Bradesco curtir o feriado de 15 de novembro com uma sessão de bom futebol. A temperatura era muito agradável e exatamente às 16 horas o duelo começou. Os primeiros 15 minutos foram de total equilíbrio e a peleja ficou concentrada no meio-campo.


No início a marcação ituana deu resultado e o GEO demorou para conseguir criar boas chances. Foto: Fernando Martinez.

Com o primeiro terço do tempo inicial completado, o Grêmio Osasco passou a jogar melhor e dominou totalmente as ações ofensivas. O primeiro gol saiu aos 21 minutos com Diego aproveitando rebote do arqueiro ituano. Aos 38, em mais uma bola rebatida pelo camisa 1, Henrique Silva fez o segundo.


Saída do Grêmio para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do time osasquense pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O time visitante jogava muito mal mas diminuiu a contagem com o gol de cabeça de Leonardo aos 41. O tempo inicial acabou assim e então resolvi ir ver o jogo "do alto" nas arquibancadas. Na segunda etapa o GEO voltou de forma avassaladora e não deu o menor espaço para o Ituano. Os donos da casa chegaram fácil aos 4x1 com Henrique Silva aos 13 e Samoel Pizzi aos 16.


No começo do tempo final só deu Grêmio Osasco. Foto: Fernando Martinez.


Boa chance do Ituano pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Estava fácil demais, e graças a essa enorme vantagem a concentração dos jogadores locais foi pro saco. O grito de "olé" da torcida empolgou demais os atletas e o Ituano acordou. Se o pessoal da Cidade dos Exageros estivesse com o pé mais calibrado, a situação do GEO poderia ter se complicado muito.


Pênalti bem cobrado por Clayson e segundo gol do Ituano. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio perigoso para o Galo. Foto: Fernando Martinez.

Para a sorte do Grêmio, o escrete de Itu fez apenas mais um gol, marcado em cobrança de pênalti de Clayson aos 29 minutos. Não seria exagero nenhum se os visitantes tivessem pelo menos feito o terceiro. Como não o fizeram, o placar ficou mesmo em Grêmio Osasco 4-2 Ituano.

Os osasquenses agora vão jogar no Novelli Junior com a vantagem de poder perder por um gol de diferença para se garantir na final. Caso o antigo FAI vença por dois gols, ele que estará na decisão contra Corinthians ou São Caetano. Independente dos vencedores, já é certo que teremos uma final inédita.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O penúltimo capítulo lusitano no Canindé pela Série B

Fala, pessoal!

Terça-feira passada rolou a penúltima sessão futebolística no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte em 2014. Já rebaixada e cada vez mais afundada na lanterna, a Portuguesa recebeu o ABC de Natal para tentar a segunda vitória seguida e também aplacar um pouco a raiva da sua torcida.

Marcado para as sete e meia da noite, apenas 374 almas encararam a barra de pagar 40 reais para ver esse jogo, um quase-amistoso no Campeonato Brasileiro da Série B. Aliás, cobrar 40 bagarotes para um jogo desse naipe é muita crueldade, não? Bom, esqueci que para a diretoria o lance é deixar a torcida bem longe do Canindé.


Times da Portuguesa e ABC escutando atentamente o Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Cheguei no estádio após uma caminhada de cerca de trinta minutos iniciada no Metrô Tietê. Sem perder tempo, dei uma palavrinha rápida com a rapaziada presente para essa peleja - Mílton, Luiz, Paulo "Shrek" e Nílton (com seu filho Lucas) - e subi para as tribunas com o amigo Ricardo Espina.


Bola levantada na área da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.

Não demorou para a peleja começar. Junto com ela começou o show de horrores no gramado do estádio inaugurado em 1972. Os times fizeram uma apresentação horrorosa e os 90 minutos demoraram uma eternidade para passar. A sorte é que não estava sozinho, pois se estivesse tenho certeza que teria dormido a maior parte do tempo.


Outro ataque aéreo dos potiguares. Foto: Fernando Martinez.

Tirando uma chance para cada equipe no tempo final, absolutamente nada aconteceu. Os 22 atletas em campo maltrataram a pelota sem nenhuma piedade, algo digno de, no mínimo, uma prisão preventiva para cada um dos cruéis jogadores. O que salvou mesmo foi o sensacional show de stand-up do eterno campeão potiguar de futebol de botão durante o segundo tempo. Rafinha Bastos e Danilo Gentili são meros amadores perto do nosso amigo suzanense.


ABC em ofensiva pela direita. Foto: Fernando Martinez.

No fim dos 90 minutos regulamentares as redes permaneceram intocáveis com o Portuguesa 0-0 ABC. O resultado não mudou em nada a situação da lanterna Lusa e do time do Rio Grande do Norte, apenas cumprindo tabela até a rodada final. Os paulistas agora jogam duas vezes fora de casa antes da despedida melancólica contra o Vila Nova na sua casa.

Como o papo estava muito bom ainda estiquei a noite com a dupla Mílton e Luiz. Ficamos ainda um bom tempo numa casa de esfihas da região, naquele pós-jogo já tradicional por ali. Futebol em campo novamente só no final de semana com uma das semi do Paulista sub20.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O antepenúltimo capítulo lusitano no Canindé pela Série B

Opa,

No último final de semana fui dominado completamente pela preguiça e a rodada futebolística ficou reduzida a apenas uma sessão noturna... mas absolutamente imperdível! Finalmente chegou a hora de assistir o jogo do Campeonato Brasileiro da Série B mais esperado do ano: Portuguesa x Luverdense no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.


Times da Portuguesa e do Luverdense antes do início da partida. Foto: Fernando Martinez.

Quando a CBF divulgou a tabela do certame lá no começo do ano ninguém em sã consciência imaginava o estado em que o time rubro-verde se encontraria para esse confronto com o onze mato-grossense. Lamentavelmente essa foi a primeira partida que os paulistas disputaram já devidamente rebaixados para a terceirona nacional em 2015.

Desde a retomada da Série B após a Copa a gente imaginava que isso aconteceria, e quando houve a virada do primeiro para o segundo turno a única dúvida que restava era em qual rodada a queda aconteceria. Ela veio na 33ª com a inapelável derrota de 3x0 para o Oeste de Itápolis. Um triste desfecho para a temporada mais trágica da história do clube.

Enfim, o estrago já foi feito e agora resta ver os últimos passos lusitanos no Canindé atuando pela segundona. O antepenúltimo adversário foi a genial agremiação da cidade de Lucas do Rio Verde, na minha primeira chance de "tirar o J" do time. Explico: tinha visto o Luverdense apenas uma vez até hoje na cidade de Lençóis Paulista em jogo da Copinha (um sensacional 10x1 a favor do Paraná Clube).

Com o acesso de 2013, o Verdão do Centro Oeste se tornou o sexto time do Mato Grosso - os outros foram os tradicionais Mixto, Operário-VG, União de Rondonópolis, Dom Bosco e o Barra do Garças - a jogar uma segunda divisão nacional. A presença do alviverde quebrou um tabu de dezenove anos sem uma equipe do estado do Centro Oeste no campeonato.

Os mato-grossenses ocupam as posições intermediárias da tabelas desde as primeiras rodadas e ficarão na Série B em 2015. Um alento para um estado há tanto tempo fora dos holofotes da grande mídia. As coisas estão indo bem, mas ainda há espaço para histórias de sucesso de outros times locais.


Bola cruzada na área do Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

Um surpreendente público de 361 almas pagou ingresso para ver um jogo aonde o onze visitante era favorito, afinal, a Portuguesa somava cinco meses e onze jogos sem vencer em casa e um total de catorze partidas consecutivas sem nenhum triunfo. O panorama não era animador, mas não é que finalmente consegui ver uma apresentação razoável do time rubro-verde?


Ataque mato-grossense no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do Canindé vazio para Lusa x Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o futebol apresentado não foi nenhuma Brastemp, mas perto do desastre que presenciei várias vezes ali nesse ano, a atuação lusitana foi satisfatória. O Luverdense não foi nada bem e assustou apenas no comecinho da peleja. Por volta dos 25 minutos a Portuguesa passou a jogar melhor do que seu oponente.


Lance no campo de defesa do Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

A Lusa colocou uma bola na trave ainda no tempo inicial e no segundo abriu o marcador numa bela jogada do seu setor ofensivo. Bruno Ferreira avançou pela direita e cruzou na cabeça de Luan. O gol desanimou o time visitante e por pouco o time da casa não aumentou o placar.


ALELUIA! Finalmente vi a Portuguesa vencer um jogo na Série B 2014. Foto: Fernando Martinez.

Ao término dos 90 minutos, o placar do Canindé apontava o placar final de Portuguesa 1-0 Luverdense. Essa foi apenas a quarta vitória do time no certame, isso em 34 jogos disputados. A campanha continua vergonhosa mas pelo menos espantou brevemente a zica que pairava no ar do Canindé desde o mês de junho.

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Nacional campeão da Segunda Divisão 2014

Fala, pessoal!

Sábado passado o JP chegou aos 10 anos de vida e nada melhor do que comemorar essa data histórica com uma final de Campeonato Paulista da Segunda Divisão, nosso campeonato favorito. O quase centenário Nacional Atlético Clube recebeu o "novato" Sport Club Atibaia em busca do seu primeiro título nesse século.

Com a derrota no jogo de ida (2x1 para o time laranja), o time ferroviário ficou obrigado a vencer essa partida no Estádio Nicolau Alayon para ser campeão, algo que não acontecia desde o ano 2000. O bom time do Falcão jogava pelo empate e prometia sair da Comendador Souza com seu primeiro caneco em quase nove anos de vida.

 

Belos troféus para o campeão e vice da Segunda Divisão 2014. Fotos: Fernando Martinez.

Marcada para o ingrato horário das 10h45 do sábado (!), a decisão recebeu um belíssimo público para os padrões normais: 1.039 pagantes. A torcida local encheu a arquibancada coberta e também parte do gol "da direita". Os torcedores do Falcão compareceram em ótimo número e ficaram do lado oposto às sociais.

A atmosfera, como não poderia deixar de ser, era eletrizante. Confesso que poucas vezes vi um clima tão legal por ali, isso contando as finais da Copa São Paulo de Juniores de 2008 e da Copa Paulista de 2012. Cheguei cedo e logo encontrei muitos amigos e conhecidos por ali, e depois de uma rápida resenha fui para o campo de jogo.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SC Atibaia - Atibaia/SP. Foto: Fernando Martinez.

Devidamente credenciado, aguardei já no gramado a entrada das equipes para o hino nacional e as fotos oficiais (nem tinha como ser diferente). Como o calor ainda não tinha apertado, resolvi permanecer em campo e fui acompanhar o ataque do Nacional.


Quarteto de arbitragem da final com o árbitro Rodrigo Guarizo do Amaral, os assistentes Tatiane Sacilotti Camargo e Eduardo Vequi Marciano e o quarto árbitro Salim Fende Chavez. Junto a eles, os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

É, mas ali o jogo quase não aconteceu, pois o time comandado pelo técnico Luiz Muller - aquele mesmo ex-Bragantino e ex-Sport - encurralou os donos da casa e criou quatro ótimas chances de gol na primeira metade do tempo inicial. O goleiro Carlão teve bastante trabalho.


A zaga do Atibaia segurou o ataque do Nacional por grande parte do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 29, o ataque atibaiense armou uma grande troca de passes que terminou com o arqueiro nacionalino cometendo pênalti. Fernando Gaúcho bateu com classe no inuto seguinte e abriu o marcador. Se não estava fácil a vida do Nacional com o empate sem gols, agora o drama era maior.


Fernando Gaúcho no pênalti que abriu o marcador para o Atibaia. Foto: Fernando Martinez.

Até o fim do primeiro tempo os locais finalmente chegaram com perigo em dois ataques pela direita. Em ambos o goleiro Wálter fez brilhantes defesas. Ao fim dos 45 minutos iniciais, o marcador apontava 0x1 e somente uma virada daria o título para o Nacional.


Presença do atacante Sócrates no ataque local. Foto: Fernando Martinez.

Alguns já mostravam um semblante bastante preocupado nas arquibancadas imaginando que talvez não fosse possível emplacar a quarta virada do time em pouco mais de um mês. Não era mesmo uma situação "tranquila", mas é fato que não tinha como colocar em dúvida a capacidade de reação nacionalina depois das antológicas viradas contra Barretos (para muitos, o jogo do acesso), União Mogi e Grêmio Prudente.


Bola cruzada na área atibaiense. Foto: Fernando Martinez.

A conversa no vestiário deve ter sido sensacional, pois o time ferroviário voltou para o tempo final num ritmo alucinante. Mostrando um futebol extremamente empolgante, os atletas encurralaram a equipe do Atibaia e viraram o marcador em apenas 15 minutos.


Bruno Silva na grande área momentos antes de tocar por cobertura e empatar o jogo. Foto: Fernando Martinez.

O gol de empate saiu aos cinco quando Bruno Silva recebeu lançamento preciso de Gindre pela direita e tocou por cobertura na saída do arqueiro visitante. Aos 14, Wálter bateu roupa em cobrança de falta e Fernando, um dos destaques da equipe, completou.


Lance do gol da virada do Nacional, marcado pelo camisa 5 Fernando. Foto: Fernando Martinez.

O Atibaia sentiu demais esse gol e passou um bom tempo zonzo em campo. Sócrates, artilheiro do campeonato com 16 gols (mas sem marcar desde 24 de agosto), recebeu um passe açucarado de Bruno Silva pela direita e chutou na trave na maior chance para definir de vez a final. A equipe da casa sobrava em campo.


Zagueiro do Falcão tentando se livrar da marcação de Sócrates. Foto: Fernando Martinez.

O Falcão voltou a chegar perto da área local somente após os 35 minutos, mas a pressão era fugaz e a cada minuto que passava ficava mais próximo o esperado título do onze paulistano. A cada virada do ponteiro a torcida se animava ainda mais.


Momentos finais da decisão da Segundona 2014. Foto: Fernando Martinez.

Então as 12h36 da tarde de sábado, 1º de novembro de 2014, o árbitro Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral trilou seu apito pela última vez e a torcida pôde soltar o grito de "CAMPEÃO" no Nicolau Alayon. A Segundona Paulista da atual temporada terminou com o título paulistano.

O placar final de Nacional 2-1 Atibaia deu ao onze ferroviário a terceira conquista profissional em todos os tempos. O primeiro aconteceu após uma vitória contra o Bernô na rodada final da A3 de 1994 e o segundo numa vitória contra o Garça no ano 2000, também na Série A3.

A comemoração foi enorme dentro e fora de campo. Em reconhecimento aos torcedores, os atletas se dirigiram ao gol da direita, local aonde estava a maior parte dos nacionalinos, para fazer a festa com o pessoal. Por pouco não aconteceu uma tragédia por conta da queda do alambrado. Por sorte nada pior aconteceu, e como o clima era de festa tudo virou graça.

Não demorou para a cerimônia de premiação das duas equipes começar. Primeiro o elenco do Atibaia subiu ao pódio para receber as medalhas e o troféu pelo vice-campeonato. De negativo somente o fato que faltou medalha para todo mundo. Uma enorme bola fora.



Elenco do Atibaia no pódio armado pela FPF e o capitão do clube levantando a taça de vice-campeão. Fotos: Fernando Martinez.

Logo após a premiação do onze atibaiense, foi a vez do grande campeão da Segunda Divisão subir no palco montado pela FPF. A alegria não parou por um segundo e foi bonito ver o goleiro-capitão Carlão - um dos atletas há mais tempo no clube - levantar a bela taça.



Festa dos jogadores campeões da Segundona e o capitão Carlão levantando a taça. Fotos: Fernando Martinez.

Apesar de algumas cenas tristes durante a cerimônia a festa foi muito bonita e mais do que merecida. Torci bastante para o acesso do Nacional durante as cinco temporadas na Segundona. Dos 108 jogos disputados nesses anos, estive em 54. Nesse tempo todo o JP foi o único veículo aonde o tradicional clube da Zona Oeste teve uma cobertura realmente digna. Para nós, algo bastante honroso.


Atletas nacionalinos indo comemorar com a torcida. Foto: Fernando Martinez.

Com a saída dos fiscais da FPF da cancha, todos os amigos que estavam do lado de fora entraram em campo para também participarem da festa. Fiquei muito tempo por ali confraternizando com todos, num dos maiores quóruns já montados em todos os tempos.


Parte da turma presente no Nicolau Alayon para a grande final. Foto: Fernando Martinez.

Se já não bastasse toda a emoção pela final em si, posso dizer em nome de todos do blog que chegar aos 10 anos de Jogos Perdidos é algo muito legal. Ninguém imaginava isso lá em 2004 e por mais que nos últimos anos a equipe tenha diminuído bruscamente - quase um "exército de um homem só" - o nosso ideal ainda está mais vivo do que nunca.

Das 2.666 partidas que cobrimos nesse período, cerca de 2.350 foram realmente "jogos perdidos", a maioria com relatos e fotos exclusivas. Não há como negar que nosso banco de dados e imagens é um dos maiores em se tratando de times pequenos e competições que são jogadas longe dos holofotes da grande mídia. Até onde for possível estaremos na ativa e contando com a audiência de todos.


Uma imagem que dispensa maiores comentários. No sábado, o JP também foi um pouco campeão. Foto: Miguel Ferreira.

Com esse relato fechamos as coberturas da Segunda Divisão na atual temporada. Nossa próxima meta é fazer uma Série A2 e A3 geniais antes do início da Segundona 2015, sem dúvida o estadual mais difícil do país.

Até a próxima!

Fernando!